Serra recebe R$ 107 milhões em investimentos do governo do Estado e se torna destaque na qualificação da rede hospitalar do RS
Os aportes somam R$ 920 milhões em todo o Estado e impulsionam obras no Virvi Ramos e no Hospital Geral de Caxias do Sul
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O governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES), já destinou mais de R$ 920 milhões para qualificar a rede hospitalar do Rio Grande do Sul. Os recursos integram o Programa Avançar Mais na Saúde e contemplam 242 entidades, com foco na aquisição e instalação de novos equipamentos, além de obras de reforma e ampliação de estruturas assistenciais. Na região da Serra, os investimentos já ultrapassam R$ 107,5 milhões.
A iniciativa vem remodelando estruturas hospitalares em todas as regiões e tem como objetivo fortalecer o atendimento, modernizar serviços e ampliar a capacidade de leitos e procedimentos de média e alta complexidade. A macrorregião da Serra, composta por 37 municípios, concentra R$ 107,5 milhões em aportes, considerando valores já pagos ou em tramitação na SES. Desse montante, R$ 82 milhões foram destinados a obras em 16 hospitais e R$ 25,5 milhões financiam equipamentos para 14 instituições. Alguns hospitais receberam recursos para ambas as finalidades. Caxias do Sul, maior município da região, abriga dois investimentos de destaque: o Hospital Virvi Ramos e o Hospital Geral de Caxias do Sul, que passaram por ampliações importantes nos últimos anos.
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Virvi Ramos inaugura nova unidade materno-infantil
Inaugurada em setembro de 2025, a nova unidade materno-infantil do Hospital Virvi Ramos recebeu R$ 8,3 milhões do governo do Estado. O investimento contemplou o centro obstétrico, a unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal e a área de internação obstétrica, formando um complexo moderno e especialmente projetado para gestantes e recém-nascidos.
Segundo a diretora executiva da entidade, Cleciane Simsen, o programa fortaleceu a instituição. “Com os investimentos do Estado, avançamos em diversas áreas, como a moderna unidade materno-infantil – referência para toda a macrorregião –, o Programa TEAcolhe e o serviço Saúde 60+ RS. Recentemente, fomos contemplados com recursos para adquirir um equipamento de ressonância magnética. O maior beneficiado é o usuário do Sistema Único de Saúde (SUS), que encontra acolhimento e tecnologia de ponta”, afirmou.
O hospital assumiu temporariamente os atendimentos de maternidade em julho de 2024, após a transferência do serviço do Hospital Pompéia. Com a nova estrutura – que supera 1,5 mil metros quadrados – passou a oferecer um ambiente definitivo e totalmente equipado.
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Estrutura da nova maternidade
- Duas salas cirúrgicas para cesarianas e curetagens
- Dois leitos de observação
- Enfermaria com oito leitos
- UTI neonatal com dez leitos (um de isolamento)
- Posto de enfermagem e áreas de apoio
Entre os destaques estão três salas PPP (pré‑parto, parto e pós‑parto), que permitem que a gestante permaneça no mesmo espaço durante todo o processo de nascimento, favorecendo a humanização do parto. Outro diferencial é a sala equipada com banheira para partos naturais do tipo leboyer, técnica que prioriza luz baixa, silêncio e contato imediato com a mãe. O Virvi Ramos realiza, em média, cem partos por mês, podendo chegar a 130 na nova estrutura. É referência para 49 municípios da área da 5ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS).
Hospital Geral amplia estrutura com novo prédio anexo
Em fevereiro de 2026, a instituição recebeu as entregas oficiais das últimas etapas da ampliação: as passarelas de interligação entre os prédios e a nova subestação de energia, com três geradores e autonomia de 12 horas. Na mesma ocasião, o governo anunciou mais R$ 6,7 milhões para ampliação futura do centro cirúrgico.
A diretora-geral da instituição, Izar Behs, destaca que o Avançar Mais na Saúde modernizou áreas assistenciais e espaços voltados ao bem-estar das equipes. “Foram 91 novos leitos, que permitiram 2,9 mil internações a mais em 2025 para Caxias do Sul e outros 48 municípios”, detalhou.
Outros investimentos no Hospital Geral
- Centros obstétrico e de diagnóstico por imagem
- Repasse em junho de 2025: R$ 9,58 milhões
- Centro obstétrico
- Novos leitos de observação
- Recuperação pós-cirúrgica
- Consultórios e triagem
- Adequações para trabalho de parto
- Estágio de execução: 25% (entrega prevista para o 2º semestre de 2026)
- Diagnóstico por imagem
- Reforma da área de ressonância magnética
- Novas salas de ultrassonografia acessíveis
- Adequações ao plano diretor
- Ambientes mais humanizados
- Estágio de execução: 50%
- Repasse em junho de 2025: R$ 9,58 milhões
- Cardiologia e hemodiálise
- Repasse em dezembro de 2025, ainda em fase de licitação: R$ 4,36 milhões
- Cardiologia (R$ 2,9 milhões)
- Aquisição de aparelho de circulação extracorpórea
- Modernização da hemodinâmica para cateterismos, angioplastias e marca-passos
- Hemodiálise (R$ 1,46 milhão)
- Substituição de máquinas antigas por equipamentos de hemodiafiltração
- O Hospital Geral não reutiliza dialisadores, garantindo maior segurança aos pacientes.
- Cardiologia (R$ 2,9 milhões)
- Repasse em dezembro de 2025, ainda em fase de licitação: R$ 4,36 milhões
Transformação na realidade
A coordenadora da 5ª CRS, Tatiane Fiorio, avalia que o Avançar representou uma mudança significativa na oferta e na organização dos serviços na Serra. “Temos a terceira coordenadoria em número de municípios e a segunda em população. No mapa, as distâncias parecem curtas, mas a nossa região tem características de deslocamento e logística que dificultam muito o acesso dos municípios”, ressaltou. Segundo Tatiane, antes muitos serviços eram referenciados apenas em Caxias do Sul ou Porto Alegre. “Agora, com essa reestruturação na Serra, temos a oportunidade de abrir novos serviços e descentralizar o atendimento”, explicou.
Entre os avanços, ela cita os investimentos no Hospital Nossa Senhora da Oliveira, em Vacaria. “Foram mais de R$ 7,5 milhões aplicados pelo Estado, que permitiram, entre outros projetos, inaugurar agora em março um centro de oncologia. Esse serviço será um divisor de águas para os Campos de Cima da Serra”, relatou.
A coordenadora destaca que, antes, pacientes debilitados precisavam viajar três ou quatro horas, dependendo do município de origem, para receberem o tratamento oncológico, devendo-se considerar o mesmo tempo para retornar. “Agora, graças ao Avançar, essas pessoas poderão realizar o tratamento perto de casa”, reforçou.
Tatiane também mencionou o Hospital São Pedro, em Garibaldi, que recebeu R$ 7,8 milhões para obras, equipamentos e ampliação do bloco cirúrgico. O investimento possibilitou ao hospital aderir a novos programas e ampliar o número de atendimentos e procedimentos para a região. “Um exemplo é a litotripsia, utilizada em tratamentos renais. Antes, os pacientes precisavam ir até Erechim. Agora, esse serviço passa a ser oferecido na Serra, evitando deslocamentos longos para quem mais precisa”, enfatizou a coordenadora.
Texto: Ascom SES
Edição: Secom