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Presença do caruru-gigante é descartado no Rio Grande do Sul, mas outra espécie resistente preocupa produtores nas lavouras

Oito amostras coletadas foram enviadas para laboratório de referência do Ministério da Agricultura e Pecuária

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Esta fotografia registra uma atividade de fiscalização ou pesquisa em uma área de cultivo agrícola.

Elementos Principais e Ações
A Fiscal: No primeiro plano, vemos uma mulher de costas para a câmera. Ela veste uma camiseta cinza com a inscrição "DEFESA AGROPECUÁRIA" em letras brancas destacadas nas costas. Ela está com os braços erguidos, segurando e analisando a extremidade de uma planta alta e verde.

A Vegetação: Ela está em meio a uma plantação densa. À sua frente e ao redor, há uma grande quantidade de plantas altas, identificadas pelo título do arquivo como uma espécie de caruru, que apresentam longas inflorescências verdes e ramificadas. Entre essas plantas, nota-se o que parece ser uma cultura de soja mais rasteira.

Cenário e Ambiente
Paisagem: Ao fundo, a plantação se estende até encontrar uma linha de árvores de mata nativa bem densa e verde. O céu, visível no canto superior esquerdo, apresenta algumas nuvens leves sob a luz do dia.

Atmosfera: A imagem transmite uma sensação de monitoramento técnico e cuidado com a sanidade vegetal no campo.

Contexto
De acordo com o título do arquivo, a imagem ilustra o trabalho de campo para descartar a presença do "caruru-gigante" no Rio Grande do Sul, enquanto se monitoram outras espécies resistentes que preocupam os produtores rurais.
Trabalho coordenado pela Seapi vistoriou mais de 180 propriedades em 55 municípios - Foto: Seapi Divulgação

As análises laboratoriais realizadas em amostras coletadas no Rio Grande do Sul descartaram a presença do caruru-gigante (Amaranthus palmeri), considerado uma das plantas daninhas mais agressivas às lavouras. O resultado foi confirmado por laboratório de referência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

As oito amostras analisadas, no entanto, apresentaram resultado positivo para outra espécie de caruru (Amaranthus hybridus), planta já disseminada no Estado e que preocupa em razão do potencial de resistência a herbicidas.

O trabalho foi coordenado pelo Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). Em abril, equipes vistoriaram 182 propriedades rurais em 55 municípios gaúchos. As coletas submetidas à analise ocorreram em Santo Ângelo, Campo Novo, Santa Clara do Sul, Lagoa Vermelha, Dois Lajeados, Capão Bonito do Sul e Bom Retiro do Sul.

Monitoramento reforça barreira sanitária

O objetivo das coletas e análises foi confirmar ou descartar a presença do caruru-gigante no Rio Grande do Sul. “O resultado negativo para a espécie mais agressiva é uma notícia importante para a agricultura gaúcha”, destaca a chefe da divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapi, Deise Feltes Riffel.

Apesar disso, a identificação dessa outra espécie mantém o alerta no campo. As plantas apresentam resistência a diferentes herbicidas e têm avançado sobre as lavouras, dificultando o controle pelos produtores.

“A alta incidência observada, somada ao porte elevado das plantas, reforça a necessidade de medidas preventivas. Entre as principais recomendações estão a limpeza de máquinas agrícolas, o cuidado com a procedência das sementes e a rotação dos princípios ativos utilizados no manejo”, explica Deise.

A orientação também é fortalecer o manejo integrado das plantas daninhas, combinando diferentes estratégias de controle, para conter o avanço da resistência e reduzir prejuízos à produção.

Fiscalização busca evitar entrada da praga

As mobilizações realizadas em abril tiveram como foco orientar os produtores e ampliar a vigilância para impedir a entrada do caruru-gigante no território gaúcho. Embora a espécie permaneça ausente no Estado, a identificação recente da planta no oeste de Santa Catarina acendeu o alerta das autoridades fitossanitárias.

Classificada como praga quarentenária, a planta daninha pode causar perdas de até 79% na produtividade da soja e de 91% no milho, além de elevar os custos de produção e dificultar a colheita.

“Esse resultado é positivo para a agricultura, a economia e a defesa sanitária vegetal do Rio Grande do Sul, que mantém o status de área livre da praga. Seguiremos com os monitoramentos para garantir a detecção precoce, caso haja ocorrência futura”, enfatiza o fiscal agropecuário da Seapi Kleiton Saggin, da regional de Santa Rosa.

Como comunicar suspeitas

Casos suspeitos devem ser comunicados pelo e-mail defesavegetal@agricultura.rs.gov.br, com envio de registro fotográfico, localização precisa (endereço e, principalmente, coordenadas geográficas). Mais informações podem ser obtidas pelos telefones: (51) 3288-6294 e (51) 3288-6289. 

Texto: Elstor Hanzen/Ascom Seapi
Edição: Secom

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