Carnaval no Rio Grande do Sul tem melhores indicadores de segurança da série histórica
Em 2026, Estado teve o menor número de mortes violentas e de roubos a pedestres e de veículos em cinco dias de folia
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Os festejos de Carnaval no Rio Grande do Sul em 2026 foram os mais seguros da série histórica de registros da Secretaria da Segurança Pública (SSP) iniciada em 2010, em relação a mortes violentas e de roubos a pedestres e de veículos. Segundo balanço atualizado nesta sexta-feira (20/2), que marca o fim da Operação Carnaval das forças de segurança, o número de mortes violentas neste ano foi o mais baixo dos últimos 17 anos. Os dados englobam o período de sexta-feira a terça-feira de Carnaval de cada ano. O Rio Grande do Sul está diferente.
Em relação aos crimes violentos letais intencionais (CVLI), a queda no número de ocorrências em 2026, que teve 20 casos, chega a 64% em relação ao ano de 2010, com 56 casos. Em relação ao ano passado, com 23 ocorrências, houve redução de 13%. Entre os anos de 2019 e 2022, o Estado vinha apresentando quedas consistentes no número de vítimas de CVLIs. Nos últimos dois anos, esta queda acentuada foi retomada, após altas registradas nos anos de 2023 e 2024.
Na série histórica, os anos com os carnavais mais violentos foram 2010 e 2017, ambos com 56 mortes em cada. Na avaliação do secretário da Segurança Pública, Mario Ikeda, esses números indicam que “com planejamento e estratégia, é possível reduzir ainda mais a criminalidade. Além do aumento no policiamento ostensivo, estamos colhendo os resultados das diversas ações preventivas que foram preparadas pelas forças de segurança do Estado”. Vale destacar também que as ocorrências de importunação sexual entre os anos de 2026 e 2025 caíram 68%: de 38 no ano passado para 12 casos este ano.
Roubos e furtos em queda histórica
Além disso, o Rio Grande do Sul também registrou, no Carnaval deste ano, o menor número de roubo a pedestres e roubo de veículos de toda a série histórica. Depois de chegar ao pico de ocorrências em 2017, com 896 casos de roubo a pedestres durante a folia, em 2026 foram 61 casos, uma queda de 93%. Em relação ao primeiro ano da série, em 2010, que registrou 415 roubos a pedestres, a redução foi de 85%.
O mesmo ocorre em relação ao roubo de veículos, que registrou 13 ocorrência no Carnaval de 2026, o menor número de toda a série. Em relação a 2010, que teve 133 ocorrências de roubo de veículos, a queda é de 90%. O ano de 2017 também apresentou o pico neste tipo de ocorrência, com 257 registros. Para este caso, a queda em 2026 é ainda maior, chegando a 95%.
Reforço das ações ostensivas e preventivas
A Polícia Civil, por meio do Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), está realizando a operação Carnaval Seguro de 1º a 20 de fevereiro. O objetivo é intensificar ações preventivas e repressivas no enfrentamento à violência doméstica, familiar e contra a mulher, assegurando que as pessoas possam vivenciar o período com segurança, dignidade e paz.
Nesse período, as Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deams) estão reforçando o atendimento, com aumento de diligências, prisões e ações integradas com a rede de proteção, além de orientações e acolhimento às vítimas.
A Brigada Militar também reforçou o efetivo e a presença ostensiva nas ruas, apostando na aproximação com a comunidade. O policiamento a pé, em especial, foi intensificado para garantir a proteção dos foliões, principalmente dos grupos vulneráveis. Nesta Operação Carnaval, a BM organizou seu planejamento com foco na prevenção, atuando junto aos organizadores de eventos em todo o Estado para antecipar problemas que se repetem todos os anos.
O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Luigi Gustavo Soares Pereira, afirmou que os números demonstram que o planejamento preventivo alcançou o objetivo proposto. “Antes do Carnaval, anunciamos que atuaríamos com foco na prevenção e na proximidade com o cidadão. O resultado comprova que a estratégia foi correta. Reduzimos significativamente os principais crimes porque houve planejamento antecipado, presença qualificada nas ruas e integração entre nossas unidades. Trabalhamos para agir antes que o conflito aconteça. A redução expressiva dos indicadores mostra que conseguimos inibir condutas criminosas e preservar vidas.”
Texto: Ascom SSP
Edição: Secom