Rio Grande do Sul se consolida como produtor de frutas de qualidade
Publicação:
Em cinco anos, a fruticultura no Rio Grande do Sul foi implantada em mais de 25 mil hectares. De acordo com o relatório anual do Programa Estadual de Fruticultura (Profruta/RS) 2008, coordenado pela Emater/RS-Ascar, já foram elaborados 18.428 projetos, com a implantação de 25.457 hectares. Até o final do ano passado, foram investidos R$ 235.181.358,00 em fruticultura.
Para a diretora-técnica da Emater/RS, Águeda Marcéi Mezomo, a fruticultura terá um destaque especial em 2009. Deverão ser realizadas atividades vinculadas à produção de citros em 228 municípios, de pêssego em 128 municípios, atingindo 6.994 produtores gaúchos, de vitivinicultura em 267 municípios, envolvendo 23.021 produtores, e serviços para a produção de banana em 30 municípios, para 4.088 produtores.
A fruticultura é importante também como alternativa para as áreas de reconversão do fumo, salienta Águeda, ao destacar o crescimento da área implantada com novos pomares na região Norte do Estado, servindo de alternativa na produção de grãos, em função das constantes estiagens.
Somente em 2008, foram implantadas 22 espécies de fruteiras, abrangendo desde frutas de clima temperado até tropicais, o que confirma a diversificação da atividade no RS. Pelo segundo ano consecutivo, a laranjeira, com 1.388 hectares, voltou a ser a fruteira mais plantada, seguida da videira, do pessegueiro e da bananeira.
Atualmente, no RS, estão implantados 138.027,60 hectares com 35 variedades de frutas. A uva, para a indústria, ocupa uma área de 41.670,90 hectares, com produção de 776.937,10 toneladas por ano, cultivadas por 17.824 produtores. Em segundo lugar em área, está a laranja, com 19.045,10 hectares, cultivados por 11.993 produtores, que obtêm 273.629,60 toneladas por safra. Em terceiro lugar em área, no Estado, está a maçã, com 15.839,20 hectares cultivados por 1.026 produtores, que, a cada safra, atingem uma produção que ultrapassa as 524 mil toneladas.
Municípios gaúchos têm buscado, na fruticultura, alternativas de geração de renda e emprego. A diversificação também é bastante difundida nas regiões que enfrentam estiagens que inviabilizam a produção de grãos. Além dessa complementação, a fruticultura pode substituir atividades pouco competitivas, em especial nas pequenas propriedades. Levantamento feito pela Emater/RS-Ascar mostra que cerca de 62 mil famílias de agricultores têm na fruticultura fonte de receita para suas propriedades no Rio Grande do Sul.