Governo Leite alcança marca de 3,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos removidos no Estado no primeiro ano do Desassorear RS
Programa reforça a prevenção a alagamentos e amplia a resiliência das cidades gaúchas frente aos eventos climáticos extremos
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O Programa de Desassoreamento do Rio Grande do Sul (Desassorear RS), iniciativa do governo Leite para proteger o Estado contra cheias, alcançou a marca de mais de 3,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos retirados de rios, arroios e canais de drenagem. O volume, removido nos primeiros 12 meses de execução, equivale a quase 300 mil caminhões basculantes, considerando veículos com capacidade média de 12 metros cúbicos.
A ação tem como principal objetivo garantir uma melhor vazão dos cursos d’água e reduzir os riscos de alagamentos, especialmente em períodos de chuvas intensas. Até janeiro, o programa contabiliza 334 projetos em execução ou concluídos. Deste total, 137 projetos estão em andamento em 62 cidades, enquanto 197 já foram finalizados em 123 municípios.
O governador Eduardo Leite destacou o impacto positivo da medida na prevenção de alagamentos. “Esse programa representa o compromisso do governo do Estado com a resiliência dos municípios e com a proteção das pessoas. Em todas as cidades contempladas, percebemos o aumento da sensação de segurança em relação às chuvas após as ações de desassoreamento. É uma medida técnica que faz a diferença e cujos benefícios são rapidamente percebidos nas comunidades”, afirmou.
Ação estruturante
O secretário interino de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, Fernando Classmann, apontou que os números refletem o esforço contínuo do Estado em atuar não apenas com foco na reconstrução, mas também na prevenção. “Alcançar a marca de mais de 3,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos removidos em apenas um ano demonstra a dimensão e a importância do Desassorear RS. Estamos falando de uma ação estruturante, que melhora a vazão dos cursos d’água e reduz riscos de alagamentos, protegendo vidas, patrimônio e a infraestrutura urbana dos municípios”, disse.
Com investimento total de R$ 300 milhões, viabilizado por meio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), o Desassorear RS integra o Plano Rio Grande, programa de Estado liderado pelo governador Eduardo Leite, voltado à reconstrução do Rio Grande do Sul e ao fortalecimento da resiliência das cidades diante das mudanças climáticas.
Cidades mais resilientes
As intervenções realizadas pelo Desassorear RS incluem a remoção de sedimentos como areia, cascalho, galhos, troncos e outros resíduos que, ao longo do tempo, comprometem a vazão dos cursos d’água e agravam situações de alagamento e enchentes. Em diversas cidades onde os serviços já foram concluídos ou estão em estágio avançado, os efeitos positivos têm sido observados durante episódios recentes de chuvas intensas, como no município de Esteio, na Região Metropolitana.
“Em Esteio nós fomos contemplados pelo programa a partir de junho de 2025. As ações se somaram a efetivos trabalhos que o município já vinha realizando, como limpeza, manutenção e atenção constante aos cursos d’água. O programa foi fundamental para que a gente pudesse alcançar pontos difíceis nos nossos arroios: locais de difícil acesso, que tinham acúmulo de sedimentos e que exigiam equipamentos e ações mais robustas. Ao longo destes meses os resultados foram claros, com arroios mais limpos, melhor escoamento da água e mais segurança para toda a nossa comunidade”, ressaltou o prefeito do município, Felipe Costella.
O Programa
O Desassorear RS é estruturado em dois eixos. O Eixo 1, sob responsabilidade da Sedur, contempla rios de primeira, segunda e terceira ordem, além de canais e sistemas de drenagem urbana. Já o Eixo 2, executado pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), abrange rios de maior porte, classificados como de quarta ordem ou superior.
Antes da atual gestão, não existia um programa do Estado com ações sistemáticas de desassoreamento. Ao completar um ano do início dos serviços, o Desassorear RS consolida-se como uma das principais ações do governo estadual voltadas à prevenção de desastres, proteção das cidades e fortalecimento da resiliência urbana, reafirmando o compromisso do Rio Grande do Sul com um planejamento cada vez mais integrado e preparado para os desafios climáticos do presente e do futuro.
Texto: Paulo Pedroza/Ascom Sedur
Edição: Secom