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Emater divulga nova estimativa de produção de milho

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A Emater/RS-Ascar concluiu o quarto levantamento sobre a situação do milho nesta safra no Rio Grande do Sul. A produtividade média estimada para a cultura é de 1.583 quilos por hectare, projetando uma produção total de 2,03 milhões de toneladas em uma área de 1,28 milhão de hectares. Esses números apontam uma redução de 54,95% em relação às estimativas iniciais (3,516 quilos por hectare e 4,5 milhões de toneladas). Se essa estimativa for confirmada, a atual safra será a menor desde 1991, quando o estado colheu 2,46 milhões de toneladas em 1,795 milhão de hectares. A produtividade dessa safra é maior que a de 1986 (1.270 kg/ha) e a de 1991 (1.139 kg/ha), quando também ocorreram estiagens no estado. No momento, 30% das lavouras já foram colhidas, 23% estão maduras e por colher, 28% em enchimento de grãos, 12% em floração e 7% em germinação e desenvolvimento vegetativo. A soja também tem registrado aumento nos prejuízos com a ausência de chuvas. De acordo com os técnicos da Emater/RS-Ascar, a cada dia cresce o número de lavouras semeadas mais tarde que apresentam murchamento total das plantas e, nas precoces, ocorre a queda das flores e vagens. O estágio atual da cultura no estado é de 3% madura e por colher, 69% em enchimento de grãos, 23% em floração e 3% em desenvolvimento vegetativo. A estimativa de produtividade, conforme divulgado no último dia 25/02, é de 1,3 mil quilos por hectare, mas já há projeções indicando que o rendimento pode chegar a 1,1 mil quilos por hectare na primeira quinzena de março, 45% a menos do que a estimativa inicial. A segunda safra do feijão prossegue com grande redução de área plantada. A avaliação dos técnicos é de que apenas cerca de 30% da tradicional área da safrinha do estado foi cultivada. A grande parte da lavoura se encontra em desenvolvimento vegetativo e floração, apresentando perdas muito grandes em função da estiagem. Arroz A situação do arroz já é bastante difirente. Com o tempo seco e a boa insolação, os produtores começam a realizar a colheita, que chega a 8% da área. Este percentual está abaixo em dois pontos percentuais em relação à safra passada, porém ainda acima da média verificada na cinco últimas safras. As demais fases da cultura são 27% da área madura e por colher, 36% em enchimento de grãos, 25% em floração e 4% em desenvolvimento vegetativo. As lavouras colhidas se encontram principalmente na Fronteira Oeste e parte da região Central, onde tradicionalmente o plantio se realiza mais cedo devido ao microclima favorável. As primeiras colheitas indicam produtividades dentro da média esperada para o estado e têm girado ao redor dos 5,5 mil quilos por hectare. As áreas plantadas mais tarde podem apresentar diferenças em relação às expectativas iniciais, uma vez que alguns quadros dessas lavouras tiveram problemas de irrigação. Hortigranjeiros A estiagem prolongada também afeta a produção de hortigranjeiros, principalmente pela falta d?água para irrigação. Em função disso, o abastecimento das feiras e mercados está com limitações e até sem oferta de alguns produtos. No Vale do Caí, principal área produtora de citros, com 13 mil hectares, os técnicos da Emater/RS-Ascar projetam uma redução de 30% na safra 2005. Calculando-se uma produtividade média das espécies e variedades, haverá uma redução de cerca de 2.342.700 caixas de frutas cítricas. Se utilizarmos o preço médio recebido pelos citricultores no ano de 2004, o prejuízo projetado apenas aos agricultores, levando-se em conta a redução na produtividade, será de R$ 18.741.600,00. A produção estimada de maçã no RS era de 400 mil toneladas, mas já apresentando redução de cerca de 110 mil toneladas (28%), ficando a estimativa atual de produção em cerca de 290 mil toneladas. As perdas econômicas nesta cultura, considerando-se um preço médio de referência de R$ 0,60 por quilo, atingem valores em torno de R$ 66 milhões. A estimativa inicial para a safra de uva era de 550 mil toneladas. No entanto, em função da estiagem, há uma redução de, aproximadamente, 27,3%, representando uma queda de produção de 150 mil toneladas. Criações O abastecimento de água para os animais está cada vez mais difícil e a disponibilidade de pasto cada vez menor, comprometendo as criações, principalmente a bovinocultura de leite e de corte. A única região onde os efeitos da estiagem não são tão significativos é a dos Campos de Cima da Serra. A quebra de 17% da produção de leite em janeiro e de 25% em fevereiro, significa uma diminuição da produção de mais de 72 milhões de litros, o que representa um prejuízo da ordem de R$ 40 milhões.
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