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BRDE leva ao South Summit projetos sustentáveis financiados com capital catalítico

Painel abordou alternativas de combinar investimento privado com recursos públicos ou de filantropia

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Esta é uma descrição detalhada da imagem para fins de acessibilidade:

Visão Geral
A imagem mostra um painel de debate no evento South Summit Brazil. Quatro homens estão sentados em banquetas altas de madeira sobre um palco, participando de uma discussão. Ao fundo, um cenário dinâmico e um grande telão compõem o ambiente.

Detalhes do Palco e Palestrantes
Os Participantes: Da esquerda para a direita, o primeiro homem veste uma camisa polo clara e calça bege; o segundo, uma camisa social azul clara e jeans; o terceiro, uma camiseta preta; e o quarto, que está falando e gesticulando no momento, veste uma camisa polo bege e calça escura. Todos utilizam crachás do evento.

O Telão: Exibe uma transmissão ao vivo em close-up do palestrante que está falando. No lado esquerdo do telão, há um texto em inglês sobre fundo rosa: "BLENDED FINANCE FOR RESILIENT DEVELOPMENT: THE ROLE OF DEVELOPMENT BANKS AND CATALYTIC PHILANTHROPY". Abaixo, os nomes dos participantes e suas instituições são listados em letras menores.

Cenário de Fundo: A parede atrás dos palestrantes é decorada com painéis geométricos sobrepostos em tons de madeira natural, rosa, azul escuro e cinza. Algumas peças possuem o logotipo do evento e do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Uma grande estrutura luminosa em formato de "V" invertido ou parte de um "A" se destaca no lado direito.

Composição e Iluminação
Ambiente: O palco tem um acabamento em carpete bege claro. Uma fileira de luzes LED no chão, na borda frontal do palco, emite uma luz azulada. No topo da estrutura, refletores de palco iluminam a cena.

Perspectiva: A foto é tirada de um ângulo lateral e ligeiramente de baixo, capturando a extensão do palco e a modernidade da cenografia.
Modelos de produção inovadores impulsionam adaptação climática e reconstrução do Estado - Foto: Felipe Dalla Valle/Especial BRDE

A partir da parceria com instituições locais e organismos multilaterais do exterior, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), apresentou no último dia de South Summit Brasil, evento de inovação e tecnologia correalizado pelo governo do Estado, experiências de projetos que possam contribuir com a transição climática, apoiados por meio de blended finance (financiamento misto). 

Trata-se de uma estratégia de financiamento que combina recursos públicos ou de filantropia com o capital privado. “Sem essas outras fontes, muitos projetos não ficariam em pé apenas com financiamento convencional. Por isso, é fundamental que o nosso Estado e a toda a região Sul consigam atrair a atenção de fundos internacionais”, apontou o diretor de Planejamento do BRDE, Leonardo Busatto.

Um dos exemplos que o diretor apresentou durante painel no Grouth Stage, na tarde desta sexta-feira (27/3), surgiu exatamente da relação histórica do banco com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). Com aporte de recursos não reembolsáveis do Fundo Francês para o Meio Ambiente Mundial (FFEM), no valor de 2 milhões de euros, o projeto Alianza Mais viabiliza assistência técnica, incentivos e financiamento de projetos produtivos que aliam maior produtividade agropecuária à conservação da biodiversidade do Bioma Pampa. 

Por meio do cofinanciamento da Save Brasil e do BRDE, explicou Busatto, é disponibilizada uma linha de crédito especial, com incentivo à fundo perdido (blended finance) para viabilizar investimentos em modelos de produção inovadores e sustentáveis.

Resiliência

Entre as demais iniciativas que adotam a mesma estratégia a partir do capital catalítico (custo reduzido) é o Teia de Soluções, que selecionou 15 projetos com o objetivo de fortalecer a capacidade de resposta aos impactos dos eventos meteorológicos em diferentes regiões do Estado. A partir da parceria com a Fundação Boticário, Fapergs e Fundação Araucária e RegeneraRS, serão repassados mais de R$ 11 milhões para ações inovadoras e alinhadas com o conceito de Soluções Baseadas na Natureza (SBN), tendo como foco estratégico atender os municípios costeiros e as áreas impactadas pelas enchentes de 2024. 

Já o TrilhaRS, programa de matchfunding com foco em apoiar a reconstrução do RS, tem 18 iniciativas apoiados com aportes totalizando R$ 1,6 milhão. A iniciativa funcionou como um catalisador de impacto: a cada R$ 1 arrecadado por cada projeto, o TrilhaRS investe mais R$ 2 (R$ 1 do RegeneraRS, e outro R$ 1 do BRDE). 

Cooperação

Na visão do diretor-adjunto para o Brasil da AFD, Léo Gaborit, um fator importante para o sucesso dessas ações é a cooperação técnica que os bancos de desenvolvimento podem oferecer. Durante o painel, ele relatou que o órgão do governo francês atua no país há 18 anos. “Neste período, AFD já aportou mais de 600 milhões de euros em projetos sempre alinhados com a sustentabilidade. A região Sul tem um papel estratégico para nós”, frisou.

O painel contou também com a participação do fundador e atual presidente do Instituto Cultural Floresta, Claudio Goldsztein. Surgida em 2016 a partir da mobilização de empresários gaúchos, a organização teve um foco inicial no apoio aos setores da educação e segurança pública, setor que à época vivia uma situação grave no Estado. “Preenchemos lacunas onde o Estado não consegue atender as demandas, ou por falta de recursos ou por conta das amarras da burocracia”, descreveu Goldsztein.

Além do forte apoio para aquisição de viaturas e equipamentos para os órgãos policiais e na reforma de escolas, a atuação do Instituto Floresta ganhou destaque mobilizando a sociedade para instituir no RS uma lei de incentivo para a segurança pública. O painel contou com a moderação do diretor-executivo do CoalizãoRS, Tarso Oliveira.

Texto: Ascom BRDE
Edição: Secom

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