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Seminário de Desenvolvimento Social encerra com recorde de público e oficinas de formação em Restinga Seca

Último dia foi marcado por formações e debates sobre prevenção de violências, autonomia familiar e atenção à primeira infância

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Foto mostra o secretário Fantinel falando no palco diante da plateia.
Edição teve público recorde de mais de 1.900 participantes ao longo dos quatro dias do evento - Foto: Ascom Sedes

A quinta-feira (19/3) marcou o último dia de atividades, em Restinga Seca, do terceiro Seminário de Desenvolvimento Social, promovido pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), com apoio institucional do Colegiado Estadual de Gestores de Assistência Social (Coegemas). Esta foi a edição que promoveu o maior número de oficinas e que teve a público recorde de 1.900 participantes. Entre as ações realizadas, esteve a segunda Capacitação dos Agentes de Desenvolvimento da Família (ADFs) do Programa Família Gaúcha. A atividade reuniu os 314 ADFs que atuam nos municípios participantes do programa e membros dos comitês com o objetivo de qualificar o acompanhamento às famílias e aprofundar o debate sobre estratégias de atuação nos territórios.

A programação contou com a abertura oficial do secretário de Desenvolvimento Social, Beto Fantinel, seguida de painéis com representantes das áreas da Educação e da Saúde, reforçando a importância da articulação intersetorial no atendimento às famílias. “Difícil o município que desenvolve o programa que não tenha uma boa prática para compartilhar com os outros. A OCDE diz que o Brasil é um dos piores países do mundo em mobilidade social, e o Família Gaúcha ajuda a construir uma solução de vida para as famílias. Quero deixar clara a importância de cada um de vocês nos territórios para que as famílias encontrem um caminho. Com essa oportunidade, ajudamos as pessoas a sonharem com conquistas que elas imaginam inalcançáveis”, comentou Fantinel.

Estratégias de proteção às mulheres

Durante a manhã, a psicóloga Micheline ministrou a palestra Identificação Precoce de Risco de Feminicídio: Estratégias para Prevenção e Proteção de Mulheres, trazendo reflexões e orientações práticas para o reconhecimento de sinais de risco e fortalecimento da rede de proteção. No período da tarde, os agentes participaram de uma capacitação com as consultoras Quelen Coden e Michele Ribeiro, que abordaram o tema “O Papel do ADF na Construção da Autonomia Familiar: Abordagem, Comunicação Qualificada e Mediação de Vulnerabilidades”. A atividade destacou estratégias para fortalecer o trabalho dos agentes no acompanhamento das famílias, promovendo escuta qualificada, orientação e articulação com as políticas públicas nos territórios.

A capacitação reforçou o compromisso do governo do Estado com o fortalecimento das equipes que atuam diretamente com as famílias, contribuindo para a qualificação das ações do Programa Família Gaúcha e para a promoção da autonomia e da superação das vulnerabilidades sociais. A ação foi realizada em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE/RS).

Palestrante falando diante de plateia.
Curso de formação sobre primeira infância reuniu mais de 300 profissionais - Foto: Ascom Sedes

Primeira Infância em pauta

O segundo encontro presencial do curso de formação Primeira Infância: Formação e Ação também foi realizado na quinta-feira (19/3), reunindo cerca de 300 profissionais. No encontro, o secretário-adjunto da Sedes, Gustavo Saldanha, destacou que a atividade, que é a primeira de extensão da pasta, tem o objetivo de fortalecer o trabalho e o conhecimento sobre o tema. “É uma satisfação participar deste segundo encontro do curso Primeira Infância: Formação e Ação, que reúne cerca de 300 profissionais comprometidos com essa pauta tão essencial. Esta é a primeira ação de extensão da Sedes e seguimos comprometidos em investir em iniciativas como esta, que promovem a troca de experiências e contribuem para uma sociedade mais justa desde os primeiros anos de vida”, ressaltou.

A diretora do Departamento de Atenção à Primeira Infância, Kenia Fontoura, durante a palestra magna “Primeira Infância, Famílias e Territórios: Estratégias e Oportunidades para uma Ação Integrada, Antirracista e Sustentável”, destacou a importância do curso. “Esse é um curso que a gente batalhou muito para ocorrer, por isso tenho uma imensa satisfação e orgulho em estarmos promovendo esse encontro. Eu só consigo pensar em um mundo mais equânime a partir do investimento na primeira infância porque as crianças são o futuro do país”, comentou Fontoura.

A programação do curso ainda contou painéis e debates sobre a temática. Voltado para profissionais atuantes na área da primeira infância, o curso aborda temas como o desenvolvimento das habilidades e capacidades na primeira infância; a promoção e fortalecimento da parentalidade positiva; o antirracismo na primeira infância; e as consequências para a primeira infância dos eventos climáticos extremos. A previsão é de que o curso seja finalizado no mês de abril. Cada participante aprovado receberá um certificado de curso de extensão com carga horária de 120 horas.

Oficinas formativas

Uma das oficinas com maior procura pelos participantes do evento foi "Identificação precoce do risco de feminicídio: estratégias para prevenção e proteção das mulheres”. Ministrada pela psicóloga da Secretaria da Mulher (SDM), Dilce Assunção da Silva, e pela assistente social do Centro de Referência para a Mulher Vânia Araújo Machado (CRMVAM), Rosana Centuario Pastorini. “Relacionamentos abusivos não começam com violência, mas com o controle disfarçado de cuidado. Traçamos um perfil com características comuns do homem que comete agressão, como a necessidade de dominação e poder, crenças patriarcais e machistas, ciúmes e sentimento de posse. Quando o homem adoece em sua masculinidade, transforma amor em controle e a dor da perda em violência”, explicou Pastorini.

Já Dilce reforçou sobre a importância de perceber quais são os ciclos de violência. “Eles começam com desajustes emocionais e falas agressivas e vai piorando. O homem então pode bater, machucar. Depois, começa a lua de mel, ele diz que que não vai mais acontecer e que reconhece que está errado. A mulher acaba voltando e o ciclo recomeça. Ele acaba agredindo de novo, depois faz coisas para agradar, como viagens ou presentes. Precisamos perceber os sinais de violência nos locais de trabalho e estudo, notar as mudanças de comportamento, como sair correndo quando o homem liga. São sinais de que a algo está errado”, reforçou.

O terceiro seminário também contou com a oficina Programa Prato Gaúcho e as cozinhas comunitárias: estratégia de segurança alimentar. A diretora do Departamento Segurança Alimentar e Combate à Fome da Sedes, Vanusa Rosa, destacou que o programa visa ao fortalecimento da segurança alimentar e nutricional, com foco na ampliação do acesso da população em situação de vulnerabilidade a refeições adequadas e saudáveis. “O programa se articula com a política nacional de segurança alimentar, contribuindo para garantir o direito humano à alimentação adequada. Tendo a garantia daquela refeição, a família poderá buscar alternativas para sair da vulnerabilidade”, explicou a diretora.

Texto: Ascom Sedes
Edição: Secom

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