Governo do Estado lança painel com informações sobre o ecossistema da economia criativa no Rio Grande do Sul
Plataforma elaborada pelo Programa RS Criativo e DEE reúne dados sobre emprego, renda e estabelecimentos do setor
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O governo do Estado disponibilizou para consulta o Painel da Economia Criativa, ferramenta de inteligência criada para apoiar o ecossistema da indústria criativa gaúcha, facilitando a visualização de dados e oferecendo informações consolidadas de forma acessível. A elaboração do diagnóstico é fruto de uma parceria entre a Secretaria da Cultura (Sedac), por meio do Programa RS Criativo, e a Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), por meio do Departamento de Economia e Estatística (DEE), responsável pela criação e atualização do painel digital interativo.
O documento reúne informações como total de empregos e estabelecimentos do setor, distribuição por tipo de atividade, faixa etária, gênero, raça/cor e domínio cultural, número médio de empregados e remuneração média por domínio cultural. Além disso, é possível refinar a pesquisa usando filtros geográficos (municípios, Coredes ou Regiões Funcionais) e por períodos.
A coordenadora do Programa RS Criativo, Juliana Sehn, ressaltou a importância da parceria e da construção conjunta desta iniciativa: “A integração entre conhecimento técnico, inteligência de dados e atuação intersetorial demonstra que políticas públicas eficientes podem ser construídas de forma colaborativa, conectando diferentes competências institucionais em torno de uma estratégia comum de desenvolvimento”, afirmou.
Juliana avaliou que a iniciativa representa um avanço estratégico para a consolidação de políticas públicas baseadas em evidências no Rio Grande do Sul. “A economia criativa é transversal, dinâmica e muitas vezes invisibilizada nas leituras econômicas tradicionais. Ter um sistema estruturado de monitoramento de dados significa não apenas compreender a dimensão real desse setor na geração de renda, emprego e desenvolvimento territorial, mas também qualificar a tomada de decisão pública, identificar vocações regionais e ampliar a capacidade de investimento e articulação intersetorial do Estado”, completou.
Informações sobre o setor
Presente em todo o Rio Grande do Sul, a economia criativa engloba os ciclos de criação, produção e distribuição de bens e serviços que usam a criatividade, a cultura e o capital intelectual como insumos primários. Cada um dos setores criativos (cultura, mídias, tecnologia e criações funcionais) estimula a geração de renda, criam empregos, produzem receitas de exportação e desenvolvem colaborativamente setores mais tradicionais da economia, ao mesmo tempo que estimulam a diversidade cultural e o desenvolvimento humano.
Ao promover o acesso aberto e estruturado às informações, a nova ferramenta do governo do Estado possibilita visualizar, analisar e compartilhar dados de forma eficiente e intuitiva, fortalecendo a confiança nas instituições públicas e reforçando o compromisso do Estado com processos baseados em informações consistentes para formulação e acompanhamento de políticas públicas.
Para o diretor do Departamento de Economia e Estatística (DEE/SPGG), Tomás Pinheiro Fiori, o estudo ilustra a missão de coleta, estruturação e disponibilização de informações socioeconômicas com padrão metodológico sólido e contínuo no tempo. “Essa curadoria de um órgão oficial é muito importante em temas nos quais as abordagens são tão diversas e por vezes contraditórias, como nos estudos sobre a economia criativa”, enfatizou.
Além da publicidade de informações, a criação do painel busca promover a interoperabilidade entre secretarias; oportunizar a governança de dados; garantir a catalogação das informações; promover o compartilhamento de dados seguros; e estabelecer uma base metodológica sólida para medir a dimensão e o potencial da economia criativa gaúcha.
Início do projeto
Para a elaboração da nova ferramenta foi necessário, antes, construir uma base de dados sobre o setor da economia criativa, de acordo com critérios de classificação reconhecidos na literatura. Assim, nasceu a plataforma DataRS, disponibilizada pelo DEE no mês de abril. Ela apresenta um repositório de estatísticas oficiais e dados socioeconômicos estaduais que permite a consulta e a visualização de diferentes variáveis, unidades geográficas e períodos de abrangência, na forma de tabelas, mapas e gráficos.
O trabalho foi estruturado a partir de dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), em alinhamento com o Sistema de Informações e Indicadores Culturais 2013-2024 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A DataRS reúne informações sobre vínculos, ocupações, estabelecimentos e remuneração média dos trabalhadores, categorizadas por domínio cultural e por eixos (centrais e periféricos).
A construção dos indicadores é realizada por meio da filtragem da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (Cnaes) e da Classificação Brasileira de Ocupações (CBOs), observando faixa etária, grau de instrução, raça/cor e sexo, contemplando informações sobre ocupações criativas e não criativas.
A existência dessa base de dados consolidada fornece insumos para pesquisas e para a criação de painéis interativos, além de oferecer um panorama abrangente do setor criativo para empreendedores, gestores, produtores culturais, pesquisadores e demais interessados.
Outras fontes de pesquisa
Além do DataRS e do Painel da Economia Criativa, no site do RS Criativo o usuário pode encontrar, no eixo observatório, outras fontes de dados e pesquisas do próprio DEE e de outras instituições como, por exemplo, o Observatório da Economia Criativa da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs).
Texto: Ascom RS Criativo e Ascom Sedac
Edição: Secom