Programa quer despertar nos estudantes interesse científico no cotidiano
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Ao participar hoje (01) do seminário internacional Ciência de Qualidade para Todos, em Brasília, a secretária substituta da Ciência e Tecnologia, Renita Dametto, representando o governo gaúcho lembrou que o Estado precisa formar alunos com pensamento científico sofisticado. Renita lembrou que a globalização determina a necessidade de os cidadãos conhecerem e dominarem os avanços nas áreas científica e tecnológica. O foco de palestras e debates do encontro foi a criação de um espaço de intercâmbio e de reflexão, visando à elaboração de políticas públicas que assegurem o início de um processo inovador no Brasil. O evento é promovido pela Unesco com a parceria dos Ministérios da Ciência e Tecnologia e da Educação. Renita coordena o programa Educação em Ciência e Tecnologia, que pretende proporcionar uma revolução cultural no processo educacional no Rio Grande do Sul. Serão utilizadas ferramentas tecnológicas para despertar os estudantes, desde o ensino fundamental, para a importância e a influência científica no cotidiano. Palestrantes do Reino Unido, Espanha, Finlândia, México, Argentina e Brasil apresentaram os avanços e as dificuldades encontradas no sistema educacional de seus países. Tornou-se consenso que os países latino-americanos devem atualizar o ensino de ciências. Temos que privilegiar a ciência aplicada, mostrando às pessoas sua influência em nosso dia-a-dia e para a melhoria da qualidade de vida, disse Renita. Um dos comparativos que apontou a necessidade de avanços na América Latina foi o investimento da Espanha em educação pública. O país ibérico passou por uma reforma educacional em 2000, dando ênfase à área de ciências. O gasto médio por aluno é US$ 5 mil/ano. O gasto no Brasil, por exemplo, é 20 vezes menor. Diante da dificuldade de ampliar investimentos no Brasil, iniciativas paralelas têm apontado importantes alternativas. Dentre as sugestões para ampliar a qualidade e difusão científica, a serem assimiladas pelo programa gaúcho de Educação em Ciência e Tecnologia, está a interação da escola com equipamentos sociais, culturais e tecnológicos presentes na comunidade à qual está inserida. Podemos ter uma excelente aula de ciências indo a um hospital, uma indústria que produz ou trata dejetos, um parque, um museu de ciências, etc. São visitas conceituais monitoradas, onde se problematiza a situação que está sendo vivida, informa Renita. O seminário reservou espaço para discutir métodos de popularização da ciência e tecnologia. A finalidade é inserir o tema na agenda diária dos brasileiros, criando um ambiente favorável à ampliação dos investimentos públicos em C&T.