Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Início do conteúdo

Defesa Civil estadual realiza a instalação de 77 cisternas no interior do Estado

Os reservatórios auxiliam no combate aos efeitos da estiagem

Publicação:

Foto aérea, feita por drone, mostra uma cisterna azul ao lado de uma escola, localizada do lado esquerdo da imagem. Ao lado direito, há diversas copas de árvores verdes.
Localizada em Santo Antônio da Patrulha, a EMEF José Telmo Martins recebeu uma cisterna para captação de água da chuva - Foto: Soldado PM Maiquel Moura/Crepdec 1

O Rio Grande do Sul conta com mais uma ajuda no enfrentamento dos efeitos da estiagem: 77 cisternas de 15 mil litros estão sendo instaladas no interior do Estado – já foram instalados 55 reservatórios em 40 municípios. As cisternas estão sendo colocadas em locais de uso comunitário, de modo a beneficiar famílias que sofrem com a escassez hídrica.

Os reservatórios foram doados para a Defesa Civil estadual pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. A identificação dos locais para instalação ficou a cargo da Defesa Civil, que realizou a parceria com os municípios.

O coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Chaves Boeira, destacou que o foco das ações da Defesa Civil no enfrentamento aos efeitos da estiagem está no atendimento das necessidades das pessoas. “Contarmos com essa parceria da Igreja nos permitiu ajudar 77 pequenas localidades que sofrerão menos com os impactos da estiagem, reduzindo o emprego de água potável onde ela pode ser substituída pela água captada pela chuva, como limpeza e outros usos”, frisou.

Santo Antônio da Patrulha

Um dos locais a receber uma cisterna para captar a água da chuva é a Escola Municipal de Ensino Fundamental José Telmo Martins, localizada em Sertão do Cantagalo, em Santo Antônio da Patrulha. 

“Para nós, a cisterna traz muitos benefícios, pois podemos utilizar essa água para limpeza da escola, para os banheiros e para trabalharmos com nossos estudantes sobre a preservação desse recurso natural essencial à vida”, relatou a diretora da escola, Aline Ramos Tedesco.

A diretora contou que a comunidade é abastecida com caixas d’agua comunitárias e muitos utilizam água proveniente deste recurso. “Moramos em uma região em que há escassez de água, então a cisterna também é um recurso que favorece nossa comunidade de Sertão do Cantagalo.”

São Valério do Sul

Outra cidade que recebeu um reservatório foi São Valério do Sul. O engenheiro civil do da prefeitura, Lúcio André Licks, realizou os cálculos da economia gerada. “Com uma precipitação média histórica anual de 2.136 mm, a média mensal de 178 mm garante uma captação de 53,4 m³ por mês. Considerando uma tarifa média de R$ 4,00/m³, são mais de R$ 200,00 mensais em água que não são gastos do sistema de água potável”, relatou.

Além de reservar e proteger o recurso hídrico garantindo o abastecimento das comunidades, o projeto trabalha conceitos de pertencimento e de comunidade, a partir do compartilhamento do recurso. 

Em São Valério do Sul, também foi uma escola o local escolhido para instalação da cisterna, a Escola Municipal de Ensino Fundamental João XXIII, localizada na Vila Coroados.

“Não apenas os custos envolvidos, mas a conscientização da comunidade escolar sobre a sustentabilidade e a utilização racional da água como recurso limitado, fazem desta ação uma resposta viável às situações de estiagens que são cada vez mais frequentes em nosso Estado”, completou Licks.

Texto: Nicoli Saft/Ascom Defesa Civil
Edição: Secom

Portal do Estado do Rio Grande do Sul