Presidente da Emater RS conhece tecnologia pioneira de silagem de colostro
Publicação:

O presidente da Emater/RS, Mário Augusto Ribas do Nascimento, conheceu nesta quarta-feira (10), a Tecnologia Silagem de Colostro, um dos trabalhos finalistas do Prêmio Tecnologia Social do Banco do Brasil. A exposição foi feita pela autora do processo pioneiro, a médica veterinária Mara Saalfeld, do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Pelotas. O anúncio do trabalho vencedor será feito no dia 12 de novembro, em Brasília. Sem valor comercial, o colostro é descartado pelo agricultor, contaminando o ambiente. Um desperdício que pode ser evitado, assegurou a veterinária. “O colostro pode ser engarrafado em garrafas pet, bem fechadas, sem ar, e guardado no galpão para fermentação”, esclareceu Mara Saalfeldt. Após 21 dias, feita a adição de igual quantidade de água ao colostro, o produto é usado como substituto do leite. “Isso significa uma economia de R$ 120,00 ao produtor por terneira criada. Para ter este lucro o produtor precisa vender 1.000 litros de leite”, compara a especialista. A descoberta da veterinária se transformou em finalista no prêmio Tecnologia Social, promovido pela Fundação Banco do Brasil, Unesco e Petrobrás. O reconhecimento se deve, entre outros aspectos, à inovação e à economia que a tecnologia proporciona. Foram inscritos 786 trabalhos, sendo que a tecnologia da Silagem de Colostro ficou entre os 24 finalistas. A comissão julgadora deve escolher os oito melhores trabalhos para que recebam um prêmio de R$ 50 mil, que deve ser aplicado na divulgação da tecnologia. Entenda o que é a silagem de colostro O Colostro é um alimento essencial à terneira recém nascida e apresenta características nutritivas superiores ao leite. Tendo boa disponibilidade e fácil armazenamento, é possível aproveitá-lo na alimentação dos terneiros. Embora não possa ser vendido, o colostro tem mais proteínas, minerais, gorduras e vitaminas do que o leite. Enquanto o leite tem em média 3% de proteína, o colostro do dia do parto tem 14% de proteína, quase cinco vezes mais do que o leite. No segundo dia após o parto, a proteína baixa para cerca de 8%, e no terceiro dia fica em torno de 5%, valores ainda significativos se comparados ao leite. O aproveitamento proposto pela veterinária consiste na produção de silagem. No processo, o colostro é engarrafado e fermentado por 30 dias em temperatura ambiente - sem a incidência de sol. A silagem pode ser armazenada por tempo indeterminado até a sua utilização. Antes de oferecer a silagem ao terneiro, ela deve ser diluída em dois litros de água. A utilização dessa tecnologia proporciona a economia de 200 litros de leite por terneira.