Tarde de campo marca abertura da colheita da soja em Tapejara
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Uma tarde de campo marcou a abertura da colheita da soja em Tapejara, no Norte do Estado. O evento ocorreu na quinta-feira (19), na propriedade da família Fontana, na comunidade Vila Campos, em parceria entre Emater e Secretaria Municipal da Agricultura e Meio Ambiente. Quatro estações foram apresentadas a agricultores e técnicos, abordando temas como perdas na colheita, uso, manejo e conservação de solo, armazenagem de grãos e agricultura de precisão.
"A colheita é a fase final, mas temos que ter cuidado para não jogar o trabalho fora. Estamos em um ano diferente, de safra boa e preços bons, mas de grande instabilidade econômica", disse o prefeito de Tapejara, Séger Menegaz. O gerente regional da Emater, Oriberto Adami, ressaltou a parceria entre a instituição e os agricultores, com reforço no foco tecnológico, na rentabilidade para o produtor, na aproximação com instituições de pesquisa e empresas privadas.
Na estação sobre perdas, uso, manejo e conservação do solo o assistente técnico regional da Emater de Passo Fundo Ivan Guarienti mostrou um aparelho para medir a infiltração da água no solo. Segundo ele, o ideal é que a infiltrção seja de 30 a 50 milímetros por hora no solo. No entanto, no local da lavoura onde foi feita a demonstração, a média da infiltração foi de 15mm/hora. "É importante discutir junto com os produtores formas de melhorar o uso e a conservação do solo, precisamos ouvi-los, conversar e encontrar práticas sustentáveis e rentáveis", disse. Entre as práticas comentadas pelo técnico estão rotação e sucessão de culturas, intercalar plantio de leguminosas e gramíneas, além das práticas tradicionais de conservação, como terraceamento e subsolagem.
Armazenagem com baixo custo
Armazenagem de grãos na propriedade foi o tema da estação demonstrada pelo técnico e chefe do escritório municipal da Emater de Tapejara, Jair Batista do Amaral. Ele apresentou as vantagens de o produtor ter um silo secador na propriedade, pois reduz as perdas quantitativas e qualitativas, reduz gastos com limpeza e secagem, evita o frete externo e agrega valor ao produto. "Com o grão na propriedade, aumenta a autonomia do produtor e o seu poder de negociação na hora de comercializar o grão", explicou. Amaral esclareceu que a Emater faz os projetos para silo secador, tem baixo custo de construção, é uma tecnologia limpa, de fácil manejo e com linha de crédito para financiamento.
Perdas na colheita
O gerente regional adjunto e assistente técnico regional da Emater, Cláudio Dóro, falou aos produtores sobre as perdas na colheita. Entre as causas estão a má regulagem das máquinas, a pressa na hora de colher e a falta de qualificação do operador da colheitadeira. Conforme Dóro, o admissível é que se tenha uma perda de até 60kg por hectare. No entanto, a média tem sido de 138kg/ha, ou seja 2,3 sacas. "É um desperdício e representa um impacto financeiro muito alto", alertou.
Texto: Vanessa Almeida de Moraes/ Emater - Regional Passo Fundo
Edição: Redação Palácio Piratini/ Coordenação de Comunicação