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Nos 25 anos do Teste do Pezinho, governo estadual reforça importância do diagnóstico precoce no SUS

Centro Administrativo e Palácio Piratini terão iluminação especial para chamar atenção para o exame e marcar a data

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A fotografia em plano geral e ângulo contrapicado (de baixo para cima) registra a imponente fachada do Palácio Piratini iluminada de forma temática. O título do arquivo associa a ação à celebração dos **25 anos do Teste do Pezinho** e ao reforço da importância do diagnóstico precoce no SUS.

### **Arquitetura e Iluminação**

* **A Iluminação Temática:** Toda a imponente estrutura de pedra da fachada histórica está banhada por uma iluminação cênica noturna em tons de lilás e roxo. A luz colore as grandes colunas, os relevos ornamentados e as sacadas do edifício.
* **Elementos da Fachada:** A composição destaca a simetria clássica do palácio, com altas colunas cilíndricas que sustentam a parte superior da estrutura, janelas verticais compridas protegidas por cortinas claras no andar superior, e portas de ferro trabalhado no térreo. Um grande brasão esculpido em pedra encima a entrada principal.
* **Estátuas e Adornos:** Ladeando o portal central, há duas grandes esculturas de mármore claro representando figuras humanas sentadas sobre pedestais integrados à arquitetura.

### **Entrada Principal e Interior**

* **O Portal Central:** A grande porta principal de ferro e vidro está parcialmente aberta. Através dela, é possível vislumbrar o interior iluminado do palácio, revelando um lustre clássico aceso e uma escadaria interna imponente revestida com um tapete vermelho vivo.
* **Segurança:** Uma silhueta escura de um segurança ou guarda em pé é visível no interior da entrada, logo à frente dos primeiros degraus da escada.

### **Primeiro Plano**

* **Iluminação Pública:** No nível da calçada, em frente ao prédio, dois postes de iluminação de estilo antigo (lampiões) com globos esféricos brancos acesos estão posicionados um de cada lado, projetando uma luz amarelada e quente na base da fachada.
Mais de 2,5 milhões de recém-nascidos realizaram o exame no RS, que passará a rastrear nove doenças com recurso de R$ 36 milhões - Foto: Luís André/Secom

O Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), conhecido como Teste do Pezinho, completa, neste mês de junho, 25 anos de sua criação. Em alusão a esse marco histórico, o Palácio Piratini e o Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff) estarão iluminados de lilás durante esta semana, com o objetivo de chamar a atenção sobre a importância desse procedimento de diagnóstico de doenças em recém-nascidos.

Nesses 25 anos, mais de 2,5 milhões de recém-nascidos do Rio Grande do Sul fizeram o exame, realizado a partir da coleta de uma gota de sangue do calcanhar do bebê. A triagem é fundamental para identificar precocemente doenças genéticas, metabólicas e infecciosas que, muitas vezes, não apresentam sintomas ao nascimento. Isso permite o início rápido do tratamento e a redução dos riscos de complicações graves, sequelas e até morte.

Instituído oficialmente pelo Ministério da Saúde (MS) em 2001, o PNTN é uma das principais políticas públicas de promoção da saúde infantil no Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo a todos os recém-nascidos brasileiros o acesso gratuito ao exame. No Estado, são realizados cerca de 8 mil testes por mês. Ao logo dos anos, cerca de 2,6 mil crianças foram diagnosticadas com doenças investigadas pelo programa e encaminhadas para acompanhamento e tratamento especializados.

Atualmente, a triagem neonatal no Estado contempla sete condições: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme e outras hemoglobinopatias, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita, deficiência de biotinidase e toxoplasmose congênita.

A fotografia em plano geral e ângulo frontal registra a fachada do Palácio Piratini iluminada à noite, emoldurada por uma grande árvore em primeiro plano. O título do arquivo contextualiza que o edifício recebeu uma iluminação especial para marcar a data e chamar a atenção para o exame do Teste do Pezinho.

O Edifício e a Iluminação
A Fachada Histórica: Localizado ao fundo, no lado direito da composição, o prédio de arquitetura clássica está imerso em uma iluminação cênica noturna na cor lilás ou roxo vibrante. A luz colore de forma homogênea as colunas imponentes, as sacadas e as janelas verticais do andar superior.

Detalhes Arquitetônicos: As portas de ferro trabalhado no nível térreo estão visíveis, e algumas das janelas do andar superior mostram cortinas claras em seu interior.

Primeiro Plano e Elementos Urbanos
A Grande Árvore: No lado esquerdo da imagem, destaca-se uma árvore de grande porte com copa densa e galhos longos que se estendem horizontalmente sobre a rua, cobrindo a parte superior do céu escuro. A folhagem recebe iluminação pontual de luminárias públicas, destacando tons de verde e criando fortes contrastes de sombra.

Passeio Público: Em primeiro plano, há um caminho de pedras irregulares (paralelepípedos ou mosaico português) que conduz em direção à entrada do palácio. No canto inferior esquerdo, vê-se um banco de praça de madeira posicionado atrás de uma pequena grade ou mureta escura.

A Via: À direita, há um trecho de asfalto escuro demarcado por uma faixa de pedestres pintada em branco (faixa de segurança) que atravessa em direção ao edifício.

Figuras Humanas e Detalhes Técnicos
Fotógrafo: No centro do plano, próximo à base da árvore e sobre o caminho de pedras, a silhueta escura de uma pessoa em pé (um fotógrafo) segura uma câmera posicionada em um tripé, apontada na direção da fachada iluminada. Uma segunda pessoa, de costas, aparece de forma sutil caminhando mais à esquerda.

Iluminação de Apoio: Postes de luz pública com globos acesos e refletores embutidos geram pontos de luz branca e amarelada na calçada e entre os galhos da árvore, contrastando com o fundo preto da noite.
Palácio Piratini com iluminação noturna de lilás para chamar a atenção sobre a importância do diagnóstico de doenças em bebês - Foto: Luís André/Secom

O Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, em Porto Alegre, atua como Serviço de Referência em Triagem Neonatal no Estado. A instituição é responsável pela coordenação técnica do programa, confirmação diagnóstica dos casos suspeitos e acompanhamento especializado das crianças diagnosticadas, em articulação com a rede de maternidades, a atenção primária e os serviços especializados.

Ampliação da triagem

O número de doenças rastreadas pelo Teste do Pezinho no Rio Grande do Sul está em fase de ampliação. Duas novas condições serão incluídas na triagem neonatal: a imunodeficiência combinada grave e a atrofia muscular espinhal (AME). Com a expansão, o total de doenças investigadas passará de sete para nove, reforçando a capacidade de diagnóstico precoce e ampliando as chances de início rápido do tratamento, ainda antes do surgimento de sintomas.

Para que isso fosse viabilizado, em maio deste ano, o governo do Estado firmou uma parceria com a Casa dos Raros, que prevê investimento de R$ 36 milhões ao longo de 48 meses. A entidade, sediada em Porto Alegre, é um centro especializado em diagnóstico, atendimento e pesquisa em doenças raras. A instituição atua na promoção da identificação precoce dessas condições, do atendimento multiprofissional e da capacitação de profissionais de saúde nessa área.

Quando e onde realizar o exame

O Teste do Pezinho deve ser coletado, preferencialmente, entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê. Esse período é considerado ideal para garantir a eficácia do exame e possibilitar o início precoce do tratamento, quando necessário.

A coleta pode ser realizada na própria maternidade, desde que respeitado o prazo mínimo de 48 horas de vida e após a alimentação do recém-nascido. Caso a alta hospitalar ocorra antes desse período, os pais ou responsáveis podem procurar uma unidade básica de saúde para realizar o exame.

O procedimento é simples e seguro, feito por meio de pequenas gotas de sangue coletadas geralmente do calcanhar do bebê, local indicado por ser menos dolorido e garantir melhor qualidade da amostra.

Resultado alterado não é diagnóstico

O Teste do Pezinho é um exame de triagem, ou seja, uma avaliação inicial feita em larga escala para identificar bebês com maior risco de apresentar determinadas doenças. Isso significa que um resultado alterado não confirma, por si só, a presença da condição, mas indica a necessidade de investigação mais detalhada.

Nesses casos, o diagnóstico só é confirmado após a realização de exames complementares específicos. Por isso, é fundamental que a família siga as orientações dos serviços de saúde, garantindo a continuidade da investigação e, se necessário, o início do acompanhamento e do tratamento adequado.

Cobertura no Estado

Dados do MS indicam que, nos últimos anos, a cobertura do Teste do Pezinho no Rio Grande do Sul pelo SUS tem se mantido em torno de 75%. Em 2025, por exemplo, foram realizados 88.475 exames na rede pública para um total de 115.103 nascidos vivos, o que representa uma cobertura de 76,87%.

Os números consideram apenas os testes realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde e não incluem os exames feitos na rede privada.

Doenças incluídas no Teste do Pezinho

  • Fenilcetonúria

Doença genética em que o organismo não consegue processar uma substância presente nos alimentos, chamada fenilalanina. O acúmulo pode afetar o cérebro e prejudicar o desenvolvimento. Quando identificada cedo, pode ser controlada com uma dieta específica.

  • Hipotireoidismo congênito

Ocorre quando o bebê nasce com baixa produção de hormônios da tireoide, importantes para o crescimento e o desenvolvimento do cérebro. Sem tratamento, pode causar atraso no desenvolvimento, mas é controlado com medicação.

  • Doença falciforme e outras hemoglobinopatias

Alterações genéticas na hemoglobina que afetam o formato das hemácias. Podem causar anemia, dor e infecções. O diagnóstico precoce permite acompanhamento e cuidados que reduzem complicações.

  • Fibrose cística

Doença genética que afeta principalmente os pulmões e o sistema digestivo, causando secreções mais espessas. Pode levar a infecções respiratórias frequentes e dificuldade na absorção de nutrientes. O tratamento melhora a qualidade de vida.

  • Hiperplasia adrenal congênita

Conjunto de alterações hormonais que afetam as glândulas adrenais. Pode causar desidratação, alterações no desenvolvimento sexual e e, em casos graves, risco à vida nos primeiros dias após o nascimento. O tratamento é feito com reposição de hormônios.

  • Deficiência de biotinidase

Doença metabólica que impede o corpo de reutilizar a biotina, uma vitamina importante. Pode causar convulsões, atraso no desenvolvimento e problemas de pele e audição. O tratamento com suplementação evita sintomas.

  • Toxoplasmose congênita

Infecção transmitida da mãe para o bebê durante a gestação. Pode afetar visão, audição e sistema nervoso. Muitas vezes não apresenta sinais ao nascer, mas o diagnóstico precoce permite tratamento que reduz sequelas.

  • Imunodeficiência combinada grave (teste em fase de implantação)

Doença genética rara em que o sistema imunológico é muito fraco ou ausente, fazendo o bebê ficar mais vulnerável a infecções graves. O diagnóstico precoce permite tratamento adequado, aumentando as chances de sobrevivência.

  • Atrofia muscular espinhal (AME) (teste em fase de implantação)

Doença genética que afeta os neurônios responsáveis pelos movimentos, levando à fraqueza muscular progressiva. Pode comprometer respiração e mobilidade. A detecção precoce permite iniciar tratamentos que melhoram a evolução da doença.

Histórico Triagem Neonatal no RS

Números dos testes no RS

Ano: crianças com teste realizado pelo SUS / total de nascidos vivos (cobertura)

Texto: Ascom SES
Edição: Secom

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