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Ventos gaúchos podem gerar 15.840 MW de energia elétrica

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O Governo do Estado apresentou hoje (04) a professores, pesquisadores e empresários do setor o Atlas Eólico do Rio Grande do Sul, que mapeia o potencial dos ventos gaúchos para a geração de energia elétrica através de aerogeradores. Na cerimônia, que ocorreu às 10h, no Salão Alberto Pasqualini do Palácio Piratini, o governador Olívio Dutra também assinou o decreto que institui o Programa de Apoio ao Aproveitamento do Potencial Eólico do Estado - Ventos do Sul , com o objetivo de criar condições favoráveis à atração de investimentos do setor ao Estado, como indústrias de máquinas e equipamentos e a implantação de parques eólicos. Segundo a publicação, o RS tem capacidade de gerar 15.840 MW de energia em terra firme (on shore) e 18.520 MW sobre as três principais lagoas (off shore) - Patos, Mirim e Mangueira. Dos estados brasileiros que já realizaram este estudo, destacou Olívio Dutra, o Rio Grande do Sul é o que apresenta maior potencial para a geração de energia. O Ceará com potencial de 5.820 MW e o Paraná, com 128 MW, são os outros estados que já mapearam seus ventos. Trata-se de uma energia limpa e renovável, propícia ao desenvolvimento sustentável e em conformidade com o meio ambiente. Temos investido na diversificação de nossa matriz energética, descentralizando investimentos e contribuindo para o melhor aproveitamento de nossas potencialidades também em outros setores, como a energia solar e a biomassa. Agora queremos aproveitar o vento Minuano que sopra no RS, contribuindo para o desenvolvimento do Estado, gerando emprego, renda e uma melhor qualidade de vida a milhares de gaúchos, apontou o governador. A secretária estadual de Energia, Minas e Comunicações, Dilma Rousseff, apresentou os resultados do estudo, que foi elaborado conjuntamente com a empresa Camargo Schubert Engenharia Eólica, a partir dos dados anemométricos das empresas CEEE, Wobben, Gamesa, ERB e da cooperativa Certel. Foram utilizados 21 pontos de medição no Estado. Os ventos foram captados numa altura de 50 metros, no período de um a dois anos - um ano é o tempo mínimo para a confiabilidade dos resultados. O Litoral Norte, Serra e Missões e a Metade Sul do Estado, com o Litoral Sul, Campanha e Fronteira Oeste são as principais regiões do Estado para a produção de energia eólica, com velocidades médias superiores a 7 metros por segundo (m/s), valor referencial para uma exploração adequada. Do potencial de 15.840 MW em terra firme, 3.550 MW - mais de 34% - são ventos que excedem a média de 7,5 m/s. Nas lagoas, dos 18.520 MW aferidos, 9.300 MW são acima de 7,5 m/s, com aproveitamento superior a 35%. O presidente do German Wind Energy Institute (Dewi - Instituto Alemão de Energia Eólica), Jens Peter Molly - especialmente convidado por ocasião da recente missão governamental à Alemanha - apresentou o trabalho do Instituto no apoio à pesquisa, estudos e desenvolvimento de novas tecnologias no setor. Somente na Alemanha, destacou, a produção de energia eólica gera 45 mil empregos. Investimentos Estes resultados justificam o investimento neste setor no Rio Grande do Sul. Para tanto, o Estado assinou o decreto que instala o Programa Ventos do Sul. Além de prever incentivos fiscais e financeiros - como isenção do ICMS e Fundopem - para atrair investimentos, o programa apoia-se na ampla infra-estrutura energética do Estado, que possui redes de transmissão e distribuição de energia próximas aos locais propícios para a instalação dos parques eólicos. Conforme a secretária Dilma, a estrutura gaúcha também permite o acesso aos geradores de energia eólica ao maior mercado de eletricidade do País, formado pelas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Programa Ventos do Sul, coordenado pela Secretaria de Energia, Minas e Comunicações, com a participação das Secretarias de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais, Fazenda e Meio Ambiente, habilita o Estado a atrair as indústrias de aerogeradores, torres e demais equipamentos e instalações relativos a essa atividade econômica. Segundo a secretária, há extraordinárias vantagens comparativas na instalação de parques eólicos no Rio Grande do Sul, pois os custos de capital (R$/kW instalado) e da energia produzida (R$/MWh) podem ser mais baixos do que na maioria das outras áreas promissoras do País. Projetos Durante a cerimônia, várias empresas do setor apresentaram seus projetos de exploração de energia eólica no Estado. São 11 projetos iniciais, somando investimentos superiores a US$ 700 milhões. A empresa Wobben Windpower Indústria e Comércio LTDA prevê a instalação de um parque eólico em Cidreira, com capacidade de 15 MW; a empresa Gamesa Energia Brasil trabalha com a possibilidade de instalação de sete parques nos municípios de Santana do Livramento, Piratini, São Francisco de Paula, Jaquarão, Cassino, Santa Vitória do Palmar e São José do Norte, com a geração de 620,69 MW; e a empresa Enerfim com a instalação de três parques em Osório, com a geração de 150 MW, num total de 785,69 MW gerados. Destes projetos, sete já possuem registro na ANEEL. Regulamentação Para a viabilização dos projetos, os empresários apontaram para a necessidade da regulamentação da Lei 10.438, de 26 de abril de 2002, que criou o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas (Proinfa). Pelo projeto, a Eletrobrás se compromete a comprar 3.300 MW de energias alternativas, sendo 1.100 MW de energia eólica pelo período de 15 anos. A compra deverá ser dividida entre todos os consumidores do Brasil. Neste sentido, destacou a secretária Dilma, o RS já está pleiteando junto ao Ministério de Energia a participação no projeto, disponibilizando parte dos 1.100 MW previstos em energia eólica. É mais um atrativo para a instalação das empresas no Estado, destacou. Participaram da cerimônia representando o ministro de Energia do Brasil, Laura Porto, coordenadora do setor de Energias Renováveis do Ministério de Energia; a representante do Ministério de Ciência e Tecnologia, Ivonice Campos, o secretário do Meio Ambiente do RS, Claudio Langone e o Secretário do Desenvolvimento e Assuntos Internacionais, Zeca Moraes. Encontro de Trabalho À tarde, a partir das 14h, no auditório da Procuradora Geral do Estado (PGE), na Avenida Borges de Medeiros, 1501, 12º andar, em Porto Alegre, foi realizado um encontro de trabalho que, entre outros palestrantes, contou com o presidente do Dewi, além de empresas que possuem projetos de investimentos no setor eólico no RS. Internet O Atlas Eólico do Rio Grande do Sul pode ser consultado na Internet através do site da Secretaria de Energia, Minas e Comunicações - www.semc.rs.gov.br .
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