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Procuradoria-Geral do Estado e IPE Saúde debatem estratégias baseadas em dados no South Summit Brazil

No RS Innovation Stage, instituições apresentaram soluções inovadoras para aprimorar a saúde pública e suplementar no RS

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A imagem mostra um painel no South Summit Brazil, com quatro participantes sentados em poltronas diante de um telão grande que exibe o texto: “Quando dados orientam decisões, o resultado é mais valor público” acompanhado de três tópicos listados com marcas de seleção.
Participantes demonstraram como o uso de dados pode organizar a rede assistencial, corrigir desvios e ampliar o acesso - Foto: Paulo Garcia/Ascom PGE

Transformar dados em decisões que melhoram a vida dos gaúchos: esse foi o centro do debate promovido pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RS) e pelo IPE Saúde no painel "Saúde orientada por dados: inovação na gestão e na política pública", realizado nesta quinta-feira (26/3) durante o South Summit Brazil, em Porto Alegre. 

No palco RS Innovation Stage, espaço do governo do Estado, correalizador do evento, as duas instituições apresentaram soluções inovadoras que mostram como o uso estratégico de dados pode aprimorar a saúde pública e suplementar no Rio Grande do Sul.  

A procuradora-geral-adjunta para Assuntos Institucionais, Diana Paula Sana, ressaltou o papel estratégico da advocacia pública na interpretação qualificada dos dados da judicialização da saúde como instrumento para o aprimoramento das políticas públicas. A análise especializada busca, mais do que responder às demandas judiciais, fortalecer a atuação institucional, identificar falhas estruturais, antecipar soluções e contribuir para uma gestão mais eficiente. 

"Os dados, por si só, não transformam a realidade, mas a capacidade de agir a partir da leitura qualificada das informações é essencial para aprimorar e transformar o atendimento à sociedade gaúcha. A análise da judicialização permite compreender onde estão os gargalos e construir respostas mais efetivas, beneficiando todo o sistema de saúde”.  

O painel evidenciou as boas práticas experimentadas tanto na PGE-RS, quanto no IPE Saúde, demonstrando como o uso de dados pode organizar a rede assistencial, corrigir desvios e ampliar o acesso. A Procuradoria também destacou como a leitura estratégica das demandas judiciais pode revelar fragilidades e orientar melhorias.   

O coordenador da Procuradoria de Saúde (PSaúde), Lourenço Floriani Orlandini, frisou que a maior efetividade nas políticas públicas consolida a ideia de que uma saúde orientada por dados é, acima de tudo, uma forma de antecipar soluções. “Essa postura proativa da advocacia para perceber que a judicialização também pode indicar pontos a serem aperfeiçoados na política pública é uma ferramenta relevante para a construção de soluções mais eficientes, repercutindo benefícios para todos os cidadãos gaúchos, e não só para aqueles que possuem ação judicial.”

Experiências do IPE para avançar na prestação de serviços de saúde suplementar  

Pelo IPE Saúde, participaram do painel o diretor-presidente da autarquia, Paulo Rogério Silva dos Santos, e a assessora de Planejamento, Gabriela Flores. Eles levaram ao público o Dashboard do Programa Mais Assistência como solução de inteligência analítica aplicada à gestão da rede assistencial. A iniciativa foi desenvolvida para integrar, em uma única plataforma, dados institucionais e informações estruturadas do mercado de saúde.  

“O painel consolida indicadores da rede credenciada, distribuição territorial de profissionais, oferta por especialidade, volume de segurados e parâmetros de suficiência, permitindo análises simultâneas e dinâmicas da capacidade instalada interna e do potencial de expansão”, explicou Gabriela, que esteve à frente do levantamento e da análise dos dados. 

O diretor-presidente, que atuou como mediador do painel, ressaltou que a ferramenta cruza dados da rede própria com bases externas de mercado, viabilizando a identificação de onde há necessidades assistenciais, concentração de prestadores, possíveis desequilíbrios regionais e oportunidades estratégicas de credenciamento.

“O dado por si só, não resolve o problema. O que resolve é a capacidade de transformar informação em decisão estruturada. Nós construímos um modelo que integra dados institucionais e dados de mercado, com análise territorial, para orientar o planejamento da rede. Isso nos permitiu sair de um modelo reativo de credenciamento e avançar para um planejamento assistencial estruturado”, complementou. 

Com base nessas informações, o Programa Mais Assistência, segundo o qual o credenciamento só pode ocorrer após um chamamento público, busca ampliar a presença de médicos primordialmente no interior do Estado, onde há maior carência de profissionais.

Além do acompanhamento dos ciclos do programa, o painel sustenta decisões de priorização territorial de forma dinâmica, acompanhando fluxos migratórios. “Mais do que uma ferramenta, o que construímos foi uma mudança de paradigma: uma política pública de saúde orientada por dados, fortalecendo a transparência, a previsibilidade das ações e a capacidade institucional de planejar a gestão ou expansão da rede”, concluiu o diretor-presidente. 

Texto: Ascom PGE
Edição: Secom

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