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Rio Grande do Sul registra os menores indicadores de criminalidade da história

Desde 2019, o Estado vem apresentando quedas nos registros de crimes violentos e patrimoniais

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Foto mostra dois policiais civis revistando uma carcaça de um automóvel branco. Na camiseta preta de um dos policiais está escrito "Polícia Civil".
Rio Grande do Sul alcançou o top 3 em segurança do Ranking de Competitividade dos Estados - Foto: Leonardo Fister/Ascom SSP

Segurança pública é um dos direitos fundamentais do ser humano e pilar essencial para a convivência em sociedade. Para os gaúchos, essa frase deixou de ser apenas uma utopia distante e tem se tornando realidade com medidas adotadas pelo governo do Estado. Afinal, ano após ano, o Rio Grande do Sul vem apresentando quedas consecutivas nos principais indicadores de criminalidade. Assim, por meio da integração entre as forças policiais e de investimentos consistentes, o Estado se tornou uma referência nacional na área, alcançou o top 3 em segurança do Ranking de Competitividade dos Estados e registrou em 2025 o ano mais seguro da história.

Foto mostra dois policiais militares fardados caminhando em uma rua à noite, iluminada. Parece ser durante um evento com muitas luzes coloridas ao fundo.
Com maior atuação das forças de segurança, Estado reduziu os homicídios dolosos em 44% entre 2019 e 2025 - Foto: Ascom Brigada Militar

Vidas preservadas

Nos crimes contra a vida, destaca-se a redução dos homicídios dolosos. Entre 2019 e 2025, o número de vítimas caiu 44%, passando de 1.860 para 1.037. Com relação aos crimes violentos letais e intencionais (CVLI), a queda é de 40%, de 2.158 para 1.299. Já os latrocínios diminuíram 57% (de 71 para 30). Os feminicídios, por sua vez, caíram de 97 para 80 (-17%). Esse último é um dos crimes mais desafiadores para a segurança pública, por ocorrer predominantemente dentro dos lares.

Mesmo assim, o Estado não mede forças para prevenir e combater os casos de violência doméstica e contra a mulher. Desde 2023, a Secretaria da Segurança Pública mantém em funcionamento o Programa de Monitoramento do Agressor. O programa acompanha em tempo real a movimentação de agressores e vítimas, evitando aproximações indevidas e reduzindo o risco de reincidência. A ação é desenvolvida em parceria com o Comitê EmFrente Mulher, do RS Seguro.

Atualmente, o programa conta com 803 agressores monitorados e 779 vítimas com dispositivos ativos. Somente em 2025, 1.527 mulheres passaram pelo acompanhamento do programa. No mesmo período, foram registrados e tratados 1.027.627 eventos de monitoramento envolvendo os agressores monitorados, todos atendidos por meio de um processo integrado que envolve a Polícia Civil e a Brigada Militar, assegurando monitoramento contínuo e atendimento qualificado às vítimas.

Outra iniciativa foi a implementação da ferramenta on-line de solicitação de Medidas Protetivas de Urgência (MPUs), em abril de 2025. Só no ano passado, a Polícia Civil remeteu ao Judiciário 69.292 MPUs solicitadas por mulheres de todo o Estado.

Foto mostra a concentração de policiais para uma operação, em um auditório. Há três policiais civis, de camiseta preta e com a expressão "Polícia Civil" nas costas, e dois policiais militares. Eles estão de costas, falando para uma plateia formada essencialmente por outros policiais.
Queda nos indicadores também está relacionada à integração entre as forças policiais e de investimentos consistentes pelo Estado - Foto: Ascom Polícia Civil

Quedas expressivas nos crimes patrimoniais

O trabalho contínuo, estratégico e integrado das forças de segurança também produziu excelentes resultados nos crimes patrimoniais. De 2019 a 2025, os roubos de veículos despencaram 84%, passando de 11.127 para 1.790. Os roubos a pedestre também apresentaram uma diminuição expressiva, saindo de 53.393 para 12.573 casos, o que representa um recuo de 76%.

Já as ocorrências em transporte coletivo apresentaram queda de 88% (2.125 para 237), enquanto as ocorrências bancárias caíram de 110 para 19 (-82%). Os incidentes em estabelecimentos comerciais reduziram 51% (8.162 para 3.958). No campo, os abigeatos diminuíram de 5.063 para 3.244 casos (-36%).

Foto mostra um policial militar em posição de sentido, em frente a uma viatura, estacionada em um gramado. A foto é diurna.
Os roubos a pedestre também apresentaram diminuição expressiva, com recuo de 76% de 2029 a 2025 - Foto: Calvin Neuram/Ascom SSP

Menores índices do país

As marcas históricas da segurança pública romperam as divisas do Estado e se tornaram referência nacional. Segundo dados do Anuário Brasileiro da Segurança Pública de 2025, o Rio Grande do Sul apresentou a menor taxa de roubo de celulares do Brasil em 2024, com 27,9 casos a cada 100 mil habitantes. O anuário também apontou que o Estado teve a maior queda em roubos a pedestre, com 198,1 ocorrências por 100 mil habitantes (-46%).

Ainda conforme o Anuário Brasileiro da Segurança Pública, o Rio Grande do Sul foi o segundo Estado que mais reduziu roubos e furtos de veículos. De 2023 para 2024, os crimes tiveram retração de 28,7% (de 12.149 para 8.916).

Foto mostra dois agentes da perícia criminal vistoriando uma sucata de um carro.
De 2019 a 2025, os roubos de veículos despencaram 84% no Estado - Foto: Leonardo Fister/Ascom SSP

Segunda maior redução de casos de letalidade policial

Além dos números expressivos no combate à criminalidade, a segurança pública gaúcha também apresentou a segunda maior queda de óbitos por intervenção policial do Brasil em 2025, passando de 141 mortes em 2024 para 80 no ano passado, uma redução de 43%. O levantamento divulgado pelo governo federal, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, também apontou que o Estado tem a quarta menor taxa de letalidade, com 0,71 casos por 100 mil habitantes.

A baixa letalidade contrasta com o grande número de ocorrências atendidas. Conforme dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP), em 2025, a Brigada Militar realizou aproximadamente 11 mil abordagens por dia no Estado. Essas ações empregaram, em média, 4,8 mil policiais diariamente e resultaram em 50.007 prisões ao longo do ano.

Texto: Leonardo Fister/Ascom SSP
Edição: Secom

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