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Centro de Recria em Dom Pedrito abrigará 1,2 mil terneiros de pequenas propriedades até final do ano

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O Centro de Recria André Voisin, implantado no ano passado, na unidade da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) em Dom Pedrito, deve abrigar, até o final deste ano, cerca de 1.200 terneiras das raças Holandesa e Jersey. Os animais, de
Centro de Recria em Dom Pedrito abrigará 1,2 mil terneiros de pequenas propriedades até final do ano

O Centro de Recria André Voisin, implantado no ano passado, na unidade da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro) em Dom Pedrito, deve abrigar, até o final deste ano, cerca de 1.200 terneiras das raças Holandesa e Jersey. Os animais, de pequenos produtores, são levados ao centro e, após um período de engorda, são inseminados com genética da mais alta qualidade e, ao fim de dois anos, retornam às propriedades.

Funciona como uma unidade de extensão em que alunos das universidades federais do Rio Grande do Sul e Paraná, filhos de pequenos agricultores, especialmente de assentados, e os próprios pecuaristas familiares participam, em convênios com a Embrapa e Institutos Federais de Educação, de atividades de pesquisa, ensino prático, formação e fomento.

O secretário da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi, visitou, nesta terça-feira (28), o experimento, que também tem a participação da secretaria. Segundo ele, além de introduzir qualidade genética nos rebanhos de famílias assentadas e pecuaristas familiares, é necessário disseminar o método Voisin. Fazer o agricultor compreender e respeitar o desenvolvimento do vegetal no campo nativo. Esse conhecimento tem de ser levado pra dentro das propriedades, defende Mainardi.

O sistema de pastejo aliado à inseminação é fundamental para aumentar a produção e a renda, conforme o secretário. Ao todo, são 450 hectares divididos em potreiros que abrigam hoje cerca de 500 terneiras de leite oriundas de pequenas propriedades. Elas são inseminadas pelos técnicos e devolvidas, prenhes, aos proprietários. Com isso, melhoram a qualidade genética do rebanho, consequentemente aumentando a produção de leite, principal atividades nos assentamentos.

Por isso, a integração que fazemos entre pesquisa e movimentos sociais, ressalta o diretor-presidente da Fepagro, Danilo Rheinheimerdos Santos. Até agora pelo menos R$ 1 milhão foi investido na unidade, considerada, com Caxias e Eldorado do Sul, símbolo de recuperação da instituição.

Sessenta e seis animais de 200 famílias da região já foram inseminadas. Como forma de subsídio, pagam R$ 35 por mês por animal para permanecer no campo de recria. Em alguns lugares privados, disseram os técnicos, esse valor pode chegar a R$ 2 mil por animal. É um projeto de médio prazo no caso do leite. Os frutos serão conhecidos daqui a três anos, depois que a cria gerada pela inseminação também fique prenha.

Texto: Marcos Pérez
Foto: Vilmar da Rosa
Edição: Redação Secom (51)3210-4305

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