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Um ano de GurIA: quando o Estado aprende a conversar

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Danielle Calazans
Danielle Calazans
Por Danielle Calazans

Transformação digital não é sobre tecnologia. É sobre tempo, acesso e, sobretudo, sobre gente. Só faz sentido quando reduz distâncias, entre o cidadão e o serviço, entre a necessidade e a resposta.

Ao completar um ano, a GurIA simboliza essa virada. Não é apenas uma assistente virtual baseada em inteligência artificial generativa. É um novo tipo de interface entre o Estado e as pessoas: menos formulários, mais conversa; menos etapas, mais solução.

Criada para orientar, a GurIA rapidamente evoluiu para resolver. Hoje, permite que serviços públicos sejam executados diretamente pelo WhatsApp, um canal que já faz parte da rotina dos brasileiros. A escolha não é trivial: é o Estado indo onde o cidadão está, e não o contrário.

Na prática, isso significa solicitar a Carteira de Identidade Nacional, consultar dados da CNH, verificar a situação de um veículo, apresentar condutor ou pagar o IPVA via PIX sem sair de casa. Significa substituir filas por mensagens e burocracia por fluidez.

Mas o avanço mais relevante está onde a tecnologia encontra o cuidado. Registrar uma ocorrência ou solicitar medida protetiva pela Delegacia da Mulher, com mais rapidez e discrição, é mais do que inovação, é presença do Estado em momentos críticos.

Por trás dessa experiência, há segurança. A autenticação via gov.br garante confiabilidade e permite iniciar processos de forma digital, reduzindo etapas presenciais sem abrir mão da proteção dos dados.

Há também uma mudança silenciosa, mas profunda: o Estado deixa de ser um labirinto que o cidadão precisa decifrar. Com a GurIA, é o serviço que se organiza integrando órgãos, conectando sistemas e simplificando jornadas.

Neste primeiro ano, a assistente também passou a traduzir políticas públicas, como o Plano Rio Grande, em linguagem acessível, ampliando não apenas o acesso a serviços, mas à própria informação.

Esse é apenas o começo. Novos serviços virão. Mas o mais importante já começou a acontecer: o Estado aprendeu a conversar. E, quando isso acontece, ele também começa a escutar melhor, responder mais rápido e servir de forma mais humana. A inovação, no fim, não está na tecnologia. Está na forma como ela nos aproxima.

Secretária de Planejamento, Governança e Gestão do RS

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