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Batata doce vitaminada é novidade em Santa Margarida do Sul

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Uma hortaliça bastante conhecida dos gaúchos ganhou um diferencial e virou novidade no meio rural em Santa Margarida do Sul. A batata doce vitaminada, assim chamada devido ao alto teor de betacaroteno (provitamina A), começou a ser difundida entre os agricultores familiares do município, em novembro de 2011, por meio do escritório local da Emater/RS-Ascar.

Agora, o vegetal está na fase da colheita e, de acordo com o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar Fernando Oliveira, a safra, apesar da estiagem, é considerada boa, com a raiz apresentando peso de cerca de 300 gramas. As mudas da batata doce vitaminada são provenientes da Embrapa Horticultura e foram inicialmente repassadas para os agricultores mais experientes e tradicionais nesta cultura, iniciando, assim, a multiplicação do novo cultivar.

A produção em Santa Margarida está voltada ao atendimento das escolas do município, com a venda das hortaliças e sucos para a merenda escolar por intermédio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Cultivar
A batata doce vitaminada é uma cultivar americana chamado de Beauregard, desenvolvida pela Louisiana Agricultural Experiment Station, em 1981. Foi introduzida no Brasil, por meio do Centro Internacional de La Papa (CIP) - com sede no Peru.

A Embrapa está realizando o Programa Biofort: Biofortificação do Brasil, que visa ao desenvolvimento de produtos agrícolas mais nutritivos. A batata doce vitaminada possui polpa de cor alaranjada intensa, o que indica a presença intensa do betacaroteno. Depois de ingerido, este antioxidante se transforma em vitamina A, que é essencial para o desenvolvimento dos órgãos da visão, formação da pele e crescimento do corpo.

O consumo de 25 a 50 gramas de batata doce vitaminada supre as necessidades diárias de provitamina A. Assim como as demais batatas doces, a Beauregard pode ser consumida de diversas formas. Quando transformada em farinha, substitui parcial ou totalmente a farinha de trigo em diversas receitas.

Texto: Felipe Rosa
Edição: Redação Secom (51) 3210-4305

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