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Estado recebe empresa japonesa que vai investir US$ 100 milhões no RS com primeiro projeto de energia eólica flutuante do Brasil

Iniciativa será instalada próxima ao Porto de Rio Grande e tem previsão de início em 2029

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A fotografia registra um encontro institucional entre representantes do Governo do Estado e executivos, celebrando um investimento em energia renovável. Três homens estão em pé, sorrindo para a câmera, posicionados à frente de um painel oficial.

Elementos Principais
Os Participantes: * À esquerda: Um homem de óculos e paletó cinza sobre camisa branca.

Ao centro: Um homem com paletó cinza claro xadrez e camisa branca sem gravata.

À direita: Um homem de óculos, paletó cinza escuro, camisa branca e gravata com estampa discreta.

O Objeto Central: Os três homens seguram juntos uma maquete de uma turbina eólica flutuante. A miniatura tem uma base amarela (que representa a plataforma flutuante) e uma torre branca com três pás de hélice.

O Plano de Fundo: * Logo atrás deles, há um painel branco repetindo o logotipo oficial do Governo do Estado do Rio Grande do Sul e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

À direita, vê-se a bandeira do Rio Grande do Sul em um mastro e um totem preto com a palavra "Invest" e o logotipo da agência de fomento estadual.

Ambiente
O cenário é um gabinete ou sala de recepção oficial com teto de placas brancas e divisórias de madeira, indicando um ambiente governamental formal.

Resumo visual: A imagem simboliza a chegada de um grande investimento tecnológico ao estado. O foco na maquete da turbina eólica flutuante destaca o pioneirismo do projeto de energia limpa mencionado no título.
Projeto piloto poderá gerar até 10 mil empregos diretos e indiretos no Estado - Foto: Taís Texeira/Ascom Sedec

Uma maneira inédita no Brasil de produção de energia mais sustentável foi tema de uma reunião entre as Secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sedec), do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) e a JB Energy, empresa japonesa especializada em energia eólica offshore (em alto-mar). Durante o encontro, a companhia apresentou o Aura Sul Wind, o primeiro projeto-piloto de energia eólica offshore flutuante do país, que será instalado em águas profundas próximo ao Porto de Rio Grande, consolidando o Estado como polo estratégico da transição energética. Com um investimento inicial de US$ 100 milhões e previsão de geração de 5 mil a 10 mil empregos diretos e indiretos, a instalação está prevista para 2029.

A plataforma flutuante é projetada para águas profundas, acima de 50 metros, onde fundações fixas não são viáveis. A tecnologia utilizada pela empresa se destaca por sua estrutura modular de concreto armado, uma alternativa que reduz em até 50% tanto o custo quanto o tempo de construção, e pode ser realizada na parte portuária e, posteriormente, transportada por rebocadores até o local onde será instalada e ancorada. 

A instalação em áreas mais afastadas da costa também resulta em menor impacto ambiental e visual. Outro diferencial é a durabilidade da estrutura, com vida útil estimada de 25 anos, além da baixa manutenção em ambiente marinho. O projeto é considerado binacional, entre Brasil e Japão. Será utilizada a tecnologia japonesa do flutuador, adaptada à cadeia de suprimentos brasileira.

O diretor-presidente (CEO) da empresa, Rodolfo Gonçalves, explicou que o projeto está em sua primeira fase, e que, em uma parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil no RS (Sinduscon-RS), será apresentado a empresas do Estado que possam atuar em sua construção. O Aura Sul Wind também foi divulgado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), para que os grupos de pesquisa – tanto de engenharia quanto do setor ambiental – possam se envolver. Gonçalves explicou que o projeto já tem o termo de referência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e que a empresa tem trabalhado a questão do licenciamento ambiental desde o início.

RS em destaque

Além da boa capacidade dos ventos, a escolha pelo Rio Grande do Sul, segundo a empresa, se deu em razão de o Estado possuir uma indústria naval consolidada, principalmente no município Rio Grande, cujo estaleiro já tem experiência em estruturas flutuantes por conta do trabalho para grandes projetos de óleo e gás para a Petrobras. A atividade de manutenção dos futuros parques eólicos também foi destacada, uma vez que o RS possui um ecossistema completo para isso. “Esse é um projeto muito grande, que passa pela academia, pela geração de emprego, pela preparação de recursos humanos e pela indústria”, explicou Gonçalves.

Além do alinhamento com agendas globais de descarbonização, o projeto está em consonância com o habilitador “Recursos Naturais”, do Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável do RS, que prevê o incentivo às energias renováveis. A parceria com o Japão também representa uma oportunidade de inserir o Estado em redes internacionais de inovação energética. 

A JB Company foi uma das participantes da reunião estratégica voltada à descarbonização dos portos, com foco no avanço da energia eólica offshore, promovida pela Portos RS e pela Invest RS, com apoio da Sedec, realizada na sede da agência de atração de investimentos, em São Paulo. O encontro reuniu representantes de portos, investidores e autoridades do setor para discutir oportunidades na transição energética e apresentar o potencial competitivo do Estado. A reunião com a pasta é um dos desdobramentos desta agenda.

Durante o encontro, o titular da Sedec, Leandro Evaldt, destacou a importância do projeto para acelerar a transição energética e reforçou o compromisso do governo em apoiar projetos que tragam inovação e desenvolvimento econômico. O secretário reforçou, também, que o Aura Sul Wind irá impactar nas cadeias produtivas locais, como a indústria, os serviços e a logística.

“Esse projeto de energia eólica offshore pode colocar o Rio Grande do Sul em posição de destaque nos cenários nacional e internacional, atraindo investimentos e gerando empregos qualificados. Estamos diante de uma oportunidade histórica de transformar o Estado em um polo de energia limpa, garantindo benefícios ambientais e sociais para toda a população”, afirmou Evaldt.

Também participaram da reunião o diretor de Energia da Sema, Rodrigo Huguenin, e o subsecretário de Infraestrutura, Cristian Vieira Duarte.

Texto: Ascom Sedec
Edição: Secom

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