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IGP cria Núcleo de Perícias em Feminicídio para qualificar investigações

Estrutura desenvolverá protocolos específicos e padronizará procedimentos forenses

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Uma fotografia colorida em plano médio e perspectiva em três quartos capta uma viatura oficial de Perícia Criminal estacionada em frente à sede do Instituto-Geral de Perícias do Rio Grande do Sul (IGP-RS).

**A Viatura Oficial (em primeiro plano):**

* No centro e à esquerda da imagem, destaca-se um veículo utilitário desportivo (SUV) oficial da marca Toyota, de cor branca, visto de perfil diagonal de três quartos.
* Na porta lateral do condutor, vê-se o brasão do **"INSTITUTO-GERAL DE PERÍCIAS RS"** e a inscrição em letras azuis e pretas: **"PERÍCIA CRIMINAL - RIO GRANDE DO SUL"**.
* Junto à janela traseira, observa-se a bandeira do Estado do Rio Grande do Sul. No teto do veículo, encontra-se instalado um sinalizador luminoso (giroflex) de emergência em tom vermelho-escuro.

 O Edifício do IGP (ao fundo e à direita):

* Ao fundo, ergue-se a fachada do prédio oficial. Na parte superior da entrada, sobre uma faixa de azulejos ou pastilhas azuis, sobressai a inscrição em letras garrafais brancas maiúsculas: **"INSTITUTO-GERAL DE PERÍCIAS DO RI..."**
* Num pilar cinzento à esquerda da entrada principal, está fixado o brasão oficial do Instituto-Geral de Perícias.
* À direita, avista-se a entrada do edifício com portas de vidro, escadaria de acesso com corrimão metálico prateado e rampas. O piso exterior é feito de lajotas de pedra sob iluminação natural diurna.
Iniciativa busca qualificar a coleta e a interpretação de vestígios relacionados à violência contra a mulher - Foto: Leonardo Ambrosio/Ascom IGP

O Instituto-Geral de Perícias (IGP-RS) instituiu na última semana o Núcleo de Perícias em Feminicídio (Nupefem), estrutura especializada destinada a qualificar e aprimorar a atuação pericial nos crimes de feminicídio no Rio Grande do Sul. A medida foi oficializada por meio de ordem de serviço publicada no Diário Oficial na quarta-feira (30/9) e o regimento interno do núcleo foi estabelecido pela Instrução Normativa IGP 04/2026, publicada na sexta-feira (2/10).  

O Nupefem terá entre seus objetivos a elaboração e a implementação de protocolos específicos para o atendimento pericial em locais relacionados a feminicídios, além da padronização de procedimentos para busca, documentação, interpretação, coleta e acondicionamento dos vestígios.  

A atuação especializada permitirá uma análise mais ampla da cena do crime, considerando não apenas a presença de vestígios que possam vincular uma pessoa ao local, mas também os elementos capazes de contribuir para a reconstrução da dinâmica da violência. Nesse contexto, a análise pericial poderá auxiliar na identificação de elementos relacionados ao histórico de violência contra a vítima, incluindo situações de violência psicológica, avaliação de riscos e outras formas de violência que possam integrar o contexto do feminicídio.

Atuação pericial integrada  

De acordo com a coordenadora do Nupefem, Juliane Lorencena Chassot, e a coordenadora-adjunta, Luciana Farias Pereira, a proposta é estabelecer procedimentos específicos para a análise dos locais. Também está previsto ampliar a integração entre diferentes áreas do conhecimento forense e sistematizar informações capazes de contribuir não apenas para a elucidação dos crimes, mas também para a compreensão do fenômeno e para o aprimoramento das estratégias de enfrentamento à violência contra as mulheres. 

“O feminicídio apresenta particularidades que precisam ser consideradas na atuação pericial. O objetivo é qualificar a atuação dos servidores e contribuir para o aprimoramento do trabalho das forças de segurança na investigação desses crimes”, destacam Juliane e Luciana.  

Uma das características do Nupefem será a atuação integrada de diferentes especialidades. O núcleo prevê a articulação entre o Departamento de Criminalística, o Departamento Médico-Legal, o Departamento de Perícias Laboratoriais, o Departamento de Identificação e o Departamento de Perícias do Interior. 

Entre suas atribuições estão registrar, organizar, classificar e contabilizar informações periciais relacionadas aos feminicídios, além de desenvolver o mapeamento dos casos no Rio Grande do Sul e estabelecer um banco de dados técnico-pericial específico, respeitando o sigilo das informações e a legislação vigente.  

O núcleo poderá ainda promover capacitações para profissionais da perícia oficial e para integrantes de outras instituições que participam do fluxo de persecução penal, bem como estabelecer intercâmbios técnico-científicos com órgãos públicos, universidades e instituições de pesquisa.

Texto: Anelise Sampaio/Ascom IGP
Edição: Secom

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