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Governo do Estado inicia jornada de formação para enfrentamento da violência no campo

Ação busca ampliar o conhecimento sobre identificação, acolhimento e encaminhamento de situações de violência no meio rural

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Foto mostra palestrante conduzindo atividade no salão cheio de mulheres. Todas estão de pé.
Iniciativa prevê qualificação técnica e integração com os serviços municipais e estaduais de proteção às mulheres - Foto: Ascom Emater/RS-Ascar

O governo do Estado, por meio da Emater/RS-Ascar, iniciou uma jornada de formação voltada à qualificação de seus extensionistas para atuação no enfrentamento à violência contra as mulheres do campo. A iniciativa é desenvolvida em parceria com a Secretaria da Mulher (SDM) e busca ampliar o conhecimento das equipes da Instituição sobre identificação, acolhimento e encaminhamento de situações de violência no meio rural.

O projeto surgiu diante da crescente preocupação com os casos de violência contra as mulheres no Rio Grande do Sul e da necessidade de fortalecer a atuação das redes de proteção também nas comunidades rurais. A proposta prevê atividades de formação voltadas aos empregados da instituição, com foco na qualificação técnica e na integração com os serviços municipais e estaduais de atendimento às mulheres.

Segundo a gerente técnica adjunta da Emater/RS-Ascar, Fabrícia Tadia, a instituição possui longa trajetória de trabalho junto às mulheres rurais e reconhece a importância de ampliar a preparação das equipes para abordar o tema de forma adequada. “Entendemos que é necessário qualificar os nossos extensionistas para que possam identificar possíveis situações de violência, compreender os diferentes tipos de agressão e atuar de forma responsável e articulada com as redes de proteção existentes nos municípios”, afirmou.

A primeira etapa do projeto foi realizada na sexta-feira (26/6), por meio de uma videoconferência destinada a todos os empregados da instituição. A atividade apresentou os objetivos da iniciativa e abordou aspectos relacionados à legislação, aos direitos das mulheres e às formas de enfrentamento da violência doméstica. Ao longo do processo, serão promovidas três lives técnicas, abordando temas como os diferentes tipos de violência, a Lei Maria da Penha, os fatores de risco presentes no meio rural e as formas adequadas de acolhimento e encaminhamento de casos. Também estão previstos momentos presenciais durante os Dias de Campo de Saúde do Trabalhador, com a participação de equipes técnicas da SDM.

Promovendo escuta qualificada

Entre os objetivos da jornada estão o nivelamento do conhecimento das equipes sobre os direitos das mulheres, o desenvolvimento de habilidades de escuta qualificada, a identificação precoce de situações de risco e o fortalecimento da articulação entre a Emater/RS-Ascar e as redes municipais e estadual de proteção às mulheres. De acordo com Fabrícia, o trabalho junto aos grupos de mulheres rurais já faz parte da rotina da instituição, mas a proposta agora é consolidar uma ação institucional permanente. “Queremos fortalecer e qualificar nossos colegas para que possam atuar com segurança e responsabilidade. Defender e proteger as mulheres do campo também significa contribuir para a sustentabilidade social e econômica das famílias rurais”, destacou.

A gerente-adjunta ressalta que a violência doméstica afeta não apenas as vítimas diretas, mas também compromete a organização familiar, a gestão das propriedades e a permanência das pessoas no meio rural. “A violência desestrutura o núcleo familiar, impacta a produção, acelera o êxodo rural e compromete o desenvolvimento das comunidades. Por isso, entendemos que o enfrentamento desse problema é uma responsabilidade coletiva”, observou.

A expectativa da Emater/RS-Ascar é que a capacitação contribua para ampliar a prevenção, fortalecer a rede de apoio às mulheres rurais e qualificar a atuação da Extensão Rural e Social diante de situações de violência. “Sabemos que não é possível resolver um problema tão complexo de forma isolada, mas queremos contribuir para reduzir os casos de violência e prevenir novas ocorrências, fortalecendo o cuidado, a proteção e a dignidade das mulheres do campo”, concluiu Fabrícia.

Texto: Ascom Emater/RS-Ascar
Edição: Secom

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