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Secretária da Justiça e Direitos Humanos visita base móvel do programa “Crack, é possível vencer”

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Juçara Dutra Vieira estava acompanhada do secretário adjunto da Segurança Pública, Juarez Pinheiro
Juçara Dutra Vieira estava acompanhada do secretário adjunto da Segurança Pública, Juarez Pinheiro - Foto: Gabriel Lautenschleger

A secretária da Justiça e dos Direitos Humanos (SJDH), Juçara Dutra Vieira, visitou a base móvel do programa “Crack, é possível vencer”, na manhã desta terça-feira (29), no centro da capital. Ela foi acompanhada pelo secretário adjunto da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Juarez Pinheiro, a coordenadora do RS na Paz, Alexia Meurer, e o chefe de divisão do Departamento de Políticas Públicas sobre Drogas (Deppad) da SJDH, Tiago Prestes.

As bases móveis de videomonitoramento são micro-ônibus adaptados que auxiliam as ações de policiamento ostensivo de proximidade nas cenas de venda e consumo de crack e outras drogas. Elas servem como um pequeno centro de comando e controle, dando suporte tecnológico aos profissionais de segurança pública que acompanham, por meio de monitores, as imagens captadas por câmeras de vídeo instaladas em pontos fixos de maior vulnerabilidade.

Os micro-ônibus transmitem imagens de câmeras que estejam em um raio de até três quilômetros. Porto Alegre tem três bases, desde o ano de 2013, duas estão em funcionamento e a outra foi depredada pela ação de criminosos em um dos bairros no qual estava instalada.

Segundo a secretária, é importante que exista uma transversalidade entre as secretarias de Estado, para que a população tenha o atendimento com base nos três eixos, Prevenção, Cuidado e Autoridade, que formam a base do programa. “Essa ideia de mutirão para atender a comunidade, trazendo as Secretarias da Justiça, Saúde e Segurança, faz com que o programa funcione de forma mais efetiva”, disse. Juçara parabenizou o trabalho da equipe da Brigada Militar que trabalha nas bases.

O secretário adjunto da SSP afirmou que, além da Segurança e da Justiça, a participação da Secretaria Estadual da Saúde (SES) é fundamental para o andamento do programa. “Vamos contatar a Secretaria de Saúde, para trabalhar a questão dos usuários com vista à drogadição ter se tornado um problema de saúde pública”, concluiu.

Durante a visita encontramos dona Rosani, que é moradora da comunidade e tem uma lancheria em frente à base de videomonitoramento. Segundo ela, grande parte das pessoas que conhece e que teve algum envolvimento com drogas são jovens com carência de afeto e más companhias. “As pessoas se envolvem com drogas ou crimes muitas vezes por carência, falta afeto em casa, amor da família. As más companhias também prejudicam a conduta, é muito difícil hoje em dia educar um filho com a influência externa que existe”, finalizou.

O Major Vieira, responsável pela base, explicou que os agentes da segurança pública atuam nas bases com capacitação para que o programa trabalhe a filosofia da Polícia Comunitária, fazendo parceria que integre o cuidado ao usuário e familiares. Os profissionais estão aptos a fazer encaminhamentos de usuários aos serviços de saúde e assistência social do município, além de trabalhar o entorno das comunidades para torná-las mais seguras.

Texto e Foto: Gabriel Lautenschleger

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