Governo do Estado avança no mapeamento topográfico do território do Rio Grande do Sul
Iniciativa abrange cerca de 107,9 mil quilômetros quadrados em 210 municípios das regiões Oeste, Noroeste e Litoral Norte
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O governo do Estado, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), está realizando um levantamento topográfico para ampliar o conhecimento sobre o território do Rio Grande do Sul e apoiar ações de reconstrução, prevenção de desastres e adaptação às mudanças climáticas. A iniciativa contempla 210 municípios das regiões Oeste, Noroeste e Litoral Norte, onde já estão sendo produzidas imagens e dados que servirão de base para estudos, modelagens e políticas públicas.
O levantamento, que teve início em agosto de 2026 e tem conclusão prevista para agosto de 2027, abrange cerca de 107,9 mil quilômetros quadrados. Para a execução dos trabalhos, está sendo utilizada a tecnologia Lidar (Light Detection and Ranging), reconhecida mundialmente pela alta precisão no mapeamento de grandes áreas. A partir dos dados coletados, serão elaborados o Modelo Digital de Terreno (MDT) e o Modelo Digital de Superfície (MDS), ferramentas que permitirão uma representação detalhada do relevo e das características da superfície terrestre.
Com o andamento das atividades, moradores de diferentes localidades podem observar a circulação de aeronaves em baixa altitude e a presença de equipes técnicas em campo. A movimentação faz parte dos trabalhos de levantamento de informações necessários para a construção de uma base de dados detalhada sobre o território do RS.
A operação vem despertando curiosidade e dúvidas em diferentes comunidades. Abaixo, esclarecimentos de como o trabalho é realizado e quais benefícios trará ao Estado, além das principais informações sobre o levantamento topográfico:
- Por que as aeronaves estão sobrevoando determinadas regiões?
Os voos fazem parte do aerolevantamento realizado para a coleta de dados topográficos. Durante a operação, sensores embarcados nas aeronaves emitem pulsos de laser em direção ao solo, permitindo a obtenção de informações detalhadas sobre a superfície terrestre e suas variações de altitude.
A tecnologia possibilita mapear o relevo com elevado grau de precisão e gerar informações que servirão de base para modelagens hidrológicas e hidráulicas, planejamento territorial e estudos voltados à prevenção e à mitigação de eventos extremos. - Qual é a função das equipes em campo?
Além dos voos, o levantamento também envolve atividades terrestres realizadas por profissionais especializados. As equipes executam medições e implantam pontos de controle que auxiliam na validação e no refinamento dos dados coletados pelas aeronaves.
O projeto foi contratado pelo governo do Estado e é executado pelo Consórcio GeoSul, formado pelas empresas Esteio, SAI, Aerocarta, Engemap e Topocart. Os profissionais que atuam em campo estão devidamente identificados e portam documentação oficial emitida pelo Executivo. Informações adicionais sobre as atividades podem ser obtidas pelo e-mail drh@sema.rs.gov.br. - Como os dados serão utilizados?
O projeto foi estruturado após os eventos climáticos extremos registrados em 2024, que provocaram alterações no relevo em diferentes regiões do Estado. Os produtos gerados pelos estudos servirão de base para o planejamento da reconstrução, a organização da ocupação urbana e o desenvolvimento de modelagens hidrológicas e hidráulicas voltadas à previsão de ocorrências severas.
As informações também poderão subsidiar estudos e simulações de inundações, além de apoiar sistemas de monitoramento e alerta. A base técnica produzida ficará disponível para utilização por órgãos públicos, municípios, instituições de pesquisa e órgãos de defesa civil. - Complementaridade com o levantamento federal
O levantamento conduzido pelo governo estadual foi planejado para complementar a iniciativa do governo federal. Enquanto a União priorizou as áreas mais suscetíveis a enchentes, o Estado atuará nas demais regiões, permitindo que o mapeamento alcance a cobertura integral do território do RS.
A adoção das mesmas especificações técnicas garantirá a compatibilidade entre as bases de dados, formando um conjunto integrado e abrangente de informações sobre o Rio Grande do Sul.
Texto: Joara Pippi/Ascom Sema
Edição: Secom