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Rio Grande do Sul conclui décima fase da Operação Mute de enfrentamento ao crime organizado

A ação integrada, coordenada pela Senappen, foi realizada pela Polícia Penal gaúcha em três unidades prisionais do Estado

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Foto mostra policiais penais, de costa, e com uniformes pretos e capacetes, no corredor do Complexo Prisional de Canoas, ao fundo aparecem grades no meio do corredor.
Objetivo foi desarticular comunicações ilícitas, por meio da apreensão de celulares, drogas e outros itens irregulares - Foto: Jonathan Silva/Ascom Polícia Penal

O governo do Estado, por meio da Polícia Penal, vinculada à Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS), finalizou nesta sexta-feira (20/3) a décima fase da Operação Mute. A ação integrada, coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), é mais um mecanismo de fortalecimento de estratégias no enfrentamento ao crime organizado.

De abrangência nacional, a mobilização tem por objetivo desarticular comunicações ilícitas no sistema prisional, por meio da apreensão de celulares, drogas e outros materiais irregulares. 

Foto mostra policiais penais no pátio da PEC III, à noite. Eles estão em uma grande roda, recebendo instruções para a operação.
Nos três dias, 102 servidores da Polícia Penal foram mobilizados para a operação nas penitenciárias gaúchas - Foto: Arthur Plácido/Ascom SSPS

Ações realizadas

Na quarta-feira (18/3), na Penitenciária Estadual de Porto Alegre, 46 servidores participaram do primeiro dia da operação e 111 presos foram movimentados. Foram localizados 54 aparelhos celulares, 48 fontes de carregador, 54 cabos USB, 38 fones de ouvido, além de substâncias semelhantes à maconha e à cocaína.

Na quinta-feira (19/3), 89 servidores estiveram na Penitenciária Estadual de Charqueadas III, e 181 presos foram movimentados. Na unidade foram achados 18 aparelhos celulares e 13 chips. 

Já na manhã desta sexta-feira (20/3), no Complexo Prisional de Canoas, foram encontrados 17 aparelhos celulares e 13 chips. No total, 92 servidores participaram do procedimento, e 149 presos movimentados.

“É importante destacar que ações como essa são contínuas e fazem parte de uma política permanente de enfrentamento à criminalidade, que buscam contribuir para a proteção da sociedade e para a manutenção de um ambiente prisional mais seguro e organizado”, destacou o secretário de Sistemas Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobom.

Foto mostra policial penal, com farda preta, capacete preto e uma máscara preta, olhando por fresta da porta de uma cela. A cena é no corredor da penitenciária, outros agentes estão posicionados no final do corredor.
Ação conjunta é potencializada pelos investimentos contínuos do governo do Estado na segurança no sistema prisional do RS - Foto: Arthur Plácido/Ascom SSPS

Resultados da 10ª fase da operação

Ao total, nos três dias, os policiais encontraram 89 celulares, 48 carregadores, 54 cabos USB e 26 chips. O efetivo empregado nesta fase foi de 102 servidores. Essa ação conjunta é potencializada pelos investimentos contínuos do governo do Estado no sistema prisional, que têm garantido melhores condições de trabalho aos servidores e de cumprimento de pena às pessoas privadas de liberdade, além da ampliação da segurança nas unidades e maior controle interno.

“A Operação Mute é mais uma ação de enfrentamento ao crime organizado, de forma integrada entre todos os sistemas prisionais do país, reforçando aquilo que já é desenvolvido pelos servidores da Polícia Penal gaúcha: garantir a segurança e o funcionamento das unidades prisionais, retirando permanentemente, qualquer material ilícito que não deveria estar ali", pontuou o superintendente da Polícia Penal, Sergio Dalcol.

Foto mostra policial penal revistando objetos pessoais dos detentos.
Ao total, nos três dias, os policiais encontraram 89 celulares, 48 carregadores, 54 cabos USB e 26 chips - Foto: Arthur Plácido/Ascom SSPS

Tecnologia

Assim como na nona fase da Mute, realizada em novembro, o Departamento de Inteligência e Assuntos Estratégicos (Diae) da SSPS utilizou, em dois dias da operação, um detector de junção não linear para detecção e localização de dispositivos eletrônicos escondidos. Desta forma, mesmo que estejam desligados ou transmitindo via cabo ou wi-fi, é possível localizá-los em paredes, tetos e móveis, incluindo componentes miniaturizados como cartões SIM.

Foto mostra policial penal com um aparelho que busca identificar metais e objetos eletrônicos no meio de lençóis e colchões.
Detector usado na operação permite localizar dispositivos eletrônicos escondidos mesmo que estejam desligados - Foto: Arthur Plácido/Ascom SSPS

Sobre a Mute

A operação ocorre de forma simultânea em todas as unidades da federação e busca enfrentar as comunicações proibidas no interior das unidades prisionais por meio de revistas estratégicas orientadas por ações de inteligência.

A iniciativa contribui para ampliar a segurança dentro e fora das unidades prisionais. Mais do que apreender materiais ilícitos, a operação fortalece a presença do Estado nesses espaços e reforça a segurança pública por meio de medidas coordenadas que interrompem comunicações ilegais e dificultam articulações criminosas. A ação também fomenta a padronização de rotinas e procedimentos de revista, ampliando a fiscalização e o controle no sistema prisional.

Foto mostra policial penal, de farda preta, parado em frente um corredor com grades, onde caminha um detento de blusa amarela, desfocado. No braço, aparece escrito Polícia Penal e e a bandeira do RS.
Operação ocorreu de forma simultânea em todas as unidades da federação por meio de revistas estratégicas e ações de inteligência - Foto: Arthur Plácido/Ascom SSPS

Texto: Ascom SSPS, com informações da Senappen
Edição: Secom

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