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RS Sem Fronteiras destaca projeto pioneiro no país no enfrentamento à violência contra a mulher

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31.10.12: Participação da tenente-coronel Nádia Rodrigues Gerhard no programa de rádio RS sem Fronteiras, produzido pela diretoria de jornalismo da Secom.
RS sem Fronteiras - Foto: Camila Hermes/Especial Palácio Piratini

O programa de rádio RS Sem Fronteiras, produzido pela Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital (Secom), e disponibilizado gratuitamente para todas as emissoras do Estado, traz esta semana, detalhes sobre a Patrulha Maria da Penha, um projeto pioneiro e inovador que será ampliado por todo o Rio Grande do Sul, dando efetividade ao enfrentamento à violência contra as mulheres.

A iniciativa faz parte da rede de atendimento da Secretaria da Segurança Pública. Conforme a coordenadora estadual do projeto, tenente-coronel Nádia Gerhard, a proposta servirá para o combate à violência doméstica e familiar. A Patrulha foi lançada no dia 20 de julho, com policiais militares, que estão trabalhando nos Territórios de Paz de Porto Alegre, localizados na Lomba do Pinheiro, Rubem Berta, Morro Santa Tereza e Restinga.

Por ser um projeto piloto, inicialmente foi implantado nos Territórios de Paz, pelo alto índice de ocorrências registradas. No dia 29 de novembro, o bairro Guajuviras do Território de Paz de Canoas, também começará a contar o serviço. As ações são desenvolvidas por policiais qualificados para tais tipos de ocorrências e que estejam em condições de dialogar com as vitimas, disponibilizando as informações necessárias para que a medida protetiva seja registrada. Para que a Patrulha efetive seu trabalho é preciso, primeiramente, que a mulher registre o boletim, já que somente após isso é possível a fiscalização e a visita na casa da vitima, destacou Nádia.

Ainda conforme a tenente-coronel este é um projeto gaúcho, inovador e pioneiro no país. A ideia é que a Patrulha Maria da Penha seja lançada em todos os municípios em que haja o funcionamento de delegacias especializadas de atendimento a mulher. O envolvimento emocional com o agressor é um dos principais problemas enfrentados, diz a coordenadora estadual da Patrulha, já que a vergonha, dependência financeira, medo de perder os filhos, além da falta informação também são barreiras que estão sendo quebradas pelo trabalho que vem sendo desenvolvido.

Distribuímos um folder com informações sobre como a mulher deve agir em casos de violência, quais são os seus direitos e a quem pode procurar para se resguardar do agressor, afirmou Nadia. Um dos pontos positivos já diagnosticados pela Patrulha é que as mulheres não estão resistindo às abordagens, sentindo-se acolhidas e protegidas. O Estado conseguiu entrar na lacuna que existia entre medida protetiva e real obediência ao agressor, dando suporte para a mulher que se sentia sozinha.

A coordenadora relata que, até o final de setembro deste ano, 77 mulheres morreram vitimas da violência doméstica, número que ultrapassa os 46 casos do ano passado. Normalmente a vitima é jovem, não trabalha, tem de dois a três filhos e não acredita que uma ameaça pode causar sua morte, diz. De cada 10 mortas, apenas quatro tinham registrado a agressão.  Não se acaba com a violência somente com as policias, ressalta Nádia, já que para a rede ser sólida, é preciso trabalhar em conjunto com os Centros de Referência, local onde as mulheres podem sentir-se seguras anonimamente.

Nós estamos reeditando um velho ditado: em briga de marido e mulher a Secretaria de Segurança do Rio Grande do Sul mete a colher sim, disse Nádia. Para ela, é preciso que as pessoas tenham consciência de que o silencio é cúmplice da violência.

Central de Atendimento à Mulher
A Escuta Lilás é a central de atendimento à mulher da Secretaria de Políticas para as Mulheres do RS, acessada pelo telefone gratuito 0800.541.0803, junto ao Centro de Referência da Mulher Vânia Araújo Machado (CRM). Os contatos dos CRM no Interior do Estado podem ser acessado no site da Secretaria de Política para as Mulheres (http://www.spm.rs.gov.br).

Texto: Daiane Roldão
Foto: Camila Hermes
Edição: Redação Secom

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