Leite apresenta pesquisa que confirma apoio popular às concessões rodoviárias
Estudo aponta que 72,6% do público prefere a concessão para ter rodovias em melhores condições a tê-las nas condições atuais
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O governador Eduardo Leite participou, na tarde desta quarta-feira (25), do Fórum de Debates promovido pela Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) e pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística do Rio Grande do Sul (Setcergs), em Porto Alegre. O tema foram as concessões de rodovias estaduais. O encontro foi a terceira rodada de diálogo com representantes dos setores produtivo e de logística do Estado e também contou com a presença do secretário da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi.
Durante o encontro, Leite apresentou pesquisa de opinião realizada pelo Instituto Amostra sobre o projeto de concessão rodoviária do Bloco 1. Para o estudo, contratado pelo governo do Estado, foram entrevistadas, entre 13 e 27 de janeiro deste ano, 1,2 mil pessoas em 25 municípios da Grande Porto Alegre, Vale do Sinos, Paranhana, Serra Gaúcha e Litoral Norte. Aproximadamente 87% dos entrevistados são usuários frequentes das rodovias que compõem o Bloco 1.
O estudo aponta que 72,6% do público prefere a concessão para ter rodovias em melhores condições a tê-las nas condições atuais. Além disso, 63,5% preferem a concessão com pedágio para garantir obras, melhorias e manutenção das estradas e 84,6% concordam que as condições das rodovias impactam o desenvolvimento econômico da região.
“A pesquisa demonstra o entendimento da população de que, se o Estado não tem condições de fazer os investimentos necessários para manter as rodovias, é preferível ter a concessão, com obras e melhorias, que não pagar um pedágio e ter rodovias precárias. Esse é o caminho para viabilizar obras estruturantes no Rio Grande do Sul, estimular o desenvolvimento econômico e melhorar a vida das pessoas”, afirmou o governador.
Projeto reeleito pelos gaúchos
“Além disso, o resultado dessa pesquisa reforça o entendimento da população sobre aquela que eu considero a mais importante pesquisa de todas: a decisão das urnas. Sou o primeiro governador reeleito pelos gaúchos e nas duas oportunidades em que o nosso projeto se submeteu às urnas, dissemos com clareza que faríamos as concessões. E a população nos deu a honra e a responsabilidade de levar essa missão adiante, porque sabe que muito pior que o pedagio, é o preço de não ter estradas seguras e adequadas para impulsionar nosso desenvolvimento”, completou.
Os entrevistados também foram ouvidos sobre a ERS-010, uma rodovia a ser construída pela iniciativa privada e que contará com pedágios. Ela será uma nova alternativa à BR-116 e à BR-448, interligando a capital, Região Metropolitana e Vale do Sinos. Aproximadamente 87% dos entrevistados consideram importante a construção da ERS-010, mesmo pedagiada, e destacam, como os aspectos mais importantes do projeto, a redução do tempo de viagem e ter mais uma opção de deslocamento.
O público foi questionado, ainda, sobre a ERS-239, que também integra o Bloco 1. Atualmente, o pedágio da ERS-239 está em R$ 3,25. Com a concessão, haverá um aumento no valor, mas também melhorias como mais de 16 quilômetros de duplicação, faixas adicionais, 11 retornos, 4 rotatórias e 1 trevo, entre outras. Sobre o assunto, 62% responderam que aceitam pagar um pedágio mais caro para usufruir de melhorias na rodovia.
Mais de R$ 20 bilhões em investimentos
Com a implantação dos Blocos 3, 2 e 1 e a concessão da RSC-287, serão investidos, ao todo, R$ 20,7 bilhões para qualificação de rodovias em todo o território gaúcho, garantindo melhor trafegabilidade, manutenção permanente das estradas, redução de acidentes e desenvolvimento econômico.
"É notório que as rodovias concedidas são melhores que as administradas pelo setor público. Ao não promover concessões, o RS ficar para trás em relação a outros Estados que estão fazendo. Além disso, há um custo muito alto em não fazer. Desde um aumento do custo logístico, que gera perda de produtividade e freia o crescimento econômico, até um aumento de acidentes e mortes, que são custos sociais incalculáveis”, explicou Capeluppi.
Durante o evento, Leite também antecipou parte das alternativas que estão sendo estudadas para aprimorar o projeto de concessão do Bloco 1. Essa revisão leva em consideração as contribuições recebidas nas audiências públicas que abordaram o tema. O objetivo é buscar uma possível redução de custos, sem afetar o objetivo central de melhoria da infraestrutura rodoviária. Essas perspectivas estão sendo consolidadas pelo governo do Estado e serão apresentadas em breve.
Texto: Secom e Lucas Barroso/Ascom Serg
Edição: Secom