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Barragem Jaguari impulsiona a agropecuária e reforça a segurança hídrica em São Gabriel

Estrutura amplia irrigação, reduz perdas no campo e fortalece a resiliência climática

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A imagem apresenta um plano fechado e detalhado de uma plantação agrícola saudável e vigorosa. A cena é preenchida inteiramente por folhas verdes densas, capturadas sob uma luz solar intensa que destaca suas texturas e formas.

Detalhes da Vegetação
As Folhas: As folhas possuem um formato ovalado com pontas levemente pontiagudas, características de culturas como a soja. Elas apresentam uma coloração verde vibrante, com variações de tons devido à incidência de luz e sombra.

Textura: É possível observar as nervuras detalhadas na superfície das folhas. Algumas folhas estão em foco nítido em primeiro plano, enquanto as que estão mais ao fundo apresentam um leve desfoque, criando uma sensação de profundidade e continuidade da plantação.

Iluminação e Composição
Luz Solar: A iluminação é lateral e forte, vinda da parte superior direita. Isso cria um contraste marcante entre as áreas iluminadas, que parecem quase translúcidas e de um verde mais claro, e as áreas de sombra profunda entre as camadas de folhagem.

Ângulo: A foto foi tirada de um ângulo superior, olhando diretamente para baixo sobre a plantação, o que enfatiza a densidade e a uniformidade do cultivo. Não há presença de solo visível, sugerindo que as plantas já cobrem completamente a área plantada.
Obra visa elevar produtividade de soja e arroz na região, gerando mais renda no campo - Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi

Na quarta-feira (1/4), o governador Eduardo Leite e a titular da Secretaria de Obras Públicas (SOP), Izabel Matte, anunciam a conclusão da construção da estrutura principal da Barragem Jaguari, em São Gabriel. Quando estiver em operação, a obra garantirá mais produção e renda para a região, além de ampliar a segurança hídrica e contribuir para o enfrentamento de eventos meteorológicos extremos.

Com a barragem, as águas do arroio Jaguari passarão a irrigar áreas onde atualmente não chegam, ampliando a disponibilidade hídrica para a agropecuária e reduzindo perdas no campo. O reservatório formado armazenará água em períodos de estiagem e, nos dias de chuva, ajudará a conter a elevação dos rios. Assim, a estrutura reforçará a resiliência climática da região e aumentará a previsibilidade das atividades produtivas, ao evitar grandes variações no volume de água disponível ao longo do ano.

Mais de 100 mil habitantes dos municípios de São Gabriel, Lavras do Sul e Rosário do Sul serão beneficiados. Em conjunto com a Barragem Taquarembó, em construção em Dom Pedrito, o sistema atenderá ainda os 95,6 mil moradores de Cacequi e Sant’Ana do Livramento, por meio de canais.

“A conclusão da Barragem Jaguari mostra o comprometimento do atual governo com o enfrentamento das dificuldades que enchentes e secas causam ao Rio Grande do Sul. Para os produtores de São Gabriel e dos municípios vizinhos, inicia-se um novo momento de uma agricultura e uma pecuária mais fortes e mais planejadas. Haverá mais dinheiro circulando no campo e, consequentemente, na cidade”, afirma Izabel.

O investimento total na obra foi de R$ 365,7 milhões, sendo R$ 249 milhões provenientes do Tesouro do Estado e do Fundo de Recursos Hídricos (FRH-RS) e R$ 116,7 milhões da União.

Irrigação

São Gabriel é uma área de expansão agrícola: atualmente, são cultivados 137 mil hectares de soja, o que representa um crescimento de quase 50% nos últimos dez anos. Somada ao arroz, as duas culturas correspondem a mais de 90% da área colhida no município. Ambas serão amplamente beneficiadas com a irrigação proporcionada pela Barragem Jaguari. Presente em 3,5% da área agrícola do Rio Grande do Sul, esse auxílio aumenta em 3,5 vezes a produção de arroz e duas vezes a de soja.

A estrutura também contribuirá para reduzir os impactos das crises climáticas, deixando a região menos vulnerável a perdas com as enchentes e secas, decorrentes da grande variação no volume de chuvas. O reservatório permitirá regular a oferta de água ao longo do ano: reter volumes em períodos de cheias e ampliar a disponibilidade nos momentos de estiagem.

Assim, a obra enfrenta um problema recorrente. De acordo com a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), entre 2020 e 2024, o Estado perdeu 40,6 milhões de toneladas de grãos em razão de eventos meteorológicos, considerando as principais culturas: arroz, milho, soja e trigo. No período, os produtores deixaram de faturar R$ 106,6 bilhões, enquanto a economia gaúcha deixou de movimentar R$ 319,2 bilhões em termos de PIB — montante equivalente a 49% do PIB de 2023.

Os ganhos proporcionados pela irrigação à agricultura e à pecuária estendem-se a toda a sociedade. Com mais segurança e eficiência na produção, há maior circulação de recursos pelos municípios, impactando positivamente também nas cidades, cuja economia é fortemente vinculada ao agronegócio.

“Entregar a Barragem Jaguari é possibilitar um futuro de terras mais produtivas, de maior renda para a população e de um Rio Grande do Sul mais preparado para os desafios climáticos. O governo do Estado agora é capaz de apresentar soluções para demandas históricas da população gaúcha”, afirma Izabel.

Texto: Ariel Engster/Ascom SOP
Edição: Secom

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