Como o Programa Devolve ICMS beneficia famílias em vulnerabilidade social e econômica?
Explica aí! é uma série de publicações que esclarece, de maneira objetiva e direta, as principais iniciativas do governo
Publicação:
O governo publica uma série de conteúdos sobre as principais entregas do Estado para a população. Com um material direto, simples e informativo, o Explica aí! apresenta respostas didáticas para que as pessoas possam entender facilmente cada ação.
Edição #27: Devolve ICMS
- O que é o Programa Devolve ICMS?
É uma política pública criada para devolver parte do ICMS pago no consumo às famílias gaúchas em situação de vulnerabilidade social e econômica. O programa reduz desigualdades, amplia o poder de compra e coloca mais justiça na cobrança dos impostos.
- Quando o programa foi criado?
O Devolve ICMS foi instituído em outubro de 2021. Desde então, se consolidou como referência nacional em justiça tributária e inspirou iniciativas semelhantes em outros Estados, além de servir de parâmetro na reforma tributária.
- Como funciona o Devolve ICMS?
A devolução é feita por meio do Cartão Cidadão, onde os valores caem automaticamente a cada trimestre. O depósito é formado por duas parcelas:
- Parcela fixa
É igual para todas as famílias: R$ 100 por trimestre. - Parcela variável
É um valor que muda conforme a renda cadastrada da família e a quantidade de compras feitas com CPF na nota. Quanto mais notas fiscais o titular acumula, maior pode ser o retorno. Existe um limite máximo calculado de acordo com a renda informada no CadÚnico. Isso faz com que o benefício seja proporcional à realidade de cada família.
- Quem pode receber o Devolve ICMS?
O programa atende famílias que:
- estejam inscritas no Cadastro Único;
- recebam Bolsa Família ou tenham dependente matriculado no Ensino Médio da Rede Estadual;
- tenham renda mensal de até três salários mínimos ou renda per capita inferior a meio salário mínimo;
- possuam CPF ativo e residam no Rio Grande do Sul.
Esses critérios garantem que a devolução chegue a quem mais precisa.
- Como conferir se sou beneficiário?
A consulta é rápida: basta acessar o site e informar CPF e data de nascimento. O sistema indica imediatamente se a família está habilitada para o benefício e o local de retirada do cartão.
- Como o programa beneficia famílias em vulnerabilidade social e econômica?
O Devolve ICMS restitui parte do imposto pago nas compras do dia a dia, como alimentos e itens básicos. Isso alivia despesas, fortalece o orçamento familiar e garante mais autonomia para escolhas essenciais. É uma forma prática de equilibrar o peso dos impostos entre quem tem menos e quem tem mais renda.
- Quantos repasses já foram feitos?
Desde 2021, já foram 17 rodadas de repasses. O programa se mantém regular trimestre após trimestre, ampliando o número de famílias alcançadas e garantindo previsibilidade no orçamento.
- Quanto o programa já distribuiu?
O Devolve ICMS superou, em janeiro de 2026, R$ 1,1 bilhão devolvido diretamente às famílias desde o início do programa. São mais de um milhão de famílias gaúchas que já receberam ao menos um depósito pelo cartão.
- Como é feito o repasse dos valores?
O depósito ocorre automaticamente no último dia útil de cada trimestre. As datas são divulgadas com antecedência para que as famílias possam se organizar. O valor aparece no Cartão Cidadão sem necessidade de solicitação.
- Onde posso usar o Cartão Cidadão?
O cartão funciona como um cartão de débito. Ele é aceito em mais de 140 mil estabelecimentos credenciados da Rede Vero no Estado.
- Como retirar o Cartão Cidadão?
O cartão fica disponível nos pontos de entrega definidos pelo Estado. No site do Devolve ICMS, é possível consultar o endereço exato do local de retirada. Quem já tem o cartão continua usando o mesmo nas rodadas seguintes.
- Qual o calendário deste ano e por que ele foi liberado antecipadamente?
O calendário do ano é divulgado no início do período para garantir previsibilidade. Em 2026, por exemplo, os pagamentos estão previstos para:
- 30 de janeiro (já pago)
- 30 de abril
- 31 de julho
- 30 de outubro
Essa organização permite que as famílias planejem o uso do recurso ao longo do ano e reforça a regularidade da política pública.
- Como as famílias podem usar o valor recebido?
O crédito pode ser usado para compras essenciais, como alimentos, fraldas, medicamentos, materiais escolares, itens de higiene e utilidades domésticas. O objetivo é apoiar despesas cotidianas e facilitar a organização financeira das famílias.
- Pedir nota fiscal com CPF pode gerar outros benefícios?
Sim. Além de aumentar o valor da parcela variável do Devolve ICMS, pedir CPF na nota garante participação nos sorteios mensais do Nota Fiscal Gaúcha, permite apoiar entidades sociais e ainda pode gerar desconto no IPVA, conforme as regras do programa. É uma atitude simples que fortalece a cidadania fiscal e amplia o retorno do imposto para a população.
- O que preciso fazer para ter esses benefícios?
É preciso se cadastrar gratuitamente no site do Nota Fiscal Gaúcha. Após o cadastro, basta informar o CPF nas compras. Assim, o cidadão passa a concorrer a prêmios em dinheiro, pode obter desconto no IPVA, apoiar entidades sociais e aumentar o valor recebido pelo Devolve ICMS.
- O programa tem outras modalidades?
Sim, há o Devolve ICMS Linha Branca, criado após as enchentes de 2024
- O que foi o Devolve ICMS Linha Branca?
É uma modalidade criada para atender famílias que perderam eletrodomésticos nas enchentes de 2024. Ela devolve parcial ou totalmente o ICMS pago na compra de geladeira, freezer, fogão, micro-ondas, máquina de lavar ou secadora. O Linha Branca devolveu R$ 33,3 milhões para 109 mil beneficiários, ajudando famílias a reconstruírem suas casas e retomarem a rotina.
- Por que o Devolve ICMS é tão importante?
O programa transforma a forma como os impostos chegam à população. Ele reduz desigualdades sociais, incentiva a emissão de nota fiscal, auxilia a combater a sonegação e fortalece o consumo local. Também garante que parte do tributo retorne diretamente para quem mais sente o impacto dos preços no dia a dia. É justiça social e tributária aplicada na prática.
Explica Aí!
- Edição #25: Por que é importante ter autorização para navegação noturna no RS?
- Edição #24: O que está sendo feito para recuperar as moradias afetadas pelas enchentes?
-
Edição #23: Como o Programa Pé no Futuro incentiva estudantes a permanecer nas escolas?
- Edição #22: Programa Partiu Futuro Reconstrução: como o Estado tem gerado oportunidades para jovens atingidos pelas enchentes de 2024
- Edição #21: Como o Programa SUS Gaúcho implantado pelo governo Leite beneficia a população?
- Edição #20: Cinco anos de salários em dia marcam compromisso do governo Leite com servidores e gestão fiscal equilibrada
- Edição #19: Como o Programa Pró-Esporte RS está transformando a área e ajudando no surgimento de novos atletas?
- Edição #18: Por que o governo do Estado está fazendo concessões de rodovias do chamado Bloco 1?
- Edição #17: Governo Leite leva iniciativas de adaptação climática à COP30 em Belém. Como o RS reforça protagonismo global pelo clima?
- Edição #16: O que é o Programa Carretas do Saber que leva cursos técnicos a cidades do interior do Rio Grande do Sul?
- Edição #15: Quais as principais vantagens do sistema free flow implantado em rodovias do Rio Grande do Sul?
- Edição #13: Como funciona a bonificação para os profissionais da educação e estudantes da Rede Estadual do Rio Grande do Sul?
- Edição #12: Como o programa Porta de Entrada ajudará famílias com renda de até cinco salários mínimos a realizarem o sonho da casa própria?
- Edição #7: Qual a importância da construção das barragens dos Arroios Taquarembó e Jaguari nas regiões de Dom Pedrito e de São Gabriel?
- Edição #6: Como o desassoreamento de córregos e de rios pode prevenir alagamentos e melhorar a vazão?
- Edição #5: Como o Estado está investindo na alfabetização das crianças?
- Edição #4: Quem tem direito a receber precatórios do Estado na 9ª rodada de conciliação?
- Edição #3: Por que o governo está apoiando a prorrogação das dívidas de crédito rural?
- Edição #2: O Estado está fazendo dragagem no Guaíba?
- Edição #1: Por que é importante fazer batimetria em rios e lagos, como Guaíba?
Texto: Ascom Sefaz
Edição: Secom