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Informação e assistência auxiliam a sexualidade dos idosos

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Falta de informação e preconceito são os maiores obstáculos para uma vida sexual saudável na terceira idade e precisam ser combatidos com muito diálogo e reforço na atenção à saúde do idoso. A conclusão é do 3° Encontro Estadual da Pessoa Idosa, que apresentou um balanço da Política Estadual de Saúde do Idoso e discutiu a sexualidade e sua influência na qualidade de vida de quem tem mais de 60 anos. No Rio Grande do Sul, essa faixa etária representa 12,9% da população - o equivalente a 1,4 milhão de pessoas.

Promovido nesta quarta-feira (30)  pelo Departamento de Ações em Saúde da Secretaria Estadual da Saúde (SES), o evento reuniu técnicos da pasta, profissionais da área de saúde e público interessado no tema. 

Não há aposentadoria em termos de sexualidade. A idade não dessexualiza ninguém; a sociedade, sim, provocou a psicóloga Lúcia Pesca. Segundo a especialista, a perda da privacidade é um dos fatores que atrapalham a vida sexual do idoso.

O urologista Paulo Turki, da seção de Saúde do Homem da SES, atribui aos estereótipos e à falta de informação a frequente postura pessimista dos idosos em relação a sua sexualidade. Mas ressalvou: A maioria dos homens idosos deseja e é capaz de usufruir uma vida sexual satisfatória.

Os palestrantes salientaram que informação e assistência adequada são fundamentais para auxiliar as pessoas a lidarem com as mudanças provocadas pelo amadurecimento do corpo em sua libido, especialmente as alterações decorrentes de tratamentos comuns às pessoas de mais idade.

RS Amigo do Idoso
A expectativa de vida no Rio Grande do Sul é de 75 anos - 71,38 anos para os homens e 78,81para as mulheres. O índice aproxima-se do de países desenvolvidos. Para melhorar as condições de vida dessa população, que só vem crescendo, o governo do Estado implantou, em 2007, o programa RS Amigo do Idoso, que faz parte do Programa Estruturante Nossas Cidades e estendeu às secretarias de Ciência e Tecnologia, de Justiça e Desenvolvimento Social, de Cultura e da Agricultura uma responsabilidade que antes era somente da Secretaria da Saúde.

O trabalho do programa é pautado pela política de envelhecimento ativo proposta pela Organização Mundial de Saúde e articula ações das secretarias estaduais com os municípios, explica a consultora da Unesco Michelle Clos. O programa começou em 15 municípios e desde então recebeu outras 113 adesões.

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