OSPA sob a experiente batuta de Osman Gioia
Publicação:
Osman Giuseppe Gioia, o renomado regente carioca que foi aluno e assistente de Isaac Karabtchevsky por mais de dez anos, é o convidado da OSPA para o concerto da próxima terça, dia 27. Sob a sua experiente batuta, a OSPA retoma os concertos da Série Revelação, apresentando dois jovens nomes do cenário erudito brasileiro – o harpista Gustavo Feitosa Beaklini (Brasília) e a pianista paulista Érika Ribeiro, ambos vencedores do Concurso Jovens Solistas 2006 da OSPA. O programa da noite tem início com a Sinfonia nº 104 de Haydn, muito conhecida do público pelo subtítulo “Londres”, segue com Introdução e Allegro para Harpa e Orquestra de Ravel, e finaliza com a obra mais apreciada do repertório para piano de Ravel - o Concerto para Piano e Orquestra em Sol Maior. Na próxima terça, 4 de julho, a OSPA não realizará concerto oficial. O próximo concerto acontece no sábado, 8 de julho – 11h, na Catedral Metropolitana, com regência de Isaac Karabtchevsky. O concerto tem entrada franca. O Regente Atual Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Recife, Osman Giuseppe Gioia é graduado em Regência e Piano pela Escola de Música da UFRJ, estudou na Alemanha, através de bolsa de estudos concedida pelo governo alemão, e é Mestre em Computação Sônica pela Universidade de Brasília. Foi aluno e assistente do Maestro Isaac Karabtchevsky de 1971 a 1984, Regente Assistente da Orquestra Sinfônica e da Camerata da Universidade Gama Filho e Regente Titular da Orquestra e do Coral do Conservatório de Música de São João Del Rei. Atuou, também, como Produtor Musical do Projeto Aquarius (Jornal “O Globo”) e dos Concertos Internacionais (Rede Globo de Televisão). Em 1985, assumiu a Direção da Orquestra de Câmara da UFPE. No ano seguinte, reestruturou a Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba, da qual foi Regente até 1992. Em 1994, fundou o Coro Lírico da Escola de Música de Brasília, e de 1996 a 2000 foi Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Sinfônica da Paraíba. Os Solistas Bacharel em Música, Instrumento - Piano pela ECA-USP, a pianista Érika Ribeiro residiu em Berlim, Alemanha, nos últimos dois anos, onde se especializou junto à classe da pianista e professora Birgitta Wollenweber, na tradicional Escola Superior de Música Hanns Eisler (Hochschule für Musik Hanns Eisler - Berlin). Durante esse período, realizou também vários recitais solo no Brasil e na Alemanha, além de ter trabalhado com música de câmara junto a academistas da Filarmônica de Berlim. Em outubro passado, a pianista foi vencedora do Concurso “Nelson Freire Novos Talentos”, promovido pela Orquestra Sinfônica Brasileira, no Rio de Janeiro - RJ, tendo vários concertos agendados como solista para o ano de 2006. Venceu, também, o Concurso “Jovens Solistas da OSPA”, em 2006 e o Concurso para Jovens Solistas “Eleazar de Carvalho” São Paulo, em 2005. Érika, que é orientada atualmente pelo pianista Eduardo Monteiro, realiza, também, intensa atividade como pianista acompanhadora e camerista. Natural de Brasília, Gustavo Beaklini começou seus estudos de harpa aos 15 anos. Atualmente, cursa o quarto semestre de Graduação em Harpa na Universidade Federal do Rio de Janeiro, sob a orientação da professora Wanda Eichbauer. É integrante da Orquestra Sinfônica da UFRJ, orquestra que já lhe concedeu prêmio em concurso de solista. Como harpista convidado, já fez participações especiais em importantes orquestras do país, tais como a Orquestra Sinfônica do Paraná e Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Apresentou-se em importantes salas de concerto do país como Teatro Nacional em Brasília, Palácio das Artes em Belo Horizonte, Teatro Municipal do Rio de Janeiro e Teatro Guaíra em Curitiba. Participa ativamente do Curso Internacional de Verão da Escola de Música de Brasília e do Festival Vale do Café em Vassouras/RJ. Foi premiado no Concurso Jovens Solistas de 2006 da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. O programa O compositor austríaco Joseph Haydn (1732-1809) produziu tanto durante sua vida que listar suas obras torna-se uma tarefa árdua. O catálogo de suas obras do Dicionário Grove de Música e Músicos ocupa aproximadamente 40 páginas, mais espaço do que o artigo dedicado a Brahms. Assim como nas Sinfonias de Beethoven, a 104ª Sinfonia de Haydn é notável pelo uso recorrente do material temático como criador da organicidade entre os movimentos. As principais células temáticas são apresentadas na introdução (Adagio) do primeiro movimento (Allegro), assim como a fundação motívica da Sinfonia. O compositor francês Maurice Ravel (Ciboure - 1875; Paris - 1937) com sua obra Introdução e Allegro para Harpa e Orquestra de 1905 traz à tona toda a vivacidade de cores que praticamente esgota as possibilidades técnicas do instrumento. A construção concisa - típica de Ravel, seja nos aspectos da forma ou da orquestração, contribuem para o acabamento desta obra virtuosística. Esta obra destaca-se das demais porque nesta época Ravel procurava encontrar uma linguagem própria diferenciada daquela usada por Debussy, buscava ser original sem perder sua identidade de francês refinado, buscava uma elegância que o destacasse dos demais compositores e que o livrasse das pesadas críticas. Apelando para seus dotes inequívocos de orquestrador, Ravel certamente atinge os objetivos propostos. Em 1929, Ravel decidiu compor um imponente concerto para piano. A obra seria um mostruário da sua notável virtuosidade enquanto pianista e de seus talentos enquanto hábil orquestrador. Certa parte do material melódico vem de obras anteriores e outras partes são fortemente influenciadas pelo entusiasmo do jazz (que estava tomando o mundo de assalto). Durante a preparação desta obra, Ravel passou por duas interrupções, um festival em sua homenagem e o pedido do pianista Paul Wittgenstein, após perder seu braço direito na 1ª Grande Guerra, por um Concerto para mão esquerda. O adiamento da estréia para 1931 o impediu de ser o pianista, estava fisicamente comprometido. Estreado por Marguerite Long em 1931, o Concerto em Sol Maior de Ravel nos proporciona diferentes momentos de intenso arrebatamento, seja no primeiro movimento de intensa vivacidade rítmica, no lirismo dilacerante do segundo movimento ou na contagiante alegria do finale. SERVIÇOS: Quando: terça-feira, 27 de junho, às 20h30min Onde: Teatro da OSPA (Av. Independência, 925) Valor do Ingresso: R$ 15,00 (50% de desconto para estudantes e pessoas acima de 60 anos) 30% de desconto para assinantes do Clube ZH