Estado começa a contabilizar resultados de testes rápidos distribuídos aos municípios
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Atualização: novas informações foram acrescentadas ao texto em 6 de maio, às 15h15.
O Rio Grande do Sul recebeu, até o momento, 216.840 testes rápidos enviados pelo Ministério da Saúde, dos quais cerca de 108 mil foram enviados aos municípios, que começaram a registrar os resultados dos exames no e-SUS VE (sistema eletrônico do SUS para a Vigilância Epidemiológica). Assim, as informações serão computadas no levantamento realizado pelo Estado. Com isso, conforme o governador Eduardo Leite disse na transmissão diária ao vivo desta terça-feira (5/5), deverá ser minimizada a diferença na contabilidade feita pelas prefeituras e a atualizada pelo governo do Estado.
“Nosso compromisso é garantir a transparência de informações. Esses dados (dos testes rápidos junto com os RT-PCR) nos permitem entender em qual situação cada região se encontra e quais providências deverão ser tomadas, seguindo nosso modelo de distanciamento controlado”, pontuou Leite.
A chefe da divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro Estadual da Vigilância em Saúde, Tani Ranieri, explicou que os resultados de todos os testes, positivos ou negativos, devem ser registrados no sistema do SUS. “Esse papel de registro dos municípios é muito importante, e as notificações devem ser realizadas o mais rápido possível”, ressalta.
O sistema já contabiliza 2.027 testes – menos de 2% do total de testes rápidos distribuídos às prefeituras. Do total notificado, 1,6 mil testes foram descartados e outros 416 deram resultado positivo para os anticorpos de Covid-19. Desses positivos, 130 serão adicionados à plataforma que contabiliza os casos no RS ainda nesta terça-feira (5/5), causando um aumento expressivo no número total de casos.
No começo da semana, o Estado recebeu mais um lote de 65.840 testes, totalizando, em estoque ainda em inventário, um total de 282.020 testes rápidos. Isso significa, de acordo com a secretária da Saúde, Arita Bergmann, que há uma margem maior para que os testes sejam distribuídos aos hospitais e também aplicados em profissionais que pertencem à população economicamente ativa. Até o momento, a prioridade para aplicação de testes rápidos vinha sendo profissionais da saúde e da segurança pública.
A diferença que ocorre entre os anúncios de confirmações provenientes de municípios e as confirmações oficiais do Estado se dá, portanto, devido a um intervalo de tempo entre os testes, o que pode gerar saltos no número de casos, como o que ocorreu em Bento Gonçalves há poucos dias. A cidade tinha resultados represados desde 13 de abril e, no fim de semana passado, foram acrescentadas à contagem estadual 40 confirmações.
Além disso, os números de casos confirmados divulgados pelos boletins das secretarias municipais de Saúde podem divergir do informe estadual em razão dos testes realizados em laboratórios privados.
Texto: Suzy Scarton e Vanessa Kannenberg
Edição: Vitor Necchi/Secom