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Infraestrutura, logística e o papel das concessões na competitividade do Rio Grande do Sul

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Por Artur Lemos

O desenvolvimento de um Estado não acontece por acaso. Ele nasce da capacidade de transformar visão estratégica em decisões concretas, de entender que infraestrutura não é despesa: é fundamento para o presente e alicerce para o futuro. Quando falamos de logística, rodovias, concessões ou modelos modernos de gestão, estamos falando da espinha dorsal que sustenta desde o pequeno produtor até o grande complexo industrial.

Ao longo dos últimos anos, o Rio Grande do Sul compreendeu que depender apenas do orçamento público para manter e modernizar estradas significava conviver com gargalos permanentes, obras lentas e custos elevados para quem produz. As concessões surgiram desse diagnóstico realista: garantem previsibilidade, investimentos contínuos, manutenção permanente e padrões de segurança que o modelo tradicional não consegue entregar na velocidade que a economia exige.

Mais do que qualquer disputa ideológica, esse é um debate sobre resultados. Concessões bem estruturadas trazem metas claras, prazos obrigatórios e uma lógica de fiscalização que transforma o Estado em um planejador capaz de cobrar, acompanhar e garantir a qualidade daquilo que chega ao cidadão. O objetivo é entregar uma infraestrutura mais segura, eficiente e compatível com o tamanho da responsabilidade de quem move a economia do Rio Grande.

Logística leva alimentos para a mesa, medicamentos para quem precisa, insumos para quem produz e oportunidades para quem trabalha. Quando a estrada funciona, o Estado inteiro funciona. Uma rodovia duplicada significa menos acidentes, maior fluidez, menor custo logístico e mais competitividade para todos.

A participação da sociedade nas consultas públicas é parte essencial desse processo. Elas existem para melhorar os projetos, trazer percepções diversas e aperfeiçoar aquilo que está sendo construído. É um processo vivo, que se enriquece com contribuições técnicas e sugestões objetivas. Em outros projetos importantes, mudanças ocorreram exatamente porque a sociedade participou, avaliou, pontuou e ajudou a aprimorar.

Também é preciso reconhecer que o Estado já tomou decisões equivocadas no passado, como aconteceu a partir de 1999, quando a demonização das concessões paralisou parcerias essenciais com o setor privado e atrasou investimentos que hoje fazem falta ao desenvolvimento regional.

Aprender com a história é fundamental para que não se repitam os mesmos erros. O que enfraquece o debate não é a discordância, mas a ausência de propostas. Ser contra sem apresentar caminhos não contribui para o futuro e, muitas vezes, apenas ocupa espaço no momento, sem assumir responsabilidade pelos impactos que essas decisões terão daqui a 15 ou 20 anos.

Defender infraestrutura é defender desenvolvimento. O mesmo governo que investe em escolas, hospitais e segurança pública precisa ser compreendido quando propõe modernizar estradas, criar novos corredores logísticos e adotar modelos que tragam eficiência e qualidade. Não existe Estado forte com logística fraca. E não existe justiça regional quando a competitividade se perde no caminho entre a produção e o porto.

Construir, modernizar e decidir exige coragem. É caminhar mesmo quando o terreno é difícil, quando as incompreensões aparecem e quando a pressão política tenta empurrar o Estado para a paralisia. Liderar é escolher o caminho certo, não o mais confortável. É pensar no amanhã de quem depende dessas decisões, mesmo que isso custe desgaste no presente.

Secretário-chefe da Casa Civil

 

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