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Evolução da arquitetura escolar acompanhou os ideais de ensino ao longo dos anos

Secretaria de Obras Públicas inicia publicação de seis matérias sobre os modelos de edificações aplicados à educação no RS

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A imagem é uma reprodução de um projeto que mostra a entrada de uma escola com um pórtico moderno em estrutura retangular amarela, onde está escrita a identificação “Escola Modelo”. Um totem lateral exibe o brasão estadual e a inscrição “Escola Estadual”. O acesso é composto por calçadas cinzas com marcações amarelas. Há canteiros com vegetação e flores nas laterais, e ao fundo aparecem prédios escolares com grades metálicas e um ginásio de formato curvo.
Nova identidade visual, cuidados ambientais e construções ágeis fazem parte do modelo de escolas que começa a ser implementado - Foto: Reprodução SOP

Ao ser lançado em 2025, o projeto Escola+ definiu novos modelos arquitetônicos, de identidade visual e de construção para a Rede Estadual de Educação. Antes disso, durante os 135 anos da Secretaria de Obras Públicas (SOP), outros padrões foram adotados levando em conta as orientações pedagógicas e políticas do momento. Para contar essa história, a SOP publica uma série de seis matérias sobre o tema.

“O plano do governo para as instituições de ensino envolve o passado, o presente e o futuro. O passado por entender o que foi feito antigamente, considerando as soluções adotadas e valorizando o patrimônio histórico. O presente por recuperar os espaços existentes que há muito precisavam de uma maior atenção. E o futuro por desenhar a escola dos anos que virão, preparando os prédios para uma educação de qualidade e que busque os mais modernos modelos de ensino”, afirmou a secretária de Obras Públicas, Izabel Matte.

O Escola+ foi desenvolvido assim como outros estilos do passado: a partir das tecnologias disponíveis na época, com uma visão de futuro, pensando nos alunos, professores e funcionários das escolas. Nesse sistema, buscou-se criar um conjunto de componentes padronizados e com controle de qualidade, a partir de regras e elementos que pudessem ser facilmente reproduzidos.

Para a construção, optou-se por um modelo modular capaz de atender às necessidades dos locais de implantação. Os prédios são feitos a partir de blocos pré-construídos que podem ser combinados de diferentes formas. Ganha-se, assim, economia, rapidez e adaptabilidade.

Os espaços foram planejados para promover integração interna, com circulações abertas que asseguram conforto e bem-estar. Além disso, o projeto incorpora soluções sustentáveis, como áreas verdes e iluminação e ventilação naturais, e com ginásios que podem ser adaptados para servir como abrigo em situações de emergência.

Padrão visual valoriza ambiente educacional

O padrão visual foi desenvolvido em parceria com as secretarias da Educação e de Comunicação, inspirado em tendências contemporâneas e enriquecido por elementos lúdicos que valorizam o ambiente educacional, priorizando a funcionalidade em vez do caráter decorativo.

Além disso, buscou-se criar um conceito visual exclusivo e de fácil reconhecimento para as escolas, diferenciando-as de outros prédios públicos. “Essa identidade é também uma forma de criar um senso de comunidade, de algo especial para aquela edificação. Ela identifica a escola, que é um centro focal da comunidade”, afirmou o diretor do Departamento de Projetos em Prédios da Educação, Marcus Weber, que participou da elaboração do Escola+.

Três obras marcam o início da época Escola+. Duas delas são novas construções: a escola do loteamento Breno Garcia, em Gravataí, que será a primeira a adotar integralmente o novo modelo e que teve a licença ambiental para início das obras entregue em 8 de março; e o ginásio da Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Catarina Bridi, em Ibarama, cujo projeto está em desenvolvimento. A identidade visual prevista no projeto foi criada a partir da revitalização do Colégio Estadual Protásio Alves, em Porto Alegre, que está em andamento.

Texto: Ariel Engster/Ascom SOP
Edição: Secom

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