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Investimentos do governo Eduardo Leite ampliam restauração de escolas históricas em várias regiões do Estado

Obras qualificam estruturas antigas e reforçam a preservação da memória educacional

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Escolas históricas IE Oswaldo Aranha
Governo destinou R$ 3 milhões para revitalização do IE Oswaldo Aranha, em Alegrete - Foto: Cíntia Dornelles/SOP

A história do ensino gaúcho passa por prédios históricos e deslumbrantes que abrigam algumas escolas. Por muito tempo, porém, o Estado não conseguia dar a devida atenção a essas estruturas que, além de abrigarem salas de aula, fazem parte da cultura do Rio Grande do Sul. Nos últimos anos, desde que o governador Eduardo Leite estabeleceu a educação como prioridade do atual mandato, a situação mudou: os investimentos revitalizaram instituições icônicas em diversos municípios.

Escolas históricas IE Assis Brasil
Fachada do prédio do IE Assis Brasil, em Pelotas, construído em 1942 no estilo art déco, ganhou novas cores - Foto: Divulgação SOP
Na quarta-feira passada (18/2), o governador e as titulares das secretarias de Obras Públicas (SOP), Izabel Matte, e da Educação (Seduc), Raquel Teixeira, participaram da cerimônia de abertura do ano letivo em Pelotas.

O evento ocorreu no Instituto de Educação (IE) Assis Brasil, uma das principais escolas da cidade. O prédio, de 1942, tem estilo art déco e se destaca na paisagem, especialmente após a nova pintura visível da rua, além das melhorias internas.

Patrimônio preservado

Ainda no município, outra escola de grande importância também está sendo restaurada: o Colégio Estadual Félix da Cunha. Fundado em 1913, tendo Simões Lopes Neto como orador da cerimônia inaugural, a instituição chegou ao atual endereço em 1944, ocupando o antigo palacete da família Ribas.

Foto do CE Félix da Cunha
Fachada do prédio histórico do Colégio Félix da Cunha, em Pelotas, sendo restaurada - Foto: Divulgação SOP
Construído em estilo eclético entre 1907 e 1908 e comprado pelo Estado em 1952, o casarão assobradado representava um período de bonança do município. Nos últimos anos, porém, exibia sinais de abandono e deterioração, resultado do longo período em que o Estado não conseguia manter a infraestrutura de suas escolas. A escadaria principal e algumas salas acabaram interditadas, e apenas alguns espaços permaneceram usados para as atividades administrativas.

Com a recuperação da capacidade de investimentos do governo gaúcho, promovida pela atual gestão, o C.E. Félix da Cunha começou a ser restaurado. Mais de R$ 1 milhão foram destinados à escola desde 2023. As intervenções em execução começaram em setembro do ano passado e incluem a retirada da laje e o lixamento e pintura das portas e grades, além da revitalização da fachada, que retorna sua beleza original. Até o fim do ano, ainda estão previstos o reforço estrutural e melhorias na cobertura, permitindo que o prédio volte a ser utilizado.

Escolas históricas IE Flores da Cunha
Reforma está garantindo preservação dos aspectos históricos e artísticos no IE Flores da Cunha, em Porto Alegre - Foto: Joel Vargas/Ascom GVG

Obras qualificam estruturas antigas

Escolas históricas IE Flores da Cunha
Fachada do IE Flores da Cunha, em Porto Alegre - Foto: Joel Vargas/Ascom GVG
Uma das principais obras da Educação na gestão Leite foi a reinauguração do IE General Flores da Cunha, em Porto Alegre. Após uma década de obras iniciadas e posteriormente interrompidas, o IE, como é conhecido, voltou a abrir as portas aos alunos em fevereiro de 2024, após receber R$ 23,4 milhões do Estado.

O prédio, inaugurado em 1935, é tombado pelo patrimônio municipal de Porto Alegre desde 1997, como parte do Parque Farroupilha, e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) desde 2006.

Localizado junto ao Palácio Piratini, no Centro Histórico da capital, o edifício centenário do C.E. Paula Soares também está recuperando sua arquitetura original. Construída em 1918, a edificação recebe R$ 4,9 milhões para uma completa renovação.

Obra no colégio Paula Soares
Obra no Colégio Paula Soares, em Porto Alegre, recebeu R$ 4,9 milhões para uma completa renovação - Foto: Raquel Medeiros Araújo/SOP

Obras reforçam identidade histórica

As obras se espalham pelo Rio Grande do Sul. Em Alegrete, o governo destinou R$ 3 milhões para o I.E. Oswaldo Aranha, na primeira intervenção estrutural de grande porte realizada na instituição desde a sua criação, em 1929. O prédio, que é dividido em dois blocos, e o ginásio passarão por uma recuperação completa, incluindo as instalações elétricas e hidrossanitárias, as esquadrias, a cobertura e as pinturas.

Na região Central, em Santa Maria, o I.E. Olavo Bilac recebeu R$ 7,2 milhões para melhorias. Desse valor, R$ 6,4 milhões garantem a revitalização de dois prédios tombados. Em intervenções anteriores, foram investidos R$ 827,4 mil. Com mais de 120 anos, a escola é composta por sete prédios, dos quais os dois mais antigos são tombados pelo Iphae desde 2013.

“O cenário de deterioração dessas escolas ficou para trás graças aos investimentos do governo estadual. Problemas estruturais, infiltrações, desgastes e instalações defasadas estão dando lugar a espaços mais seguros, modernos e resilientes, sem perder sua identidade histórica e reforçando a sua importância para a comunidade local”, afirma a secretária Izabel.

Trabalhadores na obra na fachada de pavilhão do IE Olavo Bilac, em Santa Maria.
Trabalhadores na obra na fachada de pavilhão do IE Olavo Bilac, em Santa Maria - Foto: Bruno Todeschini/SOP

Texto: Ariel Engster/Ascom SOP
Edição: Secom

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