Governo do Estado investe R$ 6,2 milhões para fortalecer rede de atendimento especializado a pessoas com fissura labiopalatina
Ampliação do serviço especializado em Lajeado ocorre por meio do Programa Avançar Mais na Saúde
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No Rio Grande do Sul, o atendimento às pessoas com fissura labiopalatina tem sido ampliado por meio de investimentos estaduais. Em Lajeado, a Fundação para Reabilitação das Deformidades Crânio-Faciais e Reabilitação Auditiva (Fundef) conta com um ambulatório especializado, que é referência para aproximadamente 400 municípios. A unidade foi construída com aporte de R$ 4,1 milhões do Estado, por meio do Programa Avançar Mais na Saúde, e R$ 1,9 milhão da Prefeitura de Lajeado, totalizando mais de R$ 6 milhões.
A estrutura também recebeu mais R$ 2,1 milhões para qualificação do serviço. Os recursos foram destinados à compra de mobiliário e à aquisição de equipamentos especializados, como também para atendimento odontológico e audiológico. De acordo com a secretária da Saúde, Lisiane Fagundes, os investimentos refletem o compromisso com a qualificação do atendimento e com a ampliação do acesso aos serviços especializados.
“Estamos fortalecendo a rede de atenção no Estado para garantir que os pacientes com fissura labiopalatina tenham acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento completo pelo Sistema Único de Saúde, com qualidade e perto de suas regiões, reduzindo desigualdades no acesso ao cuidado”, afirma a secretária.
O ambulatório da Fundef atua como referência para diversas macrorregiões do Estado e integra uma rede de atendimento construída a partir da parceria entre Estado, município, universidade e hospital de retaguarda. A iniciativa amplia o acesso ao tratamento especializado pelo SUS e reduz a necessidade de deslocamento de pacientes para outros centros.
O presidente do Conselho Superior da Fundef, Ito Lanius, destaca o impacto dos investimentos na estrutura dos serviços oferecidos: “Esse recurso viabiliza a prestação de um serviço extremamente adequado, técnico e justo para os pacientes”.
Dia Nacional de Conscientização sobre a Fissura Labiopalatina
Celebrado em 24 de junho, o Dia Nacional de Conscientização sobre a Fissura Labiopalatina busca ampliar o conhecimento da população sobre a condição, combater o preconceito e reforçar a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento multiprofissional. A data também remete à fundação do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (USP), referência nacional no tratamento dessas malformações.
A fissura labiopalatina é uma condição congênita caracterizada por uma abertura no lábio e/ou no palato (céu da boca), resultante da falha na fusão das estruturas faciais durante a gestação. A alteração pode variar em intensidade e comprometer funções essenciais como alimentação, respiração, fala e audição. No Brasil, estima-se que haja 5 mil novos casos por ano.
Além dos impactos físicos, a condição pode provocar consequências psicossociais, especialmente pela ocorrência de estigma e de situações de discriminação ao longo da infância e da adolescência. Por isso, o acesso à informação qualificada e aos serviços especializados é fundamental para garantir o desenvolvimento integral dos pacientes.
O tratamento da fissura labiopalatina é realizado em etapas e exige atuação multiprofissional, envolvendo cirurgias reparadoras, acompanhamento fonoaudiológico, odontológico e suporte psicológico. Esse cuidado deve começar ainda nos primeiros meses de vida e pode se estender até a idade adulta, conforme a necessidade de cada paciente.
Texto: Ascom SES
Edição: Secom