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Governo do Estado destaca ações de inclusão e acessibilidade no South Summit Brazil 2026

RS em Libras qualifica comunicação de pessoas surdas em serviços do Estado e novos projetos aprimoram atenção a PcD

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Foto mostra três palestrantes no palco, sentado. Um deles é cadeirante. Eles falam diante da plateia. Atrás, há uma tela com o nome da palestra e a foto de um cadeirante, com terno, diante de uma mesa de computador em um ambiente de escritório.
RS em Libras consiste na tradução em tempo real, via videochamada, da Língua Portuguesa para a Língua Brasileira de Sinais - Foto: Giovanni Disegna/Ascom SJCDH

O governo do Estado, por meio da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), apresentou na sexta-feira (27/3) o serviço digital RS em Libras e outros projetos que têm sido desenvolvidos para a garantia de acessibilidade e inclusão no Rio Grande do Sul. A divulgação ocorreu no palco RS Innovation, do South Summit Brazil 2026, evento correalizado pelo governo do Estado. 

O serviço digital RS em Libras, lançado em 2024, busca facilitar a comunicação entre pessoas surdas e ouvintes. O recurso consiste na tradução em tempo real, via videochamada, da Língua Portuguesa para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), e vice-versa, através de intérpretes. A ferramenta é disponibilizada por aplicativo, gratuitamente, 24 horas por dia, sete dias da semana.

Foto mostra três palestrantes no palco, sentado. Um deles é cadeirante. Eles falam diante da plateia. Atrás, há uma tela com o nome da palestra e a foto de um cadeirante, com terno, diante de uma mesa de computador em um ambiente de escritório.
SJCDH quer consultar os Coredes sobre demandas de tecnologias assistivas para inclusão de pessoas com deficiência em cada região - Foto: Giovanni Disegna/Ascom SJCDH

Segundo o diretor de Diversidade e Inclusão da SJCDH, Clairton Pivoto, a intenção é que, gradativamente, o RS em Libras seja disponibilizado para todos os serviços do Estado. “Esse serviço nos orgulha muito, porque disponibiliza a acessibilidade em sua forma mais pura, com a pessoa surda podendo se comunicar em sua língua principal, que é a Libras”, comentou Pivoto. 

Para o titular da SJCDH, Fabrício Peruchin, é uma satisfação atuar na transformação do ambiente digital do Rio Grande do Sul. “O nosso Estado é líder no ranking nacional de serviços públicos digitais, segundo o Centro de Liderança Pública, e esse é o sinal de que estamos no caminho certo, oferecendo o RS em Libras, e investindo nos projetos que temos pela frente”, destacou Peruchin. 

Dois projetos da SJCDH têm sido delineados em parceria com universidades e o setor privado. Um deles é o Centro de Acesso, Pesquisa e Inovação em Tecnologia Assistiva Gaúcho (Capta), desenvolvido com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para a criação, aplicação, avaliação e difusão de Tecnologias Assistivas (TA), com foco a promoção da acessibilidade, inclusão social, e autonomia das pessoas com deficiência no Rio Grande do Sul. 

Foto mostra três palestrantes no palco, sentado. Um deles é cadeirante. Eles falam diante da plateia.
Projeto com a Ufrgs busca construção de mapa digital que reúna informações sobre pessoas com deficiência no Estado - Foto: Giovanni Disegna/Ascom SJCDH

De acordo com o subsecretário de Direitos Humanos da SJCDH, Miguel Medina, a intenção é que os 28 Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes) possam ser consultados para a definição das principais demandas em tecnologias assistivas que possam auxiliar na inclusão de pessoas com deficiência em cada região. “Num evento como o South Summit, temos de falar em inclusão, pois na nossa sociedade a inclusão depende da criação e adoção de mecanismos e políticas que garantam que todos e todas sejam atendidos”, pontuou Medina.

Outro projeto pensado em parceria com a Ufrgs busca a construção de um mapa digital que reúna diversas informações sobre pessoas com deficiência no Estado. “Queremos compreender onde as pessoas com deficiência moram, que serviços acessam, qual a renda, como é a constituição familiar, porque para desenvolver políticas públicas temos de ter dados reais sobre essa população”, frisou Medina.

Texto: William Boessio/Ascom SJCDH
Edição: Secom
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