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História missioneira e empreendedorismo pautam última tarde do Aldeia do Conhecimento

Integrando a programação do Conecta Missões, encontro foi conduzido por Marianita Ortaça

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Marianita Ortaça iniciou o encontro com uma canção de Pedro Ortaça que inspira a criação de seus produtos
Marianita Ortaça iniciou o encontro com uma canção de Pedro Ortaça que inspira a criação de seus produtos - Foto: Jean Dettenborn/Ascom Sedac
Por Ascom Sedac

Na tarde deste domingo (29/3), o salão azul do Clube Gaúcho, em Santo Ângelo (RS), recebeu as últimas atividades do seminário Aldeia do Conhecimento, dentro da programação do Conecta Missões. A plateia acompanhou três painéis sobre a história e o legado missioneiro, e sobre como empreender a partir da identidade cultural da região. As atividades foram conduzidas pela artista Marianita Ortaça, patrona dos Festejos Farroupilhas 2026, e contaram com a participação do professor de História e presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Luiz Gonzaga, Anderson Amaral, e da consultora de empreendedorismo Belle Castro.

Amaral apresentou o funcionamento das Reduções Jesuíticas a partir da integração entre europeus e indígenas
Amaral apresentou o funcionamento das Reduções Jesuíticas a partir da integração entre europeus e indígenas - Foto: Jean Dettenborn/Ascom Sedac
Com a temática “História viva das Missões: porque nossa história é nosso diferencial”, Amaral falou sobre o modo de vida das Reduções Jesuíticas que fundaram a região das Missões. Ele citou o trabalho artesanal e a organização política e econômica das comunidades, além das práticas religiosas. “Quando vamos tratar da nossa vida, das nossas famílias, a história estará presente sempre, não tem como falar da gente sem falar da nossa história”, contextualizou. 

O professor destacou os aspectos singulares da trajetória missioneira, fruto do encontro entre os saberes ancestrais dos Guarani e a técnica européia dos Jesuítas, que, segundo ele, tornam a experiência missioneira única. “Essa é uma história do mundo, mas há um recorte que só aconteceu aqui, não aconteceu em nenhum outro continente. A experiência dos sete povos saiu daqui como um exemplo para o mundo”, contou. Para Amaral, “as missões demonstraram, de forma concreta e duradoura, que outra forma de organização humana é possível, e que elas não são apenas ruínas do passado, são ponte para o futuro”, concluiu. 

Na sequência, a partir das 15h, foi a vez da empreendedora e musicista Marianita Ortaça compartilhar experiências pessoais no setor da economia criativa. Ela apresentou a empresa que administra, afirmando que é “uma forma de colocar arte, música e história numa marca, um movimento de significado e de amor”. 

Painel conectou cases de empreendimentos, história e cultura missioneira
Painel conectou cases de empreendimentos, história e cultura missioneira - Foto: Jean Dettenborn/Ascom Sedac

Com o título “Empreendedorismo com propósito e identidade missioneira”, Marianita falou sobre a articulação entre as diferentes áreas de atuação que moldaram o negócio: música, psicologia e empreendedorismo. “Sem a psicologia, não trabalharia o tema do empreendedorismo; sem a música, não pensaria o meu negócio no contexto da economia criativa”, destacou, reforçando que a história missioneira e o orgulho de ser da região estão na base do seu negócio.

Belle Castro mostrou trabalho de posicionamento e como transformar história e cultura em marca de sucesso
Belle Castro mostrou trabalho de posicionamento e como transformar história e cultura em marca de sucesso - Foto: Jean Dettenborn/Ascom Sedac
Para fechar a tarde de troca de experiências e conhecimento, a consultora Belle Castro falou sobre “Branding e criação: como transformar sua história e cultura em marca e produto”, com o foco em técnicas e ferramentas para a construção e reposicionamento de marcas. 

Segundo ela, é necessário identificar pilares que diferenciam o negócio e transmitir para o público-alvo mensagens alinhadas com o propósito e a essência de cada negócio. “Nós temos que identificar quais são os elementos que nos diferenciam dos outros para não sermos apenas mais um fazendo o mesmo”, pontuou. 

A profissional apresentou o case da Grife Marianita Ortaça, falando sobre os estudos e as ferramentas que têm sido aplicadas para a consolidação da marca de São Luiz Gonzaga. O empreendimento é inspirado pela história de Pedro Ortaça e os troncos missioneiros, com o propósito de valorizar a história e o legado da região. “O Brasil tem uma história profunda, autêntica, e se conseguirmos transmitir essa originalidade nas nossas marcas, a gente consegue se diferenciar e crescer“, concluiu Belle. 

Sobre o Conecta Missões

Um dos principais eventos do calendário oficial de comemorações dos 400 Anos das Missões Jesuíticas Guaranis, o Conecta Missões reuniu uma programação integrada e voltada ao desenvolvimento do território missioneiro. Entre os dias 23 e 29 de março, painéis, seminários, exposições, feiras, turismo, atrações culturais e evento gastronômico movimentaram Santo Ângelo, cidade polo da região.

A iniciativa é apresentada pela Secretaria da Cultura (Sedac) e organizada pela Associação dos Municípios das Missões (AMM) e pela Fundação dos Municípios das Missões (Funmissões). Realizada com o patrocínio do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul), tem o apoio do Degusta Missões, Viva o RS Summit, Canto Missioneiro, Sebrae, Wine Locals e prefeitura municipal de Santo Ângelo.

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