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Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil finaliza com visita técnica ao Lago Guaíba

Especialistas trouxeram informações técnicas, abordando também aspectos relacionados à gestão de riscos e de desastres

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Foto mostra participantes do congresso dentro do catamarã.
Percurso dos participantes do congresso pelo Guaíba ocorreu a bordo de um catamarã - Foto: Roger Anjos/Ascom Defesa Civil

Na quinta-feira (25/6), após o encerramento oficial do Congresso Internacional de Proteção e Defesa Civil (CIPDC), um grupo de participantes do evento teve a oportunidade de realizar uma visita técnica ao Lago Guaíba. Foram abordados aspectos estratégicos relacionados à gestão de riscos, recursos hídricos e resiliência urbana. O percurso pelo Guaíba ocorreu a bordo de um catamarã, onde o professor Fernando Dornelles, do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (IPH/UFRGS) e o engenheiro Marco Faccin, do Departamento Municipal de Àguas e Esgotos de Porto Alegre (Dmae), apresentaram aos participantes questões relativas a hidrodinâmica do lago e sistemas relacionados.

Fernando trouxe um histórico de cheias do Guaíba, contando sobre como os sistemas de proteção da cidade agiram e mudaram ao longo do tempo. Ele aponta que, em 2023, Porto Alegre não sofreu um grande desastre como outros municípios gaúchos, pois o sistema de proteção contra cheias funcionou, o que não ocorreu em 2024.

Foto mostra participantes em área externa, próximo a um catamarã.
Técnicos abordaram questões relativas a hidrodinâmica do lago e sistemas relacionados ao sistema de proteção de cheias - Foto: Roger Anjos/Ascom Defesa Civil

“Depois de uma grande cheia, estamos todos conscientes e interessados no tema e, se seguir o padrão, anos e décadas depois, sem ter acontecido uma cheia importante, vai acontecer novamente este esquecimento da importância do sistema de proteção contra cheias, sua manutenção e funcionamento, podendo ocorrer novo desastre. E nosso papel é não ter mais esse esquecimento, temos aprendido a lição definitivamente. Só que, além de nós termos aprendido, temos que passar para as gerações futuras, como vamos manter essa cultura de prevenção de riscos, prevenção contra desastres no futuro. É um trabalho difícil mas necessário”, colocou o pesquisador.

O percurso pelo Lago Guaíba passou por uma das casas de bombas, e os especialistas também mostraram os diferentes tipos de diques que protegem a cidade. O engenheiro Marco Faccin contou sobre como foi construído o sistema de proteção contra cheias de Porto Alegre, apontando também as suas falhas ao passar pela Ilha da Pintada – as ilhas e parte da Zona Sul da cidade não são protegidas pelo sistema. Marco também explicou o funcionamento das casas de bombas e sua função para drenagem urbana, e os especialistas solucionaram algumas dúvidas do público.

No encerramento da visita, o subchefe de Proteção e Defesa Civil do Estado, coronel Santiago Dias de Castro, agradeceu a participação de todos os participantes. “Temos aqui integrantes de outras Defesas Civis estaduais, membros do Conselho Nacional de Gestores de Proteção e Defesa Civil, colegas das Defesas Civis municipais e também pessoas da Província Autônoma de Trento, da Itália, que têm uma expertise fenomenal em proteção e defesa civil exemplar, que serviu como inspiração nas nossas ações, e agradecemos também ao João Pedro Wolff, da Catsul, pelo apoio com essa visita, e ao Fernando Dornelles e ao Marco Faccin pelas explicações”, destacou.

Texto: Ascom Defesa Civil
Edição: Secom

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