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Demolidora conclui instalação de cargas para a implosão da antiga sede da SSP

Sob vigilância de BM e Exército, foi encerrado o carregamento de explosivos para a detonação, neste domingo (6/3), às 9h

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Catorze profissionais, incluindo três engenheiros de minas e seis técnicos, atuaram no carregamento dos explosivos - Foto: Rodrigo Ziebell / Ascom GVG

Empresa contratada pelo Estado para executar a implosão da antiga sede da Secretaria da Segurança Pública (SSP), a FBI Demolidora concluiu, no fim da noite de sexta-feira (4/3), a instalação dos explosivos para a implosão do prédio, neste domingo (6/3), às 9h.

O carregamento dos 200 quilos de emulsão encartuchada aditivada, da marca Ibegel SSP – coincidência aleatória com a sigla da pasta –, é uma das últimas etapas. O material chegou no terreno da antiga sede às 7h de sexta-feira (4), em um caminhão baú de empresa especializada nesse tipo de transporte, sob escolta de segurança privada, contratada pela FBI, e sob monitoramento da Brigada Militar (BM) e do Departamento de Inteligência da Segurança Pública (Disp) da SSP.

Ao longo de manhã, tarde e noite, um grupo de 14 profissionais – entre os quais, três engenheiros de minas e seis blasters, também conhecidos como cabos de fogo, com treinamento específico para manuseio desse tipo de material – trabalharam na instalação dos explosivos nos pilares dos quatro primeiros andares do prédio.

Após a inserção das emulsões em perfurações de 1,02 metro de profundidade média nos pilares, num total de 1.184 furos, os profissionais fazem as conexões preliminares dos 4,5 mil metros de cordel detonante que ligam os explosivos entre si.

No domingo (6) pela manhã, horas antes da implosão, será feita a conexão principal do circuito a um tubo pirotécnico de 300 metros, que segue até ponto onde fica o detonador. Após a contagem regressiva, uma vez acionado o botão, é deflagrada uma substância a mil metros por segundo de velocidade, o que torna o comando praticamente instantâneo.

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Serão utilizados 200 quilos de explosivos: implosão vai demorar sete segundos - Foto: Rodrigo Ziebell / Ascom GVG

Conforme o plano elaborado pelo responsável técnico do serviço, o engenheiro de minas Manoel Jorge Diniz Dias, reconhecido na área como o profissional com maior know-how do país e responsável pelas maiores implosões já realizadas no Brasil, as explosões ocorrerão do primeiro para o quarto andar, com um intervalo de meio segundo entre um e outro.

Em cada andar, a sequência é a mesma. Começa pelos pilares centrais da edificação, de forma que parte já colapsada da estrutura dê início ao movimento de queda. Depois, seguem em direção às duas extremidades laterais do prédio, com intervalo de 0,4 segundo de um pilar para o outro.

A sucessão de explosões também estará programada de forma que, além da direção horizontal do meio para as pontas, ocorra primeiro nos pilares mais próximos da fachada principal, voltada para a rua Voluntários da Pátria, e siga até os que ficam mais perto da face posterior do prédio, voltada para a avenida Castelo Branco.

Dessa forma, a ação da gravidade deve fazer com que as duas torres de sustentação laterais cedam em movimento diagonal para o centro e na direção do interior do terreno da SSP, de forma que a avenida Castelo Branco não seja atingida.

• Clique aqui e veja vídeo com a simulação da implosão.

A previsão é de que toda a implosão dure sete segundos. Depois, restarão no chão 20 mil toneladas de escombros, que serão removidos do terreno pela FBI Demolidora em cerca de 30 dias.

A implosão é a primeira de um imóvel do poder público na capital e também a primeira na cidade desde a demolição do edifício das Lojas Renner, também atingido por um incêndio, em 1976.

• Clique aqui e confira todas as informações sobre bloqueios em um raio de 300 metros do prédio, as alterações em serviços na região e todas as ações programadas pelo Sistema de Controle de Incidentes (SCI), sob coordenação da Defesa Civil Estadual, para garantir da segurança da operação.

Texto: Carlos Ismael Moreira/Ascom SSP
Edição: Secom

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