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Governo do Estado erradica foco de greening e amplia monitoramento em Palmitinho

Concluída eliminação em um raio de 500 metros, a Seapi inicia o levantamento fitossanitário em uma área de 2,4 quilômetros

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A fotografia em plano médio e ângulo diagonal registra uma atividade de inspeção fitossanitária ao ar livre, identificada pelo título do arquivo como a erradicação de foco de greening e monitoramento de área pela secretaria de Agricultura.

Ação e Integrantes
Os Inspetores: Duas pessoas estão em primeiro plano, vistas de costas e de perfil parcial esquerdo. Uma mulher, à direita, veste calça escura e um colete de identificação preto com faixas refletivas brancas, onde se lê em letras maiúsculas: "FISCALIZAÇÃO AGROPECUÁRIA". Ela segura um dispositivo móvel (como um tablet ou smartphone) para registrar os dados. Ao lado dela, à esquerda, um homem veste camiseta verde-clara e calça jeans azul.

O Alvo da Inspeção: Ambos estão voltados para uma pequena árvore cítrica jovem (um pé de laranja ou limão) plantada em um gramado. Eles examinam de perto as folhas e os galhos da planta em busca de sinais de pragas ou anomalias.

O Ambiente
Cenário: O local é uma área gramada bem cuidada onde há outras pequenas árvores semelhantes plantadas em linha. Ao fundo, o terreno é delimitado por uma cerca de tela de arame sustentada por mourões de concreto inclinações na ponta.

Elementos de Entorno: Atrás da cerca, há uma mureta baixa feita de blocos ou placas de concreto sobrepostas, seguida por uma área de vegetação densa e mato alto. Mais ao fundo, à esquerda, avista-se um trecho de asfalto ou estrada e o relevo de morros sob um horizonte distante.

Iluminação: A cena é iluminada por luz solar direta e natural, projetando sombras nítidas no gramado verde. O céu apresenta-se azul claro com algumas nuvens brancas dispersas.
Cerca de 60 plantas foram erradicadas na área de contenção inicial com ações que envolvem Estado e União no combate à doença - Foto: Divulgação Seapi

Uma força-tarefa do governo estadual, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), erradicou o foco de greening (HLB) e concluiu, nesta quinta-feira (11/6), o monitoramento em um raio de 500 metros ao redor da propriedade onde a doença foi identificada. Desde a confirmação do primeiro registro no Rio Grande do Sul, na última segunda-feira (8/6), servidores do Estado e da União atuam para conter e eliminar a doença no município de Palmitinho, na região do Médio Alto Uruguai. 

Até o momento, cerca de 60 plantas com sintomas compatíveis com a doença foram identificadas e erradicadas na área de contenção estabelecida ao redor da propriedade onde o foco foi detectado. As ações abrangeram 26 imóveis localizados no raio inicial de monitoramento. 

Agora, as equipes do Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Seapi iniciam o levantamento fitossanitário em um raio de 2,4 quilômetros ao redor do foco, abrangendo aproximadamente 230 imóveis. 

As ações incluem a remoção de plantas infectadas, o controle do psilídeo Diaphorina citri — inseto transmissor da bactéria causadora do greening — e o monitoramento das propriedades localizadas no entorno da área afetada. Os trabalhos são realizados em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), conforme as diretrizes do Programa Nacional de Prevenção e Controle do Huanglongbing (PNCHLB). 

Resposta rápida e efetiva  

O titular da Seapi, Márcio Madalena, destaca a rapidez da resposta adotada pelo governo. “A confirmação do foco exige uma resposta rápida e coordenada. O Rio Grande do Sul realiza há anos ações de monitoramento e prevenção, o que permitiu identificar o problema e adotar imediatamente as medidas de contenção. Nosso objetivo é proteger a citricultura gaúcha e evitar que a doença se estabeleça no Estado”, afirma. 

Segundo o diretor do DDV, Ricardo Felicetti, as ações de vigilância serão ampliadas nos próximos dias. “Vamos localizar todos os pontos críticos, identificar possíveis ocorrências da doença e reforçar as medidas de contenção para impedir sua disseminação”, explica. 

A principal hipótese para a introdução do greening no Rio Grande do Sul é o uso de mudas irregulares já contaminadas. Por isso, o DDV/Seapi orienta produtores e consumidores a utilizarem exclusivamente mudas produzidas conforme a legislação federal, com origem comprovada, rastreabilidade e garantia fitossanitária. 

Vigilância permanente 

A identificação do foco ocorreu após anos de monitoramento realizado pela Defesa Vegetal. Entre novembro de 2025 e março de 2026, foram instaladas e monitoradas 374 armadilhas em 77 municípios, totalizando 4.326 leituras para detecção do psilídeo transmissor da doença. 

Em 2025, a Seapi realizou 211 inspeções em pomares de 65 municípios e coletou 13 amostras suspeitas, todas com resultado negativo para a bactéria causadora do greening. Em 2026, até a confirmação do foco em Palmitinho, outras 47 inspeções haviam sido realizadas em 19 municípios, também sem registros positivos. 

Considerado a doença mais severa da citricultura mundial, o greening afeta todas as espécies de citros e não possui tratamento curativo. A enfermidade reduz a produtividade, compromete a qualidade dos frutos e pode levar à morte das plantas, causando prejuízos econômicos significativos à cadeia citrícola. 

Texto: Elstor Hanzen/Ascom Seapi
Edição: Secom

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