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Com investimento do Estado, Taça das Favelas RS 2025 define campeões

Times de Porto Alegre e Canoas ganharam as finais disputadas na tarde de sábado (30)

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A imagem mostra um grupo de jogadoras de futebol comemorando a conquista da Taça das Favelas 2025 em um campo ao ar livre. Elas estão vestidas com uniformes brancos e seguram um grande troféu.
Na final feminina, o Vila Farrapos, de Porto Alegre, venceu o campeonato pela primeira vez e de maneira invicta - Foto: Ascom SEL e Cufa-RS

Foram realizadas, no sábado (30/8), as finais da edição 2025 da Taça das Favelas do Rio Grande do Sul. A maior competição de comunidades do mundo é organizada pela Central Única das Favelas (Cufa-RS), que tem a parceria do RS Seguro COMunidade, eixo do Programa RS Seguro do governo do Estado. O campeonato também é apoiado pela Secretaria do Esporte e Lazer (SEL), com um investimento de R$ 600 mil, incluindo recursos de R$ 400 mil, provenientes do Programa de Incentivo ao Aparelhamento da Segurança Pública (Piseg), e R$ 200 mil por meio do Programa Pró-Esporte.

A decisão das campeãs e dos campeões aconteceu no estádio Francisco Novelletto Neto, mais conhecido como Passo d’Areia, em Porto Alegre. Uma bela tarde de sol animou o público de mais de 7 mil pessoas, que acessou gratuitamente as arquibancadas.

Final feminina

A primeira partida foi do naipe feminino. O time Beltrão de Queiroz, de Caxias do Sul, enfrentou o Vila Farrapos, de Porto Alegre. A equipe porto-alegrense saiu atrás, mas virou no segundo tempo, ganhando por 3 a 1. O Vila Farrapos venceu o campeonato pela primeira vez e de maneira invicta, sem nenhuma derrota.

A imagem mostra um grupo de jogadoras vestidas com uniformes esportivos amarelos comemorando em um campo de futebol. Elas estão segurando um troféu de vice-campeãs e posicionadas atrás de uma faixa com os dizeres "Final Taça das Favelas 2025 Rio Grande do Sul". Ao fundo, há espectadores nas arquibancadas.
O time Beltrão de Queiroz, de Caxias do Sul, ficou em segundo lugar na final feminina - Foto: Ascom SEL e Cufa-RS

Final masculina

No masculino, o Guajuviras, de Canoas, venceu o Municipal, de Montenegro, na disputa de pênaltis. Com um empate de 1 a 1 no tempo regulamentar, que na Taça das Favelas é de dois tempos de 30 minutos cada, a partida foi decidida nas penalidades, já que o regulamento não prevê prorrogação. As cobranças de Robinho, Roger e Junqueira pontuaram para o Guajuviras. Já o Municipal desperdiçou a chance com Renan, cujo chute foi defendido pelo goleiro Marcos, do Guajuviras.

A imagem mostra um grupo de jogadores de futebol comemorando a vitória na Taça das Favelas, vestindo uniformes amarelos e reunidos em torno de um grande troféu com a inscrição "Campeão Masculino 2025". Eles estão posicionados diante de um arco verde com os dizeres "Taça das Favelas" e logotipos de patrocinadores.
Na final masculina, o Guajuviras, de Canoas, venceu o Municipal, de Montenegro, na disputa de pênaltis - Foto: Ascom SEL e Cufa-RS

Premiações

Como premiação, os times recebem R$ 10 mil em material esportivo – os vices recebem a metade deste valor, também em material esportivo. Além disso, os finalistas concorrem às vagas na Taça das Favelas Brasil, que será disputada em São Paulo, com data a definir.

Incentivo ao esporte

O vice-governador Gabriel Souza esteve no estádio e foi convidado para dar o pontapé inicial que abriu o torneio. “O esporte é uma ferramenta de transformação da sociedade. E fazer isso nas comunidades e periferias tem um peso ainda maior, é uma alavanca para novas oportunidades. Por isso, o governo do Estado investe para que o esporte alcance cada vez mais pessoas, e a Taça das Favelas mostra que formar parcerias para que eventos como esse ocorram é fundamental para o desenvolvimento social”, disse o vice-governador em seu discurso de abertura do evento.

O secretário Juliano Franczak, o Gaúcho da Geral, comemorou o sucesso de mais uma Taça das Favelas e destacou a importância de se investir nesse tipo de iniciativa. “Realizar essa competição no Rio Grande do Sul é muito importante. Os atletas e as comunidades recebem o lugar de destaque que merecem e mostram a potência das favelas gaúchas. A Taça das Favelas muda constantemente o conceito de projeto esportivo e social no Estado”, concluiu o secretário.

Taça das Favelas alia diferentes áreas para incluir e transformar

A Taça das Favelas alia esporte à inclusão, utilizando as diferentes áreas de atuação do Estado como ferramenta de cidadania em regiões de vulnerabilidade social. Atender essas áreas é um dos eixos do Programa RS Seguro COMunidade, que prevê investimentos de R$ 310 milhões em 17 territórios de oito cidades gaúchas, entre 2024 e 2026. O programa é parceiro desde a primeira edição na realização do evento.

O secretário-executivo do Programa RS Seguro, delegado Antônio Padilha, destacou a importância da Taça das Faavelas em seu discurso de abertura. “Para os jovens em situação de vulnerabilidade social e moradores de comunidades periféricas, o esporte se apresenta como um verdadeiro agente de mudança, transformando perspectivas de futuro e alimentando novos sonhos. Esse é um dos propósitos do RS Seguro COMunidade ao apoiar a 3ª edição da Taça das Favelas no Rio Grande do Sul, em parceria com a Cufa e com o suporte fundamental da Secretaria da Segurança Pública (SSP), com o Piseg”, disse Padilha.

Realizada desde 2012, primeiramente no Rio de Janeiro, a Taça das Favelas chegou ao Rio Grande do Sul em 2023, contando com o apoio do governo do Estado, via SEL e RS Seguro. Ao todo, desde o início da competição no Rio Grande do Sul, foi investido pelo governo do Estado mais de R$ 1,8 milhão. A edição de 2025 da Taça das Favelas do Rio Grande do Sul começou em 15 de março, em São Leopoldo, e teve etapas municipais em 32 cidades, reunindo 10 mil pessoas diretamente.

Pró-Esporte

Durante a gestão do governador Eduardo Leite, o Pró-Esporte recebeu um maior investimento anual (de R$ 25 milhões para R$ 35 milhões) e executou, pela primeira vez em sua história, 100% do valor destinado. O programa passou por um processo de democratização, saindo de 14 para mais de 60 modalidades esportivas atendidas. Os projetos inscritos aumentaram de 132 para mais de 2,4 mil. Os contemplados foram ampliados de 83 para mais de 700, fortalecendo, assim, a capilaridade e o impacto social da iniciativa.

O Pró-Esporte funciona com financiamento indireto, pelo patrocínio de empresas que compensam o valor com o ICMS a recolher. O proponente pode ser pessoa física e jurídica (com ou sem fins lucrativos) ou prefeituras. Dividido em dez linhas de financiamento para diferentes áreas e públicos, o programa é gerido pelo Departamento de Fomento (Defom) da SEL e busca incentivar projetos esportivos que trazem benefícios a toda a população.

RS Seguro

Lançado em 2019, o RS Seguro é um programa transversal adotado pelo governo do Rio Grande do Sul na área de segurança pública. Ele aposta no combate à criminalidade, na qualificação do atendimento ao cidadão, em políticas sociais preventivas e transversais e no aperfeiçoamento do sistema prisional.

Desde sua implantação, houve uma queda significativa da criminalidade no Estado, em especial no indicador relativo aos crimes violentos letais intencionais (CVLI). Entre os resultados alcançados entre 2017 e 2024 destacam-se a redução de 54% nos homicídios, 78% nos latrocínios e 87% nos roubos de veículos. Em seis anos de execução, o RS Seguro contribuiu para preservar 5.405 vidas, número superior à população de 251 municípios gaúchos.

RS Seguro COMunidade

O RS Seguro COMunidade é um programa transversal que destinará R$ 310 milhões, entre 2024 e 2026, para o desenvolvimento de regiões em vulnerabilidade social. O investimento do governo do Estado está sendo realizado por meio de editais que englobam três linhas de atuação: reformas de infraestrutura, apoio a entidades e distribuição de equipamentos para prática esportiva. O programa contempla 17 territórios dos municípios de Alvorada, Canoas, Caxias do Sul, Novo Hamburgo, Porto Alegre, Santa Maria, São Leopoldo e Viamão.

Texto: Mariana Xavier e Vinicius Gaiger/Ascom SEL e Ascom RS Seguro
Edição: Camila Cargnelutti/Secom

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