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Forças de segurança do Estado intensificam ações de combate à violência contra mulher

Atuações da Operação Mulher Segura 2026 e da Patrulha Maria da Penha resultaram na prisão de agressores

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Foto de policial civil em operação
Forças atuando para ampliar a proteção às vítimas, conscientização da sociedade e redução dos índices de violência - Foto: Polícia Civil

Nos dois primeiros meses de 2026, as forças de segurança do Estado intensificaram as ações de combate à violência contra mulher. Iniciativas como a Operação Mulher Segura 2026 e a Patrulha Maria da Penha resultaram na prisão de agressores em todo o Rio Grande do Sul. Além disso, as polícias prosseguem atuando para ampliar a proteção às vítimas, a conscientização da sociedade sobre o tema e a redução dos índices de violência.

De acordo com a Secretária-adjunta da Segurança Pública, Adriana da Costa, a violência doméstica se combate constantemente e com a soma de esforços dos diversos órgãos e entidades da rede de apoio às vítimas.

“A Secretaria da Segurança Pública tem atuado firmemente no combate à violência contra a mulher. Nós temos feito a integração entre os órgãos vinculados como Brigada Militar, Polícia Civil, Instituto-Geral de Perícias e Corpo de Bombeiros Militar no desenvolvimento de ações integradas e outras pontuais, tanto para reprimir a violência, quanto na prevenção de crimes e na realização de campanhas educativas e informativas”, disse.

Imagem de policial militar e viatura da Patrulha Maria da Penha
Visitas realizadas pela Patrulha Maria da Penha aumentaram 28%, passando de 11.366 para 14.543, entre janeiro e fevereiro - Foto: Sd Wagner/BM

Operação Mulher Segura prendeu 164 agressores

Iniciada no dia 19 de fevereiro, a operação Mulher Segura 2026 resultou na prisão de 164 agressores. A ação tem coordenação nacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). No Rio Grande do Sul, a atuação foi coordenada Divisão de Proteção e Atendimento à Mulher (Dipam), vinculada ao Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV) da Polícia Civil.

Ao longo de 15 dias, policiais civis e militares acompanharam 4.011 Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) e atenderam 4.548 vítimas até a última quinta-feira (5/3). A operação é parte de um conjunto de ações para redução dos índices de violência doméstica, familiar e contra mulheres e meninas em todo o país.

De acordo com a delegada Waleska Alvarenga diretora da Dipam, a Polícia Civil não está inerte diante da complexa e multifatorial criminalidade que envolve a violência contra a mulher e segue atuando no seu enfrentamento, reforçando o compromisso do Governo do Estado com a proteção das mulheres. “A violência doméstica é crime e não será tolerada. Se você está em situação de risco ou conhece alguém que esteja, denuncie. Sua denúncia pode salvar vidas", relembrou.
Em 102 municípios foram cumpridos mandados de busca e apreensão, de prisão contra agressores, além da verificação de denúncias anônimas e ações de conscientização entre membros das redes de apoio às mulheres.

Mais de 24,5 mil pessoas foram envolvidas em 564 ações educativas e de conscientização, como palestras, distribuição de folders, orientações sobre saúde, segurança e direitos das mulheres. Cerca de 9.500 policiais atuaram e 3.670 viaturas foram empregadas durante as ações simultâneas.

Aumento das visitas e das prisões

Nos primeiros dois meses de 2026, a Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar registrou crescimento no número de visitas e de prisões por descumprimento de medidas protetivas. Quando comparadas com os meses de janeiro e fevereiro do ano passado, as visitas realizadas pelo programa aumentaram 28%, passando de 11.366 para 14.543. Já as prisões por descumprimento de medidas protetivas subiram 83%, de 41 para 75.

O crescimento das atividades da Patrulha Maria da Penha reforça o compromisso de proteger as mulheres vítimas de violência doméstica e familiar e combater os feminicídios. Vale destacar também a ampliação da atuação do programa para proteger crianças e adolescentes, conforme a Lei Henry Borel (Lei 14.344/22).

Foto de policiais civis em operação
“A violência doméstica é crime e não será tolerada. Sua denúncia pode salvar vidas", definiu delegada - Foto: Polícia Civil

Não se cale. Denuncie

De acordo com o coordenador estadual das Patrulhas Maria da Penha da Brigada Militar, tenente-coronel Cristiano Moraes, o maior desafio ainda é fazer com que as mulheres rompam o ciclo de violência. Das 80 vítimas de feminicídio registrados no Estado em 2025, 95% não possuíam medida protetiva de urgência. “Toda a sociedade precisa incentivar as mulheres a não se calarem. Pequenas agressões, violência psicológica e ciúme excessivo são sinais importantes. A vítima não deve esperar para denunciar”, afirmou.

Para 2026, ano em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos, a Patrulha está desenvolvendo uma campanha estadual com foco em informação, denúncia, prevenção e capacitação. Estão previstas blitz educativas com distribuição de material informativo, ampliação de palestras nas escolas sobre violência doméstica e ações integradas com outras forças de segurança.

Sobre o programa

Ao longo dos últimos 13 anos, a Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar realizou 463.910 visitas para fiscalizar medidas e orientar mulheres no Rio Grande do Sul. Desde 2012, foram atendidas 229.256 vítimas com MPUs.

Atualmente, o programa abrange 117 municípios com 62 patrulhas ativas. Por meio de capacitações frequentes, a Brigada Militar vem expandindo os atendimentos e a fiscalização de MPUs em todo o território gaúcho. Desde a implementação do programa, já foram capacitados mais de três mil policiais militares por meio do curso de enfrentamento a violência doméstica e familiar.

Canais de denúncias

  • Polícia Civil: plantão para emergências: 197
  • SSP – disque-denúncia: 181
  • Polícia Civil (WhatsApp/Telegram): (55) 98454-1004
  • Delegacia on-line da mulher: https://www.delegaciaonline.rs.gov.br/dol/#!/delegaciadamulher/main
  • Denúncia digital: www.ssp.rs.gov.br/denuncia-digital
  • Brigada Militar (BM): 190

Texto: Dulce Mazer e Leonardo Fister/Ascom SSP
Edição: Secom

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