Rio Grande do Sul prepara festejos em homenagem à Revolução Farroupilha
Publicação:
O governo do Estado abriu, nesta quarta-feira (22), no Galpão Crioulo do Palácio Piratini, os preparativos dos festejos farroupilhas, com o lançamento do acendimento da Chama Crioula. As comemorações lembram o 20 de setembro de 1835, quando era deflagrada no Rio Grande do Sul uma revolução considerada um marco da história e da formação política da sociedade gaúcha. A Revolução Farroupilha durou cerca de dez anos e transformou-se em um período de construção e afirmação dos princípios sociais, econômicos, culturais e ideológicos que orientaram a trajetória do Estado.
Esta edição tem como tema Os Farroupilhas e suas Façanhas, contando os principais episódios da epopeia farrapa. Como patrono, foi escolhido o compositor Telmo de Lima Freitas, e a música-tema é Façanhas por Ideais de Farroupilhas Imortais, escrita pelo poeta Albeni Carmo de Oliveira, com melodia de Francisco Fighera e Clóvis Frozza. As comemorações se iniciam no dia 22 de agosto, em São Lourenço do Sul, quando a Chama Crioula será acesa na sede da Estância do Sobrado, que pertenceu à irmã de Bento Gonçalves - um dos líderes da Revolução. O município está preparando uma programação que inclui shows, exposições fotográficas, palestras, oficinas e roteiros culturais.
Em Porto Alegre, o Acampamento Farroupilha será aberto no dia 22 de agosto, no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho - Estância da Harmonia, onde a Chama Crioula chegará no dia 7 de setembro, quando serão abertos oficialmente os festejos. Em 14 de setembro, a Chama será acesa no Palácio Piratini e, em 19 de setembro, ocorrerá o desfile temático, com o espetáculo Os Farroupilhas e suas Façanhas. O desfile tradicional ocorrerá dia 20 de setembro. Entre os destaques da programação, está a apresentação dos principais momentos do Decênio Heróico, lembrando atos importantes, como a invasão de Porto Alegre, a fuga de Bento Gonçalves da prisão e a tomada de Laguna.
Revolução Farroupilha
A Revolução Farroupilha foi deflagrada pela insatisfação com o modelo estabelecido na Constituição de Dom Pedro I e pelo ideal de um estado com maior autonomia. Os altos impostos fixados sobre a venda, a outros estados, de animais, couro, charque e trigo produzidos em estâncias do Rio Grande do Sul também motivaram o movimento. Conhecida como Guerra dos Farrapos, a revolução transformou-se em um período de construção e de afirmação do Rio Grande do Sul. O tratado de paz foi assinado em Ponche Verde, pelo barão Duque de Caxias e o general Davi Canabarro, em 28 de fevereiro de 1845.