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BRDE divulga projetos selecionados para prevenir impactos do El Niño

Banco repassará R$ 3 milhões a ações de resposta rápida na Região Metropolitana e no Vale do Taquari

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Uma fotografia colorida em plano médio e perspectiva em contra-campo (em ângulo levemente elevado) capta um técnico operando um equipamento de monitorização ambiental e hidrológica ao ar livre, instalado na estrutura de uma ponte sobre um rio.

**O Técnico e o Equipamento (à direita e em primeiro plano):**

* À direita da composição, um técnico surge de perfil virado para a esquerda, manuseando com as mãos um poste metálico com sensores de monitorização hidrometeorológica.
* Ele veste t-shirt escura, colete de segurança refletor de cor laranja-vibrante com faixas cinzentas e arnês/suspensório de proteção, além de um chapéu de abas largas tipo *safari* de cor escura.
* O equipamento é composto por um haste metálica vertical fixada na mureta de betão da ponte, com uma caixa preta de medição na base e um braço metálico horizontal no topo que sustenta um sensor com cabos enrolados virados para o rio.

**O Rio e a Paisagem Natural/Urbana (à esquerda e ao fundo):**

* À esquerda, estende-se a larga calha de um rio de águas castanhas/barrentas sob um dia ensolarado.
* Ao fundo, na margem oposta do rio, observam-se áreas com vegetação verde, edifícios e galpões industriais/comerciais de cor branca e, ao longe, o contorno de morros e serras sob um céu azul-limpo.
* À direita ao fundo, avistam-se pilares de betão e estruturas de uma ponte/infraestrutura sobre a água.
Recursos apoiarão iniciativas de proteção à biodiversidade e de redução dos impactos provocados por chuvas intensas - Foto: Ascom Sedec

A cada chuva mais intensa, o arroio Guajuviras transborda e traz inúmeros transtornos à população do bairro localizado na zona leste do município de Canoas. Para conter os alagamentos e proteger a biodiversidade local, o projeto Bacias Verdes Guajuviras irá construir uma bacia de contenção de água no arroio e promover a restauração ecológica da respectiva área de preservação permanente (APP), a partir de uma parceria entre a Universidade La Salle e a prefeitura.

Trata-se de um problema crônico que afeta cerca de 67 mil moradores dessa região de Canoas, cidade entre as mais impactadas pela enchente de maio de 2024. O projeto está entre os selecionados pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), que irá destinar mais de R$ 3 milhões para iniciativas a serem implementadas na Região Metropolitana e no Vale do Taquari.

A escolha do projeto ocorreu por meio da chamada Teia de Soluções - Sprint Chuvas do El Niño, uma iniciativa que reúne BRDE, Fundação Grupo Boticário e RegeneraRS. Lançada em agosto deste ano, a a ação financiará ações de resposta rápida para proteger a biodiversidade e reduzir impactos provocados por chuvas intensas decorrentes do El Niño, fenômeno climático que vem provocando precipitações acima da média, principalmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.

Projetos de resiliência ambiental 

Conforme o diretor de Planejamento do BRDE, Leonardo Busatto, a nova edição da iniciativa da Teia de Soluções reforça a importância do apoio a projetos de resiliência a partir do conceito de Soluções Baseadas na Natureza (SBN). “Os desafios climáticos exigem esse olhar diferenciado capaz de mitigar os impactos ambientais e proteger as populações. A sustentabilidade está nesse equilíbrio”, frisou o diretor.

O projeto de Canoas receberá do banco o aporte de R$ 598,5 mil e estabelece, no prazo de até 10 meses, a construção da bacia de contenção de água, a dragagem do leito do arroio, a remoção de resíduos, a reforma do talude e o cercamento da área e restauração ecológica da APP. A ação abrange uma área de 537 hectares e prevê ainda o plantio de vegetação nativa e controle de espécies exóticas invasoras.

No total, foram selecionados sete projetos. Além do Bacias Verdes Guajuviras, serão apoiadas outras três iniciativas em Porto Alegre, uma junto ao rio Caí e dois projetos no Vale do Taquari. Com os recursos dos demais parceiros da Teia de Soluções, os aportes apenas para o Rio Grande do Sul se aproximam dos R$ 5 milhões.

Startup vai ampliar rede de monitoramento no Vale do Taquari

Com atuação destacada no monitoramento das últimas cheias na bacia Taquari-Antas, a TideSat vai ampliar a capacidade de acompanhamento remoto e seguro das águas no município de Encantado e em áreas próximas. Por meio do projeto Vale Seguro, a startup com origem na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) irá expandir o mapeamento regional com a instalação de cinco novos sensores integrados à rede já em operação e ao Iara, aplicativo e sistema preditivo de inteligência artificial (IA) desenvolvido para antecipar cheias no Vale do Taquari.

Selecionado na chamada Teia de Soluções – Sprint Chuvas do El Niño, o projeto receberá repasses de R$ 280 mil do BRDE. O objetivo é qualificar ainda mais o serviço de previsão dos níveis dos rios que integram a bacia e apoiar as ações das defesas civis municipais para acionar os protocolos de alerta, possibilitando agir de maneira antecipada para proteger as pessoas e as áreas naturais.

O Vale do Taquari tem cheias de subida muito rápida e carece de dados de nível e de base topográfica atualizada para previsão local. A solução da TideSat emprega sensores de nível para medir a distância da água, em um modelo de previsão que une expertise em IA à inteligência territorial de quem vive na região. Os sensores convencionais operam junto à água e, geralmente, sofrem danos nas inundações mais fortes. A empresa foi uma das finalistas no ano passado do BRDE RS Labs, programa de aceleração de startups que o banco desenvolve há seis anos.

Texto: Ascom Sedec
Edição: Secom

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