Governo do Estado recebe 81 mil doses de vacina contra a covid-19 para suprir necessidade de municípios
Secretaria da Saúde também iniciou a distribuição de mais 340 mil doses do imunizante contra a gripe
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O governo do Estado, por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), vinculado à Secretaria da Saúde (SES), recebeu do Ministério da Saúde (MS) na terça-feira (19/5) mais um lote de vacinas contra covid-19. A remessa contém 24 mil doses destinadas para crianças e 57 mil para jovens e adultos. Elas ficarão armazenadas na Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi-RS) e serão distribuídas para recomposição estratégica dos estoques dos municípios que necessitarem.
Com relação à vacina contra a influenza (gripe), o governo do Estado já recebeu aproximadamente 2,2 milhões de doses de imunizantes em 2026. A expectativa é que até o final de maio o Rio Grande do Sul receba cerca de 5,2 milhões de doses, quantitativo destinado a atender os grupos prioritários definidos pelo MS para a estratégia de vacinação deste ano. Nesta terça-feira foi iniciada a distribuição de mais 340 mil doses recebidas na sexta-feira (15/5). Na quinta-feira (14/5), já haviam sido distribuídas 164 mil doses recebidas no início da semana.
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Sobre os vírus respiratórios
Os vírus respiratórios de importância em saúde pública apresentam padrões de circulação que variam ao longo do ano e são influenciados, entre outros fatores, pelas condições climáticas. No Rio Grande do Sul, o vírus influenza costuma circular com maior intensidade nos meses de outono e inverno, período em que há maior risco de aumento de casos de síndrome gripal (SG) e síndrome respiratória aguda grave (Srag), o que pode gerar impacto nos serviços de saúde.
O vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês e crianças menores de um ano de idade, apresenta padrão de circulação semelhante ao da influenza. Já o Sars-CoV-2, vírus causador da covid-19, circula ao longo de todo o ano, sem um padrão sazonal bem definido, podendo ocorrer aumento repentino de casos em diferentes períodos, influenciado por múltiplos fatores como a mobilidade da população, o tipo de ambiente, as condições climáticas, a elevada transmissibilidade e a constante mutação do vírus. A vacinação contra covid-19, influenza e, mais recentemente, contra o VSR para gestantes, desempenha papel essencial na prevenção e no controle dos vírus respiratórios.
Impacto na rede hospitalar
A SES faz um alerta sobre o número de casos de SRAG relacionados aos vírus causadores da gripe e da covid-19 no Rio Grande do Sul. De acordo com o painel de hospitalizações por Srag, o Estado já registrou, em 2026, um total de 3.808 internações, sendo que 313 delas foram causadas por covid-19 e 656 ocorreram por causa da influenza. Os dados indicam maior impacto nos extremos de idade: crianças de até quatro anos concentram 32,8% dos casos, enquanto pessoas com 60 anos ou mais representam 42,1% das hospitalizações.
Em relação aos óbitos, foram notificados 254 registros no mesmo período. Desse total, 56 mortes foram causadas por covid-19 e 47 por influenza. A maior parte dos óbitos (78%) foi registrada entre idosos com mais de 60 anos, reforçando a maior vulnerabilidade dessa faixa etária às complicações das doenças.
Vacinação contra influenza
A vacinação é a principal forma de prevenção contra as complicações causadas pelos vírus responsáveis pela gripe e pela covid-19. Além de reduzir o risco de casos graves, também contribui para a diminuição das internações e dos óbitos, ajudando a proteger toda a comunidade.
No Rio Grande do Sul, 5.215.556 pessoas integram os grupos prioritários para a vacina contra a influenza é recomendada. No entanto, os números da imunização ainda estão abaixo da meta de vacinação de 90% desses grupos.
Até segunda-feira (18/5), 1.866.283 doses haviam sido aplicadas em todo o Estado. A cobertura vacinal média dos grupos prioritários está em 38,6%. Os números por grupo específico são os seguintes:
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idosos (60 anos ou mais): 1.030.038 (cobertura de 43,3%);
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crianças (acima de seis meses a menores de seis anos): 144.001 (cobertura de 21,7%);
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gestantes: 34.088 (cobertura de 40,6%).
Também compõem o grupo prioritário da campanha:
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puérperas
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povos indígenas
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quilombolas
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pessoas em situação de rua
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trabalhadores da saúde
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professores dos ensinos básico e superior
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profissionais das forças de segurança e salvamento
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profissionais das Forças Armadas
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pessoas com deficiência permanente
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caminhoneiros
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trabalhadores do transporte coletivo
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trabalhadores dos Correios
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população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional
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pessoas com doenças crônicas
Vacinação contra covid-19
Quem deve se vacinar:
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idosos (com 60 anos ou mais): duas doses, com intervalo de 6 meses entre elas;
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gestantes: uma dose a cada gestação, em qualquer idade e fase gestacional, respeitando intervalo mínimo de 6 meses desde a última dose;
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crianças (6 meses a menores de 5 anos): esquema básico de duas ou três doses, conforme o imunizante;
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pessoas imunocomprometidas (a partir de 6 meses de idade): esquema básico com três doses e recomendação de doses periódicas (uma dose semestral, com intervalo mínimo de seis meses);
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população geral (5 a 59 anos): uma dose para pessoas não vacinadas anteriormente.
A estratégia de vacinação também contempla outros grupos especiais, como:
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trabalhadores da saúde;
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pessoas com comorbidades;
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pessoas com deficiência permanente;
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povos indígenas;
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comunidades quilombolas e ribeirinhas;
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população privada de liberdade;
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pessoas em situação de rua;
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trabalhadores dos Correios.
A orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a proteção em dia.
Texto: Ascom SES
Edição: Secom