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Estado mobiliza força-tarefa contra a praga caruru-gigante com vistoria em 182 propriedades no Alto Uruguai

Ação preventiva em 55 municípios da região ocorre após registros da espécie em Santa Catarina

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Esta é uma descrição da imagem com foco em acessibilidade:

A fotografia colorida registra uma servidora pública realizando uma vistoria técnica em uma plantação agrícola, focada no combate a pragas.

Detalhes da cena:

A servidora: Uma mulher de cabelos escuros presos em um rabo de cavalo é vista de costas, agachada entre as plantas. Ela veste uma camiseta branca com a inscrição "DEFESA AGROPECUÁRIA" em letras pretas nas costas e calça jeans azul. Ela utiliza um dispositivo celular para fotografar ou registrar dados da vegetação.

A plantação: A servidora está em meio a um campo de cultivo (possivelmente soja) que apresenta folhas em tons de verde e amarelo. No centro da imagem, destaca-se uma planta invasora mais alta e ereta, com uma inflorescência alongada e esverdeada, identificada como a praga caruru-gigante.

Equipamento de campo: Ao lado da servidora, no chão, há uma pasta técnica transparente com documentos e outros itens de apoio para a fiscalização.

O ambiente: Ao fundo, a plantação se estende até uma linha de mata nativa densa e verde sob um céu claro.

Composição e iluminação: A foto é tirada de um ângulo levemente superior, capturando a servidora inserida diretamente no contexto do problema fitossanitário. A luz solar é direta e natural, evidenciando as cores da vegetação e os detalhes da planta invasora.
Praga pode causar perdas de até 79% na soja e de 91% no milho - Foto: Divulgação Seapi

O governo do Estado mobilizou uma força-tarefa com cerca de 30 servidores do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e vistoriou 182 propriedades rurais em 55 municípios gaúchos entre 13 e 17 de abril. A ação teve foco na região do Alto Uruguai, considerada área prioritária para a prevenção da entrada do caruru-gigante (Amaranthus palmeri) no Rio Grande do Sul.

A espécie ainda não foi registrada em território gaúcho, mas a identificação recente no oeste de Santa Catarina, próximo à divisa com o Estado, acendeu o alerta das autoridades fitossanitárias. Classificada como praga quarentenária, a planta daninha apresenta alto potencial de dano às lavouras, com perdas que podem chegar a 79% na produtividade da soja e a 91% na cultura do milho, além de elevar os custos de produção e dificultar a colheita.

Durante a operação, também foram realizadas oito coletas de material para análise e identificação de outras espécies de caruru, encaminhadas ao laboratório de referência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para análise. A ação incluiu ainda entrevistas concedidas para 16 emissoras de rádio da região e participação em cinco reuniões presenciais com sindicatos rurais, mobilizando lideranças do setor agrícola.

Trabalho de conscientização e prevenção

“O trabalho desenvolvido foi excelente. Além das vistorias, conseguimos ampliar a conscientização dos produtores e fortalecer a rede de vigilância”, enfatiza o fiscal estadual agropecuário Alonso Duarte de Andrade, um dos coordenadores da força-tarefa.

A fotografia colorida mostra cinco pessoas em uma reunião de trabalho dentro de um escritório com ambiente simples e funcional.

Detalhes da cena:

Disposição das pessoas: À esquerda, um homem de camiseta polo preta está sentado atrás de uma mesa de escritório em formato de "L". Ele olha para a direita, em direção aos outros quatro participantes. À direita, três mulheres e um homem estão sentados em cadeiras, voltados para o homem à mesa.

A mesa de trabalho: Sobre a mesa de tom amadeirado claro, há diversas pilhas de documentos e cartilhas com capas verdes e brancas. Também é possível ver um smartphone, um par de óculos e alguns papéis soltos.

O ambiente: Ao fundo, atrás do homem sentado à mesa, há um armário alto de madeira escura com portas de correr. À direita, uma janela está coberta por persianas verticais de cor clara, que filtram a iluminação natural. O piso é de madeira (parquet).

Vestimentas: Os participantes vestem trajes casuais, como camisas xadrez, camisetas polo, blusas e jaquetas leves. O clima da reunião parece ser de diálogo técnico e informal.

Composição e iluminação: A foto é tirada de um ângulo lateral, capturando todos os presentes na conversa. A iluminação é uniforme, vinda tanto da janela quanto de luzes internas, destacando os materiais de trabalho sobre a mesa.
Reuniões presenciais com sindicatos rurais e entidades também foram realizadas como medida preventiva - Foto: Divulgação Seapi

A operação teve como foco orientar produtores sobre prevenção e identificação da praga. Entre os temas abordados estiveram as diferenças entre o caruru-gigante e outras espécies de caruru, os potenciais danos às culturas e estratégias de manejo.

Segundo Alonso, houve atenção especial à importância do uso de sementes certificadas e aos cuidados com o trânsito de maquinário agrícola, especialmente aquele proveniente de fora do Estado.

O agrônomo e fiscal do DDV Rodrigo Rubenich explica que o caruru-gigante compete diretamente com as culturas por nutrientes, luz solar e espaço. “A planta se destaca pelo crescimento rápido e pela alta agressividade, podendo produzir até um milhão de sementes por indivíduo, o que facilita sua disseminação. Outro fator preocupante é a resistência a herbicidas, que dificulta o controle”, alerta.

Entre as principais recomendações está a limpeza completa e a sanitização de máquinas e equipamentos que ingressem no Rio Grande do Sul, com remoção de resíduos que possam conter sementes da planta.

Ação permanente e como comunicar suspeitas

A chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal, Deise Feltes Riffel, acrescenta que a fiscalização das espécies de caruru passa a ser uma ação permanente da Seapi. Segundo ela, o objetivo é manter essa vigilância nas demais regiões do Estado ao longo do tempo.

“É importante que os produtores sejam nossos parceiros, utilizando as ferramentas adequadas de manejo e inspecionando seus cultivos, com comunicação imediata em caso de suspeita, pois o agricultor está diariamente em sua lavoura e tem melhores condições de identificar precocemente a presença de uma espécie diferente”, destaca.

Ocorrências suspeitas devem ser imediatamente comunicadas à Seapi pelo e-mail defesavegetal@agricultura.rs.gov.br, com envio de registro fotográfico, localização precisa (endereço e, principalmente, coordenadas geográficas).

Mais informações também podem ser obtidas pelos telefones: (51) 3288-6294 e (51) 3288-6289. 

Texto: Elstor Hanzen/Ascom Seapi
Edição: Secom

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