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Novo pavilhão feminino qualifica atendimento a mulheres na Penitenciária de Rio Grande

Após reforma, a maior unidade feminina da Região Sul triplica a oferta de vagas

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A foto mostra um ambiente interno com fileiras de estruturas cinzas que funcionam como beliches ou alojamentos modulares, cada uma com prateleiras embutidas. Sobre as superfícies estão organizados itens pessoais, como produtos de higiene e cobertores.
A realocação retira as internas da estrutura principal, reduzindo o contato com os demais pavilhões masculinos - Foto: Divulgação Polícia Penal

A Polícia Penal efetivou, na segunda-feira (2/3), a alocação de 114 mulheres privadas de liberdade das galerias A e B para um anexo da Penitenciária Estadual de Rio Grande (Perg). Com isso, o pavilhão passa a ser o maior espaço exclusivamente para a população carcerária feminina na Região Sul.

Com a mudança, a Perg conta com condições mais adequadas ao cumprimento de pena, respeitando as necessidades específicas do público feminino. O prédio possui cinco alojamentos, triplicando a oferta de vagas para mulheres na unidade. Antes desativado em razão de um incêndio, o anexo começou a ser reformado em setembro de 2025 com uso de mão de obra prisional, sendo concluído em fevereiro deste ano.

A imagem mostra um pátio amplo com gramado e árvores podadas, algumas com os troncos pintados de branco na base. Ao fundo, há um prédio de fachada baixa e comprida, pintado em cinza e branco, com janelas gradeadas e uma porta central.
Novo espaço representa não apenas uma melhoria física, mas um marco no fortalecimento das práticas institucionais - Foto: Divulgação Polícia Penal

O secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom, disse que se trata de uma obra relevante para um tratamento penal mais apropriado. “Estamos falando de um local mais seguro e adequado às necessidades dessa parcela do público que cumpre pena.”  

Na área de segurança, há melhoria nas estruturas de suporte para a garantia da ordem e da disciplina. A realocação retira as internas da estrutura principal, reduzindo o contato com os demais pavilhões masculinos da casa prisional.

Fortalecimento de políticas de ressocialização

O delegado Fábio Rosa, da 5ª Delegacia Penitenciária Regional, destacou que a conquista de um espaço mais amplo, estruturado e adequado às necessidades das apenadas representa não apenas uma melhoria física, mas um marco no fortalecimento das práticas institucionais. “Trata-se de um passo significativo na consolidação de políticas voltadas à ressocialização da pessoa privada de liberdade, valorizando a dignidade, ampliando oportunidades e contribuindo efetivamente para a construção de novos caminhos.”

As esvaziadas galerias A e B também serão revitalizadas e utilizadas como pavilhões para trabalhadores, com a abertura de novas vagas de trabalho. 

Texto: Paulo André Dutra/Polícia Penal
Edição: Secom

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