Estado e Sindicalc desenvolvem parceria para estimular aplicação de calcário
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A Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA), representada pela Emater, firmou, nesta quinta-feira (23), termo de cooperação técnica institucional com o Sindicato da Indústria da Extração de Mármore, Calcário e Pedreiras do Rio Grande do Sul (Sindicalc). O objetivo é criar e tornar viável o Programa de Conservação, Manejo e Recuperação da Fertilidade do Solo, com ênfase na correção da acidez do solo e no aumento de produtividade. Conforme o protocolo, a Emater estimulará a aplicação do insumo e difundirá técnicas relacionadas à utilização, conservação, manejo e fertilidade da terra, enquanto o Sindicalc fornecerá calcário para unidades de observação. “Não corrigir o solo representa ainda mais prejuízo para o produtor rural, que está descapitalizado em conseqüência da estiagem e do câmbio desfavorável”, avalia o secretário da Agricultura e Abastecimento, Odacir Klein. O uso de calcário reduz a acidez, fixa nitrogênio em leguminosas, aumenta disponibilidade de nitrogênio, potássio, fósforo, cálcio, magnésio e enxofre, favorece o desenvolvimento de raízes e aumenta o potencial produtivo agropecuário. “Adubar a terra sem antes aplicar calcário é jogar dinheiro fora”, alerta o presidente da Emater, Caio Rocha. De acordo com análise de amostras colhidas pela instituição de assistência técnica do Estado, o solo do Rio Grande do Sul é ácido em elevado percentual. Nas regiões de São Borja e Itaqui, Depressão Central, Campanha, Serra do Sudeste e Grandes Lagoas, por exemplo, são necessárias 4,8 toneladas do insumo por hectare para preparar o solo ao plantio.